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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 59

Mais tarde, já em casa, Natan recostou-se na poltrona do escritório, com o celular em mãos e os olhos fixos no mapa.

O pequeno ponto azul marcava a última localização conhecida do AirTag de Francine: centro da cidade.

Franziu a testa.

“O que ela estaria fazendo tão tarde no centro da cidade? Ela não vai voltar para a mansão?”

Passou a mão pelos cabelos, desconfiado. Tinha certeza de que ela voltaria direto pra casa, mas havia se enganado.

Algo estava errado.

Dormiu inquieto.

No dia seguinte, antes mesmo do sol nascer, despertou com o mesmo pensamento grudado na cabeça.

Pegou o celular ainda deitado e abriu o aplicativo.

O AirTag ainda estava no centro. Mas agora em outro ponto. Um lugar totalmente aleatório.

Se sentou devagar, com a mandíbula tensa.

— Não... — murmurou. — Ela descobriu.

Levantou-se num pulo e começou a andar de um lado para o outro, inquieto.

— Como ela descobriu tão rápido?

Olhou novamente para o mapa, tentando calcular a rota, os horários, qualquer pista. Só que o estrago já estava feito.

E, pior: se ela sabia do rastreador, talvez também soubesse quem o colocou ali.

Pouco tempo depois, Natan já estava de banho tomado, terno impecável e celular em mãos.

Ele analisava a última localização do AirTag pela milésima vez, com os olhos estreitos e um leve sorriso nos lábios.

— Ok, Francine... você venceu essa.

Fechou o aplicativo e abriu outro: um serviço de entregas de luxo.

— Se ela acha que eu sou o vilão, então vou mostrar o meu melhor papel de mocinho.

Com poucos cliques, finalizou o pedido. Um buquê de flores elegantes, nada exagerado, combinando lavandas e rosas brancas, acompanhado de uma pequena caixa de macarons franceses e um bilhete cuidadosamente escrito:

“Fiquei feliz por te ver ontem. Espero que o dia de hoje seja mais leve para você. – N.”

Nada que a comprometa. Nada direto demais. Apenas o suficiente para deixá-la confusa. Curiosa.

Ele se recostou na cadeira com um ar satisfeito.

— Agora vamos ver como ela reage.

— Ah, ótimo.

Entrou com as flores na mão e foi direto pra cozinha. Colocou o arranjo na mesa como quem deposita uma sacola de lixo.

Abriu o cartão com uma pontinha de esperança… e quase cuspiu o ar.

“Fiquei feliz por te ver ontem. Espero que o dia de hoje seja mais leve para você. – N.”

Ela fechou o cartão com força.

Virou nos calcanhares e marchou até a lixeira. Abriu a tampa e jogou tudo lá dentro.

— Eca.

Deixou a tampa bater com estrondo, pegou uma maçã na fruteira como se nada tivesse acontecido.

— Poxa, que desperdício, Fran… flores tão bonitas… Espera, isso são macarons? — comentou Malu, entrando na cozinha justo a tempo de ver a cena.

Francine lavava a maçã na pia, ainda bufando.

— Aposto que ele fez feitiçaria com elas. Quero isso longe de mim.

— E você acha que feitiço se desfaz com tampa de lixeira? — Malu apoiou os cotovelos na mesa, divertida.

— Não, mas ajuda. — Ela mordeu a maçã com raiva. — Próximo passo é banho de sal grosso e espelho virado pra parede.

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