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Amor irresistível: O segredo do chefe romance Capítulo 96

"José Miguel"

Eu não estava confortável com a idéia da Eva confrontando a Carmem, porque a Eva não tinha a menor idéia de onde estava se metendo. A Carmem era uma pessoa muito difícil e aquela mania dela de gritar era muito irritante. Mas eu disse a Eva que faria e se eu estava convencido de uma coisa, era que eu não poderia perder a Eva, ainda que toda aquela culpa pesasse ainda mais nos meus ombros depois, eu não conseguia me afastar dela, eu não queria.

- Candinha, minha querida, como estão as coisas por aí? - Eu perguntei assim que a Candinha atendeu a ligação.

- Um inferno! A possuída já fez um escândalo porque você não dormiu em casa. Eu tranquei o seu quarto e o seu escritório, porque ela ameaçou entrar lá e quebrar tudo se eu não explicasse onde estão os seus ternos que estão faltando no closet.

- Desde quando a Carmem conhece os meus ternos? - Eu achei estranho que ela tivesse notado a ausência das minhas roupas.

- Ela conhece até as suas cuecas, querido! - A Candinha usou o tom de voz amoroso que usava para me explicar as coisas desde que eu era criança.

- Tá, fez bem em trancar. Algo mais?

- Ela está irritada porque você não está atendendo as ligações dela. Ela quer sair, mas a Berta disse que vai com ela e se ela tentar escapar vai conseguir uma algema e prendê-las juntas. Maqs a Berta está preocupada, porque e Carmem é esperta.

- É, o fogo do inferno está queimando outra vez nesse casa! - Eu desabafei e respirei fundo. - E as coisas ainda vão piorar.

- O que aconteceu, José Miguel?

- A Carmem descobriu a Eva, contou muitas mentiras para ela e eu quase a perdi. Mas eu consegui resolver as coisas e por algum milagre a Eva quer enfrentar o fogo do inferno comigo.

- Já gosto dessa moça!

- Ela quer te conhecer. - Eu sorri pensando que a Candinha e Eva se dariam bem. - Mas ela quer jantar aí amanhã, confrontar a Carmem, deixar claro que ela não vai se meter entre nós.

- Corajosa! O que você vai fazer quanto a isso?

- Vou fazer tudo o que ela quiser, Candinha, eu suporto menos a idéia de perdê-la do que a culpa que eu sinto pela morte da Cora e dos meus filhos. - Eu confessei, tendo me dado conta disso na noite passada.

- Então eu vou preparar um excelente jantar. Quanda será?

- Minha namorada vai jantar aí amanhã e o Matheus e a Gabriele também foram convidados. Tudo bem pra você?

- A Peste? - A Candinha me fez rir.

- É, Candinha, a Peste do Matheus é a melhor amiga da Eva.

- Eu sei! Esperta a Eva, vai vir enfrentar a megera com um pequeno exército! Isso vai ser divertido! Quero só ver a cara da Carmem quando vir o Matheus se sentando à mesa.

- Ai, querida, eu acho que vai ser desagradável, mas eu prometi à Eva. Candinha, façam o possível para manter a Carmem sob vigilância, as coisas vão ficar piores depois desse jantar. E porque eu não vou dormir em casa de novo.

- Diz pra Eva que eu estou do lado dela.

- Você ainda nem a conhece. - Eu ri.

- Eu estou do lado de qualquer um que está contra a megera do inferno! Vou caprichar no jantar.

Eu me despedi da Candinha e olhei para o telefone por um momento. A minha consulta com o Nelson era só na semana seguinte, mas ele me disse que eu poderia ligar a qualquer momento.

- José Miguel! Como vai? Não me diga que já sente a minha falta? - O Nelson atendeu com aquele jeito tranquilo e gentil. Ele era realmente como um oásis no deserto.

- Não vou mentir, Nelson, se eu pudesse falaria com você todos os dias! Já te disseram que a sua voz é um calmante poderoso? - Eu falei e ouvi a sua risada.

- Que fofa! Eu vou precisar mesmo de ajuda. - Ela falou com um sorrisinho travesso e eu achei que talvez houvesse algo que ela não tivesse me contado, mas ela logo me distraiu com seus beijos.

Mais tarde, antes de sair para encontrar o Nelson, eu deixei a Eva com o Enzo, que não perdeu a oportunidade de me fazer algumas provocações.

- Você sabe, não é, Perfeito, que o Brandão está achando que a Eva gosta dos novinhos, tipo eu. - O Enzo começou e eu bufei.

- Sorte sua que eu sei que você ama a Luna, Enzo! Por mim o Brandão pode pensar o que quiser desde que ele fique longe dela. - Eu resmunguei e o Enzo riu.

- Imagina se ele me vir com as quatro gatas que vão almoçar comigo hoje... ele vai ficar louco.

- Quatro? - Eu tentei pensar em quem seriam as quatro mulheres que aquele moleque esperto estava levando para almoçar.

- Minha Luna vai buscar a Gabi e se encontrar comigo, a Evita e a Del no restaurante. - Ele falou orgulhoso. E tinha que estar, ele realmente estava indo almoçar com quatro mulheres lindas.

- Enzo, você faz isso para provocar os homens, não é? Se o Cachorrão descobre que você está levando a Peste dele para almoçar e o mantendo de fora ele vai ficar magoado. - Eu brinquei e ele deu uma gargalhada.

- Pode apostar que sim! Mas eu convidei o Cachorrão também. - Ele confirmou e caminhou em direção a Eva. - Está pronta minha musa, para irmos buscar a bela Del no último andar?

- Pontíssima! - A Eva deu um sorriso lindo para ele. - E você, paixão, aproveite o seu almoço. - Ela me deu mais um beijo e eu a deixei com o Enzo.

Eu ainda estava rindo quando entrei no elevador e dei de cara com o Brandão, o que azedou o meu humor. Ele me encarou como se observasse alguma coisa, mas não falou nada até que o elevador se abriu e elçe colocou um pé para fora, mas se virou para me provocar.

- Você deveria limpar esse batom da sua boca, talvez aquele seu namorado não goste. - Ele virou as costas e saiu, me deixando para trás confuso. Que merda ele tinha dito? Eu pensei por um momento e então algo fez sentido pra mim.

- Ah, Enzo, se eu não estivesse atrasado! - Eu bufei e tirei o lenço do bolso, me virando para o espelho do elevador e limpando a minúscula marquinha de batom no canto da minha boca. Mas quando eu voltasse, o Enzo não me escapava. - Tenho meus truques... sei... agora estava fazendo sentido! - Eu acabei rindo, aquele moleque era impossível, mas tinha funcionado.

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