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Beijada pelo Chefe no Baile de Máscaras romance Capítulo 61

Dorian saiu do escritório mais cedo naquele dia, sem dar muitas explicações.

Foi direto ao shopping, caminhando com passos decididos como se estivesse indo assinar um contrato importante — embora, no fundo, soubesse que estava fazendo algo completamente fora da sua rotina racional.

Parou em frente à loja de eletrônicos e encarou a vitrine de celulares topo de linha, todos brilhando sob luzes estrategicamente posicionadas.

— Isso é ridículo. — murmurou para si mesmo, cruzando os braços.

Sentia-se como um adolescente tentando impressionar a crush com um presente caro. E pior: um adolescente que nem sabia se estava sendo correspondido.

Ainda assim, entrou.

Enquanto o atendente descrevia as vantagens técnicas dos modelos, Dorian apenas apontou para um.

— Esse. Com capa resistente. E película.

— Vai querer ativar o plano também?

— Quero ativar o que for preciso pra ela nunca mais cair numa armadilha daquele stalker idiota. — respondeu, seco.

O vendedor deu um sorriso meio sem jeito, sem entender a referência.

Dorian, por outro lado, entendia bem demais. Sabia que estava se metendo onde não devia.

Mas por algum motivo que ainda não admitia em voz alta, ele não conseguia evitar.

No caminho de volta pra casa, o celular novo repousava no banco do passageiro, ainda lacrado, dentro da sacola da loja.

Dorian dirigia em silêncio, o olhar preso na estrada e os pensamentos em looping.

"Você virou o quê agora? Representante da Apple?", ironizou mentalmente. "Daqui a pouco tá mandando DM com cupom de cashback."

Apertou o volante, irritado com ele mesmo.

Não era sobre o celular. Não podia ser. Era só um gesto de cuidado. Sim, cuidado.

Afinal, ela precisava de segurança.

E se o tal do rastreador ainda estivesse por aí? E se aquele maluco aparecesse de novo?

"Isso não é ser trouxa", repetiu pela terceira vez. "É ser... cavalheiro."

Suspirou.

Mas o argumento soava cada vez mais fraco conforme se aproximava da mansão.

Estacionou. Pegou a sacola como quem carrega um segredo e entrou.

Assim que subiu as escadas, Dorian cruzou com Denise no corredor e fez um pedido rápido:

— Manda a Francine levar umas frutas no meu quarto, por favor.

No quarto, ele tomou um banho morno, vestiu uma regata preta e uma calça de moletom.

Tentou parecer relaxado, mas seus dedos tamborilavam impacientes na cômoda.

Sentia-se ridículo — como um adolescente em véspera de recital, tentando agir naturalmente com a garota por quem está caidinho.

Quando Francine entrou, trazia uma bandeja simples nas mãos. Foi direto até a mesinha de apoio, colocou as frutas e já ia se virar para sair.

— É só isso? — disse, seca, sem sequer olhar para ele.

— Espera.

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