Rubi
Eu tô na cozinha, tentando rir das piadas do Rael enquanto como o colo que minha tia fez. Eu sei que todos estão se esforçando para me fazer esquecer, nem que for por um segundo que Riuk está no inferno por nós.
Minha mente fica pensando como ele pode voltar.
Mais machucado, mais quebrado, será que ele pode esquecer de nós?
É assustador, se sentir impotente assim, sentir que o amor da sua vida está lutando por vocês dois, enquanto você está sentada sem poder fazer nada.
"Rubi, calma. Já já ele está de volta." Libby tenta me acalmar e só sorriu de volta.
Então acontece.
Um puxão no peito. Forte. Como se alguém tivesse enfiado a mão no meu coração e apertado.
Minha loba uiva. Não de dor. De presença.
Riuk.
Ele tá de volta.
Eu largo o garfo, levanto tão rápido que a cadeira cai.
“Rubi?” minha mãe pergunta.
Eu não respondo. Corro.
Corro descalça pela grama, o sol da tarde queimando os olhos, o cheiro de sangue seco me guiando como um fio invisível.
Eu sei como ele vai estar. Sei o que me espera, mas ao mesmo tempo, sei que não posso esperar. Preciso vê-lo com meus próprios olhos. Preciso senti-lo. Ter certeza que ele está vivo.
A porta do hangar tá aberta.
E lá tá ele.
De pé. Nu. Sangue escorrendo do braço, do peito, das costas. Olhos vidrados, olhando pro nada. Corpo tremendo, cicatrizes novas brilhando azul como se estivessem vivas.
“Riuk…”
Ele vira pra mim, lento demais.
Eu dou um passo.
Ele agarra meu braço com força, dedos como ferro. Dói. Dói pra caralho.
Eu me assusto.
“Riuk… sou eu…”
Ele não parece me ouvir. Olhos dourados, mas vazios. Magia pulsando no ar como eletricidade estática.
“Riuk, me solta… tá doendo…”
Ele aperta mais. Eu gemo.
“RIUK!”
Ele pisca. Uma vez. Duas.
Os dedos afrouxam. Ele cambaleia, como se o mundo tivesse voltado ao seu eixo.
Eu seguro ele pelos ombros, mas ele é pesado demais.
“ME AJUDEM!” grito pro nada."SOCORRO!!"
Eron e Enoch aparecem correndo.
"Porra!" ambos o seguram, e tiram o peso dele dos meus braços. Olho para ele desolada.
"O que fizeram com você...?" eu não consigo ser coerente, vendo ele tão machucado.
Eron j**a o irmão nos ombros como se Riuk não pesasse nada.
“Abram caminho para eu passar com ele. Rubi prepare o quarto.”
Corro para a mansão, com Enoch ao meu lado, subo as escadas mais rápido do que jamais pensei subir e abro a porta do quarto. Deixando os travesseiros, no jeito, tirando a colcha.
Eron coloca ele na cama, e Riuk não reage.
"Isso... isso é normal?" questiono, apavorada.



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