Capítulo 25
Thamires deu um passo à frente, tentando abrir a porta do gabinete sem esperar autorização.
— Eu não preciso ser anunciada, querida. Augusto sempre me recebe.
Eloise se levantou de imediato, firme, ficando entre Thamires e a porta.
— Precisa sim. Assim como qualquer pessoa que deseje entrar na sala da presidência.
Thamires soltou uma risada forçada, debochada.
— Que gracinha... tentando mandar aqui também?
— Cumprindo meu trabalho — respondeu, sem desviar o olhar.
Thamires apertou a mão na bolsa com raiva contida e, com um empurrão inesperado, forçou a passagem. Eloise deu dois passos para trás, perdendo o equilíbrio, e antes que pudesse cair para trás, a porta se abriu bruscamente.
Augusto estava ali.
O corpo dela colidiu contra o dele.
Ele a segurou pela cintura em um reflexo rápido, impedindo a queda.
Os corpos colados.
A respiração dele perto demais da dela.
A mão firme em sua cintura.
— O que está acontecendo aqui? — a voz dele soou baixa, grave, mas tensa.
Thamires respondeu antes que Eloise pudesse processar o toque quente do corpo de Augusto no seu.
— Vim falar com você. Mas a sua secretária — disse com ênfase, como quem faz questão de lembrar o lugar de Eloise —, movida por ciúmes, tentou me impedir. Quase me agrediu.
Eloise se endireitou, mas não saiu do alcance dele. A mão dele ainda estava ali, na cintura. E o corpo dele... quente. Próximo. E rígido. Muito rígido.
Ela sentiu. E soube.
Engoliu seco e, com a voz firme, devolveu:
— Eu confio plenamente no homem com quem estou. Apenas queria anunciar sua chegada e verificar se ele podia... e queria recebê-la.
Augusto não respondeu de imediato.
Estava travado.
A memória da noite passada queimava por dentro.
E o corpo dela ali, colado no dele, não ajudava.
O olhar de Thamires foi dos dois para a mão dele na cintura de Eloise.
Ela estreitou os olhos.
Eloise não se mexeu.
O silêncio era quase sufocante.
Ela ainda estava ali, parada no meio da sala, com as mãos em punho ao lado do corpo. O corpo todo em alerta. A pele ainda queimando onde ele havia tocado.
A mente tentando fingir que nada tinha acontecido.
Mas o corpo... o corpo lembrava de cada segundo.
Eloise continuava parada, sem se virar. Sentia o calor dele ainda impregnado em sua pele, mesmo que a distância entre os dois agora fosse segura. Ou quase.
Augusto, do outro lado da sala, com as mãos nos bolsos e o olhar fixo na janela, parecia tão tenso quanto ela.
Ela se virou devagar e encarou suas costas, observado suas costas largas e com musculo evidente mesmo por baixo da camisa. A expressão serena que ele carregava contratava com o caos dentro dele
Augusto permanecia imóvel diante da janela panorâmica, como se o mundo lá fora fosse mais fácil de encarar do que ela.
— Vai me dizer que aquilo... foi normal? — a voz dela cortou o silêncio, firme, mas com um tremor escondido.
Ele demorou a responder. Como se estivesse travando uma batalha interna.
— Foi um impulso. Não vai se repetir — disse, por fim, sem encarar.
— Jura? Porque seu corpo... claramente não combinava com suas palavras.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...