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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 34

Dorian estava encostado na moldura da porta do closet, os braços cruzados e aquele sorriso que misturava charme com provocação — o tipo de sorriso que devia vir com bula e contraindicações.

— Esse é seu novo uniforme toda vez que vier limpar meu quarto — disse, como quem anuncia o menu do jantar.

Dentro da caixa, repousava uma peça de lingerie vermelha como pecado bem cometido. Renda fina, transparência ousada, cinta-liga combinando e meias delicadamente dobradas, como se alguém tivesse planejado cada detalhe com precisão cirúrgica.

— Eu não vou ser… sua escrava sexual! — Francine gritou as primeiras palavras e sussurrou as últimas.

— Então pode sentar aqui na mesa e escrever sua carta de demissão. — Dorian respondeu, já puxando uma folha em branco e uma caneta do porta-lápis.

Francine ficou parada por um segundo, com o peito subindo e descendo mais rápido.

A raiva fervia… ou talvez fosse outra coisa.

Porque enquanto ela dizia “não vou”, seu corpo inteiro estava dizendo “quero”.

E ele sabia disso.

Dorian se sentou na beirada da cama e observou, como quem espera que ela escolha a próxima jogada.

— Você é um filho da mãe manipulador.

— E você é a mulher que me deixou louco sem nem tirar a máscara.

O silêncio entre os dois era um campo minado.

Francine olhou da caixa para a caneta.

E pensou: Como eu vim parar nessa situação ridícula e… por que estou pensando em usar essa droga de lingerie?

Ela estreitou os olhos para ele, mas a voz saiu mais calma do que deveria:

— Eu aceito mas com uma condição.

Dorian arqueou uma sobrancelha, interessado.

— Nada de toque, nada de invasão. Eu visto isso — apontou para a caixa — limpo seu quarto, e você fica do outro lado. Em silêncio. Como um bom menino.

Ele sorriu. Devagar.

— Vai ser um prazer assistir.

"Você não perde por esperar, desgraçado". Francine estava tomada por ódio e desejo por aquele homem.

Pegou a caixa com a mesma expressão de quem estava recebendo uma intimação judicial.

Encarou a lingerie como se fosse feita de espinhos, mas não disse uma palavra.

Curvou-se só o suficiente para fazer a tira da cinta liga apertar um pouquinho em sua bunda, passando o pano devagar pelas bordas, como se cada canto precisasse de atenção especial.

A mesa de cabeceira ficou por último, passando o pano em círculos lentos, o quadril balançando suavemente a cada passo.

Então ela se virou.

Andou até ele como quem se aproxima da presa, mas com a calma de um predador seguro da vitória.

O olhar cravado no dele, desafiador e perigoso. Um espanador nas mãos, e um leve sorriso nos lábios.

Sem desviar os olhos, apoiou o joelho bem no meio das pernas dele, inclinando-se como quem precisava alcançar o quadro pendurado atrás da poltrona.

O corpo dela roçava o dele com uma precisão quase artística — só o suficiente para fazer Dorian respirar fundo e cerrar os punhos.

Ela fingiu tirar poeira do quadro com duas batidinhas ridículas, depois voltou os olhos para ele, ainda colada.

— Você disse que era pra limpar, não disse?

E saiu andando antes que ele pudesse responder, com o espanador balançando ritmado como se fosse parte da coreografia.

Dorian fechou os olhos por um segundo. Precisava respirar. Ou se jogar no chuveiro gelado mais próximo.

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