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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 14

Nathália andava tranquila.

Borboletas na barriga.

Já mentalizando a surpresa no rosto de Ricardo, ela tinha uma programação perfeita na cabeça.

Ergueu o olhar.

E parou.

No meio do corredor.

A mulher vinha na direção oposta.

Alta.

Elegante.

Cabelo preto impecável.

Postura ensaiada.

O salto ecoando no piso de mármore.

O cérebro de Nathália levou dois segundos para reconhecer.

Depois… gelou.

A mulher do restaurante.

A que semanas antes se inclinava demais na direção de Ricardo.

Joyce.

Ela vinha… saindo da sala dele.

O coração de Nathália deu um tranco seco.

Mas não acelerou.

Não ainda.

Ela respirou fundo.

Forçou a si mesma a não reagir.

Não tirar conclusões.

Não deixar o instinto vencer a razão.

> Escuta o que ele tem a fala antes de acusar.

A frase ecoou dentro da cabeça como ordem.

Emma.

A lembrança veio clara:

"A Joyce vive atrás do meu pai."

"Nunca significou nada."

Nathália manteve o passo firme.

Queixo erguido.

O corpo inteiro escolhendo confiança.

Joyce também a reconheceu.

E diminuiu o passo.

Um sorriso torto surgiu.

Calculado.

Ela passou a mão pela boca — como quem limpa algo invisível — depois ajeitou o vestido, alisando o tecido na altura da cintura.

Devagar demais.

Teatral demais.

Nathália engoliu seco.

Mas não desviou o olhar.

Não ia dar esse gosto.

Francisca, sentada na recepção, percebeu o clima no mesmo instante.

Levantou-se.

Os olhos indo de uma para a outra.

Tensão pura.

As duas pararam frente a frente.

O corredor inteiro parecia ter ficado mais silencioso.

— Olha só… — Joyce foi a primeira a falar, a voz doce demais para ser real. — Se não é a secretáriazinha.

Nathália deixou o olhar descer lentamente dos saltos caros até o rosto impecável da mulher.

Sem pressa.

Sem pressa nenhuma.

— E olha… — respondeu com calma cirúrgica. — Se não é a herdeira mimada e inútil.

Joyce cerrou os dentes.

O sorriso vacilou.

Por meio segundo.

Foi o suficiente.

Do fundo do corredor, a porta da sala de Ricardo se abriu.

Como se soubesse que ela estava ali antes mesmo de vê-la, foi puxado pela presença dela.

Nathália viu pelo canto do olho.

Joyce também.

Sentiu.

O corpo dela se tensionou quase imperceptivelmente.

Joyce deu um passo para o lado.

Passou por Nathália.

Bem perto.

Próxima demais.

E então falou.

Baixo.

Apenas o suficiente para que só Nathália ouvisse.

— Ele beija diferente quando termina uma reunião satisfeita… — murmurou, venenosa. — Você devia perguntar o que aconteceu naquela sala antes de entrar tão confiante.

Nathália sentiu o estômago afundar.

Mas o rosto…

permaneceu impassível.

Joyce seguiu andando.

Cabeça erguida.

Como quem tinha acabado de soltar uma bomba e saía antes da explosão.

Ricardo caminhou em direção a Nathalia.

O olhar foi direto para ela.

Sempre era.

— Amor? — chamou.

Francisca respirou aliviada.

Mas Nathália ainda estava parada.

O corpo imóvel.

A mente trabalhando rápido demais.

Quase uma hora Depois, atravessava os portões da Fazenda Grande Rocha.

Carlota a aguardava na varanda, impecável.

— Olá… menina. — disse, forçando memória.

Joyce sorriu tenso.

— Joyce, dona Carlota.

Sentaram-se.

— Em que posso ajudar?

Joyce abriu o celular.

Mostrou a foto.

Ricardo.

Nathália.

Rindo.

Mãos entrelaçadas.

Carlota apenas ergueu a sobrancelha.

— Eu já sei.

Joyce piscou.

— A senhora… apoia isso?

— Não.

Seco.

— Aquela mulher não entra para esta família.

Joyce inclinou-se.

— Ela quer o dinheiro dele. Ricardo não percebe isso.

Carlota sorriu.

Lento.

Calculado.

— Com meu filho, ninguém dá golpe.

— Eu vim ajudar. — Joyce disse. — Eu amo o Ricardo. Nossas famílias têm negócios. Eu sou… apropriada.

Carlota avaliou.

Por dentro, achava a garota mimada, inútil.

Mas agora era útil.

— Sim, minha filha… — respondeu doce. — Eu preferia você.

Os olhos de Joyce brilharam.

— Eu faço eles terminarem.

Carlota levou a xícara aos lábios.

— Não precisa se apressar. — disse calma. — Eu já tenho planos.

Joyce sorriu.

Carlota também.

Maria surgiu com a bandeja de café.

E, enquanto mexia o açúcar com elegância, Carlota pensava:

> Uso Joyce.

> E quando ela fizer o serviço sujo… descarto.

> Minha nora não pode ser essa garota mimada.

A guerra tinha começado.

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