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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 95

"Eva"

Eu não precisei contar nada para a Gabriele, o Matheus já tinha contado tudo e o que ela queria mesmo era saber se eu estava bem e o que eu ia fazer. E enquanto nós nos arrumávamos para o trabalho, eu ia contando a ela o que eu tinha decidido.

- Evita, eu estou com você no que você decidir, só vou te dizer uma coisa, esse homem, amiga, precisa de amor e carinho e muita, mas muita paciência! Ele é investimento a longo prazo, Evita!

- Eu não tenho pressa, Gabi! E amor e carinho eu tenho muito, paciência é outra história, mas uma coisa eu sei, eu não gosto da cobra de aplique e eu certamente detesto a falecida.

- E o que você vai fazer?

- Convencer o meu amorzinho que ele não teve culpa de nada e que o passado deve ficar no passado. Ah, claro, eu também vou varrer a cobra de aplique pra fora da vida dele.

- Dessa parte eu gosto! Temos um plano?

- Pra começar, amanhã nós vamos jantar na casa dele. E quando eu digo nós, isso inclui você e o Carrapato!

- Taí, esse é o único problema de você estar aí apaixonadinha pelo Rossi, ele vem com esse Carrapato de brinde!

- Ai, Gabi, admite que você adora o Carrapato!

- Ah... talvez... - Ela ficou meio desconcertada. - Menina, você tem que ver a casa dele, como é linda! Eu pensei que ia ser um desses inferninhos de couro vermelho e pelúcia de oncinha, mas tem até planta!

Eu comecei a rir, a Gabriele pensava coisa demais!

- O meu amorzinho me disse que o Cachorrão não leva muita gente lá e que nunca leva mulheres. - Eu falei e observei a reação dela.

- É... ele disse isso... disse que a casa dele é um santuário. Tá! Até parece que eu acredito. - Ela bufou.

- E o que aconteceu? - Eu estava curiosa pelos detalhes.

- Ele me levou pra cama. - Ela não parecia feliz. - E dormiu a noite inteira!

- Quer dizer que vocês não...

- Não, nem uma mão boba, nada! - Ela parecia decepcionada com aquilo.

- O que aconteceu, Gabi? - Eu perguntei vendo que ela estava em conflito.

- Resumo rápido, ele me provocou até chegar na casa dele, fez toda uma cena romântica com queijos e vinho, me deu um beijo me deixou com a calcinha molhada, massageou os meus pés, ficou abraçado comigo enquanto conversávamos até tarde, me agarrou no corredor e deu um beijo de derrubar calcinha... uma nota especial aqui, se ele tivesse arrancado a minha calcinha na parede daquele corredor, eu não teria resistido... mas ele me levou para a cama dele e nada!

- Como assim? Nada?

- Nada! E não foi por falta de provocar, porque depois daquele beijo no corredor eu precisava de algum contato, entende?! Mas ele simplesmente virou para o lado e dormiu e depois me agarrou a noite inteira, mas estava dormindo.

- Ih, tá explicado! Ele te deixou frustrada. - Eu a observei jogar a escova sobre a cama irritada. - Mas, Gabi, você já falou tanto não pra ele, talvez ele agora queira que você seja clara.

- Eva, ele me deu uma camiseta para dormir, eu ignorei a camiseta e me deitei ao lado dele de calcinha e sutiã! Precisa ser mais claro que isso? - Ela se sentou na cama.

- É, suas lingeries não são as mais recatadas. - Eu ri.

- E quer saber? Ele tem tatuagens, Evita, em lugares que... aff, nem quero me lembrar, mas eu não consigo esquecer... Sabe onde ele tatuou "Carpe Vita", amiga? Bem aqui no quadril. - Ela apontou uma área bem sobre o osso do quadril, onde a tatuagem deveria ficar oculta pela cueca. - E não é a única! O que tem nessas tatuagens, pelo amor de Deus, que agora eu fecho os olhos e vejo aquele quadril esculpido com aquelas letras pretas e minha mão coça para tocar?! Aquele Carrapato tem um corpo completamente gostoso, fodível, lambível, beijável e até mastigável!

- É mesmo? Mas eu acho que ele também te acha mastigável, né, amiga?! Essa marca aí no seu pescoço prova isso!

- Marca? Que marca? Eu não vi marca! - Ele correu para frente do espelho e eu apontei para ela a marca no pescoço, quase na parte de trás. - Carrapato, seu cretino, você me paga!

- Ai, Enzo, você não existe! Como pode ser assim tão lindo?! - Eu me aproximei, segurei o rosto dele entre as mãos e dei um beijo na sua bochecha.

- Vou ficar com ciúme, amorzinho! - O José Miguel brincou e eu ri, me pendurando no ombro do Enzo que me segurou pela cintura.

- Aprenda a ser príncipe como ele e você não precisará ter ciúme! - Eu brinquei e ele riu.

- É, Enzo, acho que você vai precisar dar um curso! - Ele brincou, fazendo o Enzo rir.

- Não tem segredo, Perfeito, é só tratar essa moça linda com gentileza, amor e cuidado. - O Enzo deu uma piscadinha pra mim e eu suspirei teatralmente me derretendo pendurada nele.

- Moleque folgado! Solta que ela é minha! - O José Miguel brincou e me puxou para si.

- Eu ouvi direito? José Miguel Rossi, o homem que não mistura pessoal e profissional está assumindo sua paixão avassaladora pela sua assistente? - Nós nos viramos para ver o Heitor caminhando em direção a nós. - Finalmente! Acho que vou marcar uma reunião de diretoria só pra anunciar isso!

- Ah, vai ser épico o José Miguel entrando de mãos dadas com a Eva na reunião! - O Enzo completou.

- É, ednvia um memorando pra empresa inteira também, Heitor, assim você me poupa o trabalho de ficar colocando os menos avisados pra correr. - O José Miguel brincou.

- A Del vai adorar escrever esse memorando! - O Heitor riu. - Como vai, Eva? Ou devo dizer futura senhora Rossi?

- Vamos com calma, Heitor. - Eu respondi tentando não parecer tensa com o título que me fez lembrar tudo.

- Sei, calma! Eu aposto que em no máximo seis meses eu serei convidado para ser padrinho! - O Heitor insistiu e olhou para o José Miguel como quem sabia das coisas, quase como a Melissa olhava. - Já está na hora, não é, Rossi? Mas, Rossi, eu vim aqui porque estou precisando de você, eu estou com uma idéia na cabeça e quero saber se é viável.

- Tudo bem! Vamos a minha sala. - O José Miguel apontou o caminho para o Heitor e me deu um beijo no rosto. - Falo com você depois, amorzinho!

- Vai, pode ir com o meu tio que eu vou levar a Evita pra tomar um café! - O Enzo brincou e se virou para mim, me oferecendo o braço. - Vamos, moça linda? - Eu sorri e passei o meu braço no dele enquanto caminhávamos para a copa do andar.

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