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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 15

Capítulo 15

Augusto manteve o queixo erguido, mas os olhos agora estavam mais suaves. Diferente da frieza habitual.

Eloise desviou o olhar, bufando.

— Esquece. Você não entende.

Virou-se para sair, mas ele segurou levemente seu braço. Sem força, sem pressão — apenas presença.

— Terminou? — perguntou, com um tom calmo, mas firme. Como se fosse ele agora quem tentava manter o equilíbrio.

Ela hesitou.

— Porque o show ainda não acabou, Eloise — completou, soltando devagar. — E nós ainda temos uma plateia inteira esperando para ver se minha “namorada” aguenta a noite até o fim.

Ela encarou ele por um segundo longo. Os olhos verdes dele estavam ali, impassíveis... mas havia algo a mais. Um traço de culpa? Um pedido silencioso?

Talvez.

Mas naquele momento, tudo o que ela sabia era que precisava respirar... e continuar.

— Então vamos — disse, erguendo o queixo, se recompondo com a mesma força que sempre usava quando o mundo tentava quebrá-la.

Augusto apenas assentiu e ofereceu o braço. Ela aceitou com a mesma elegância calculada de antes.

De volta à guerra. De volta à farsa.

Mas dentro dela... o caos ainda queimava.

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As luzes da cobertura estavam no tom certo: douradas, elegantes, sem exagero. O jantar seguia com o burburinho típico da alta sociedade — taças tilintando, sorrisos educados, olhares calculados. Eloise permanecia ao lado de Augusto, impecável, mas sempre atenta.

Foi então que Marcos Almeida surgiu.

Trajava um terno alinhado demais para alguém com tão pouca alma. Os cabelos bem penteados, o sorriso fácil de quem já aprendeu a disfarçar o veneno. Veio em direção a Augusto com o passo leve de quem não devia nada, embora devesse tudo.

— Augusto Monteiro! — disse ele, como se estivessem em tempos de amizade. — Quanto tempo, hein?

Augusto parou de falar com um investidor e se virou lentamente. O olhar dele congelou por um instante, mas não era surpresa o que surgiu em seus olhos — era desprezo puro e frio.

— Marcos — respondeu com a voz baixa, dura. — Olha só... ainda tem coragem.

Marcos fingiu não ouvir. Estendeu a mão, que Augusto apertou apenas por obrigação, com firmeza cirúrgica.

— E essa bela dama? — perguntou, voltando-se para Eloise, o tom quase insinuante. — Vai me apresentar?

A indireta foi tão clara quanto o brilho nos olhos de Augusto. Marcos deu um passo para trás, murmurou uma desculpa qualquer e se afastou com o ego ferido e o rosto corado.

— Que alívio, hein? — disse Thiago, voltando-se para o casal. — Agora sim o ar ficou respirável.

Augusto apenas assentiu, os olhos ainda acompanhando o vulto de Marcos se afastando entre os convidados.

— Vamos sentar — disse, retomando a postura impecável.

Enquanto caminhavam, Thiago lançou um olhar breve e discreto para Eloise e sorriu com gentileza:

— Preciso dizer... você está mesmo linda. Deslumbrante, Eloise.

Ela apenas sorriu, sem jeito, mas antes que pudesse responder, Augusto — sem nem mudar o tom de voz, sem sequer olhar para o amigo — respondeu com a voz baixa, controlada e perfeitamente cortante:

— Eu sei.

O tom não era de gratidão, era de aviso.

Thiago riu baixo, balançando a cabeça como quem entendia perfeitamente o que estava por trás daquela resposta. Eloise desviou o olhar, um tanto sem saber como reagir — mas sentiu. Sentiu o peso daquelas palavras. Sentiu o controle velado de Augusto. Sentiu que, mesmo sem tocá-la, ele deixava claro que ela estava com ele. Dentro dela, um nó apertava o peito — havia algo naquele jogo de aparências que mexia mais do que ela gostaria de admitir.

Mesmo que… não fosse dele.

E então todos se dirigiram à longa mesa central, onde o jantar finalmente começaria — com Augusto e Eloise sentados em destaque, os holofotes sociais todos sobre eles, enquanto, ao fundo, Lorenzo e Nicole observavam com olhos miúdos de inveja e frustração

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