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Apaixonada pelo Alfa Errado romance Capítulo 203

Enoch

Encontrei Laura sentada perto da grande mesa de projetos, completamente absorvida. Libby estava ao lado dela, inclinada, apontando para plantas e imagens no tablet, e Laura falava… falava muito. Gesticulava, sorria, os olhos brilhando daquele jeito que sempre me pegava desprevenido.

“…porque olha isso aqui”, Libby dizia empolgada, “essa arquiteta pensa o espaço como quem conta uma história. Ela sempre foi minha referência. Eu nunca achei que ia ver algo tão parecido fora dos livros dela…” Laura estava fascinada, do mesmo jeito que Libby era encantada pelo que mostrava, Laura era encantada por ela.

Minha tia era a maior referência dela e da Rubi, ela só não se dava conta disso.

Sentei ao lado dela sem fazer barulho, mas já passando minha mão por sobre seu ombro e ela me empurrou de vagar para o lado, fazendo meu lobo fungar.

Continuei ali, ouvindo por longos segundos, enquanto ela mergulhava cada vez mais fundo na explicação. Libby só ria, acostumada.

“…e se você repara bem, a luz entra exatamente...”

“Laura.”

Nada.

“Laura…”

Continuei invisível.

Só na terceira tentativa eu me inclinei um pouco mais perto e interrompi:

“Amor.”

Ela virou o rosto de repente, olhos estreitos, claramente pronta para reclamar.

“Enoch, eu estou aprendendo com a Libby, me dá um minutinho, amor...eu...”

Não deixei terminar.

Inclinei-me e roubei um beijo rápido, suave, só o suficiente para desmontar qualquer protesto.

Ela piscou. Duas vezes.

Depois riu.

“Você é impossível”, murmurou.

“Você também”, respondi, satisfeito por finalmente ter sido notado.

Libby soltou o tablet sobre a mesinha e nos encarou.

“Vou aproveitar o momento romântico e ver o que o Eron quer antes que ele comece a gritar meu nome pela casa inteira, tipo o que o Enoch acabou de fazer.” Demos risada. "É um mal dos Peytons, acham que são o centro do universo." ela cochichou com a Laura.

"Ei, eu ouvi isso..." rosnei baixinho, mas ela nem ligou.

Assim que ela se afastou, Laura entrelaçou os dedos nos meus.

Foi ali, naquele silêncio confortável, que a pergunta saiu. Não como cobrança. Mais como curiosidade antiga.

“Você nunca falou dos seus pais pra mim.”

Ela me olhou com calma.

“Onde eles estão?”, continuei. “Você não gostaria de convidá-los para vir até aqui? Mesmo sem saber… quem somos? Só para eles me conhecerem, e a minha família?”

Laura sorriu de lado, um sorriso pequeno, quase melancólico. Levou a mão até a minha, e a apertou, como se falar sobre aquilo doesse de alguma forma.

203. Nossa família 1

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