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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 259

Na MIRA

O estampido ecoou primeiro.

O tiro atingiu o capanga da direita no braço — ele caiu com um grito rouco, a mão pressionando a carne aberta, sangue escorrendo quente entre os dedos.

Antônio reagiu no mesmo segundo.

Girou o corpo, puxou a arma, mirou direto no peito de José.

Augusto manteve Eloise protegida atrás dele — o braço em torno da cintura dela, firme, como âncora e escudo ao mesmo tempo — e ergueu a própria arma, travando mira com o capanga restante.

O capanga também mirava nele.

Duas armas apontadas.

Duas vidas no fio.

Um disparo decidiria tudo.

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Na mata

Entre as árvores, camuflado no alto, o Águia respirava pelo nariz, controle absoluto do corpo.

O dedo no gatilho, sem tremer.

— Alvo central no quadro. — disse no rádio, a voz baixa, milimétrica.

— Se Augusto hesitar, pego o da esquerda.

Outro sniper respondeu:

— No seu comando.

O Águia começou a contagem, quase em sussurro:

— Três…

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No penhasco, Antônio riu.

Não o riso de quem acha graça.

Mas o riso de quem já aceitou o inferno.

— Você acha que venceu, José? — disse, sem piscar.

— Eu não tenho medo da morte.

A morte me deve.

E você? — o olhar dele era faca — consegue olhar para ela sem desviar?

José não respondeu.

Não havia mais argumento ali.

Só destino.

A mão de Antônio apertou o gatilho.

Márcia viu.

Ela viu o dedo mexer.

Ela viu o brilho metálico no cano.

Ela viu o destino escolher.

E então, ela correu.

Não foi um impulso.

Não foi heroísmo.

Foi amor — do tipo que corta.

Ela se lançou entre Antônio e José.

O disparo veio.

O som rasgou o ar.

E, por um segundo, o mundo ficou em câmera lenta.

O impacto acertou abaixo do ombro, perto da clavícula — a carne amassou, o corpo dela girou de leve com a força.

O rosto dela entortou — não em dor — mas em alívio.

Como se dissesse:

Finalmente acabou.

José gritou.

— MÁRCIA!

A vida voltou.

— Dois.

— Um.

O tiro do Águia veio seco, limpo, perfeito.

A bala atingiu a mão de Antônio, estourando o osso entre polegar e indicador.

A arma dele caiu no chão, girando, deslizando pelas pedras.

Ele gritou — um grito cheio de ódio, dor e incredulidade.

E foi esse grito que fez o capanga mirar um milésimo para o lado.

Isso foi tudo que Augusto precisava.

PAAH.

O tiro saiu sem hesitação.

A bala atingiu o capanga no peito, forte o suficiente para derrubá-lo de costas no chão.

Silêncio.

Silêncio de fim.

Só o vento, o rio lá embaixo, e respirações cortadas demais para serem humanas.

Eloise olhou para Augusto.

E pela primeira vez, ela chorou sem desespero.

Mas com vida.

Augusto guardou a arma devagar.

E apenas sussurrou, encostando a testa na dela:

— Acabou.

Mas ali, naquela pedra, com sangue no chão, e Márcia caída —

ninguém tinha certeza se acabou mesmo.

O silêncio depois dos tiros parecia irreal.

A mata ainda tremia — galhos vibrando, eco do estampido preso no ar, cheiro de pólvora misturado com terra úmida.

Thomas e sua equipe surgiram pela floresta, armas erguidas, passos firmes.

O sargento já acionava o rádio:

— Mulher baleada na clavícula, consciente porém instável. Solicito ambulância urgente, repetindo, ambulância urgente.

Márcia estava deitada no chão, o corpo meio virado, o peito subindo e descendo com respirações curtas e doloridas.

O sangue se espalhava pela camisa, quente, insistente.

José estava ajoelhado.

Sua perna tremia, mas as mãos não.

Uma segurava a cabeça de Márcia.

A outra, sua mão.

— Você vai ficar bem — ele sussurrou, a voz quebrada, mas firme. — Fica comigo. Não dorme, Márcia. Fica comigo.

Márcia o olhava — com uma calma que não fazia sentido naquele cenário.

Capítulo 259 1

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