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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 24

A sala de monitoramento cheirava a café frio, papel e tensão.

Thomas continuava em pé diante da tela, a imagem congelada no exato momento em que o capuz segurava o pescoço de Sofia e a empurrava para dentro do carro.

A porta se abriu com um estrondo.

O delegado entrou com Alex logo atrás.

O olhar do delegado varreu a sala, pousou na tela… e depois em Thomas.

— Você tá fora do caso, Alves. — a voz veio seca, sem rodeios. — É sua namorada. Você não vai agir com profissionalismo, mais por impulso.

O ar pareceu ficar mais pesado.

Thomas não tirou os olhos da gravação por um segundo.

Só depois virou, devagar.

— Com todo respeito, senhor Mourão — a voz dele saiu baixa, mas firme. — Se eu não for nesse caso com vocês… eu vou sozinho.

Silêncio.

Ele deu um passo à frente.

— Só não me peça pra ficar sentado esperando notícia… enquanto a mulher da minha vida tá em perigo.

A frase caiu como tiro na sala.

Bruna abaixou os olhos.

Alex cruzou os braços, tenso.

Nelson observava, sério.

O delegado estreitou o olhar.

— Justamente por isso você tá fora, Alves. Sentimento demais, cabeça de menos.

Thomas deu uma risada curta, sem humor.

— O senhor me ensinou a vida inteira que policial não abandona quem precisa. — ele rebateu. — E que quando o caso é pessoal… a gente corre dobrado, mas não larga.

O delegado apertou o maxilar.

A veia na têmpora pulsava.

Foram alguns segundos de duelo mudo entre os dois.

Até que ele suspirou, pesado, vencido pela própria consciência.

— Muito bem. — disse, por fim. — Quer j**ar assim? Então j**a certo.

Olhou para todos na sala:

— Alves assume a linha de frente. Bruna e Alex colados nele o tempo todo. Nada de atitude solo. Tudo registrado. Entendido?

— Sim, senhor. — Bruna respondeu.

Alex assentiu com a cabeça.

O delegado então completou:

— Nelson, ache a família da moça e notifique. Eles têm o direito de saber.

Thomas reagiu na hora.

— Não precisa. — cortou, rápido demais. — Os pais dela moram em outra cidade, não tem nada a ver com isso. Vão entrar em desespero e não vão poder ajudar em nada.

O delegado virou lentamente na direção dele.

— Eu ainda sou o delegado aqui, Alves. — a voz ficou mais dura. — Essa ainda é minha delegacia.

Deu um passo à frente.

— E, por mais que doa, você aqui é investigador. Não é namorado. Vai agir como tal.

O olhar dos dois se encontrou — embate de quem se respeita, mas discorda.

Então o delegado concluiu, sem abrir espaço para réplica:

— Nelson, localiza os familiares e notifica. Com respeito e educação, mas notifica urgente.

Nelson assentiu, já pegando o telefone.

— Sim, senhor.

Ele se virou para Thomas uma última vez.

— Quer salvar a sua mulher? — perguntou, frio. — Então pensa como polícia. Não como homem desesperado.

E saiu da sala.

A porta bateu.

O silêncio ficou.

Por alguns segundos, tudo que se ouvia era o ar-condicionado e a respiração presa de todo mundo ali.

Thomas passou a mão no rosto, tentando organizar o que sentia, e guardou tudo num lugar escuro dentro do peito.

Quando levantou o olhar… já não era só o namorado.

Era o investigador.

— Bruna. — a voz dele mudou de tom, voltando ao registro profissional. — Puxa pra mim todos os BMW pretos, sem placa visível, que passaram pelas câmeras da estrada estadual hoje.

Ela se aproximou do computador central.

— Intervalo de horário?

— Das 20h às 23h. Começando pelo entorno da faculdade e seguindo pela Linha Central até a saída da cidade. — ele respondeu sem hesitar. — Quero tudo que tiver rastro desse carro.

Alex já puxava outra cadeira.

— Vou cruzar com as câmeras de pedágio. Se esse filho da puta tentou sair pela rodovia, a gente pega o traçado.

Bruna começou a digitar, dedos rápidos, expressão tensa.

As imagens começaram a surgir em sequência.

Frame.

Após frame.

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