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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 262

A Grande Notícia

O carro saiu.

Nathalia observou. Suspirou.

— Eu mereço um amorzinho assim. — ela disse.

Thiago riu.

Mas Nathalia estava segurando algo desde antes — e agora ela não aguentou:

— Thomas… e o Lucas? Ele foi preso?Vai pegar muito tempo de prisão?

Silêncio.

Chuva batendo no capô.

Faróis refletindo no chão molhado.

Thomas passou a mão no rosto.

— Ele não vai ser preso. — disse. — Lucas se jogou do prédio. Quando descobriu que o pai mentiu. Francisco, tio dele, confirmou a verdade.

A reação foi lenta, pesada.

Sofia levou a mão à boca.

Nathalia murmurou:

— Meu Deus…

Emma respirou fundo, o peito apertado.

— Eloise… não pode saber isso agora. — Nathalia completou. — Ela está sensível… os hormônios…

Silêncio.

Thiago parou.

Olhou para elas.

Piscou.

Lentamente.

— Espera.

HORMÔNIOS?

O que vocês tão escondendo?

Nathalia olhou pra Emma.

Emma olhou pra Sofia.

Sofia olhou pra Heitor.

Heitor arregalou os olhos.

Thiago apontou o dedo.

— ELOISE TÁ GRÁVIDA?!?!?!

___

A estrada corria do lado de fora como se o mundo tivesse desacelerado.

Luzes passavam. Árvores passavam.

Mas Eloise não estava ali.

Ela olhava pela janela, mas a mente dela estava em outro lugar — naquele penhasco, naquele quase fim, naquele começo de algo novo que agora precisava ser dito.

O silêncio do carro não era incômodo.

Era denso.

Augusto dirigia com uma mão, a outra repousando sobre a perna dela, leve, como quem mantém alguém no mundo.

Quando estacionou na garagem, ele virou o rosto devagar.

— Amor… está tudo bem agora. Você está segura. — disse, suave.

Eloise assentiu. Sorriu.

Mas era um sorriso que não alcançava os olhos.

Augusto percebeu. Claro que percebeu.

Ele sempre via.

O elevador subiu devagar.

Augusto manteve o braço ao redor dela, como se o corpo dele dissesse eu estou aqui antes das palavras.

No quarto, ele não falou.

Só cuidou.

Encheu a banheira.

Sais de banho. Água morna, quase quente, vapor subindo como respiro.

Depois voltou até ela.

Ajudou Eloise a tirar a roupa, movimento por movimento, sem pressa, sem fome, sem posse.

Apenas cuidado.

O olhar dele era outro — macio, mas firme.

Eloise sentiu o peito tremer, mas não falou ainda.

— Vem. — Augusto sussurrou.

Ele entrou com ela.

Passou sabonete nos ombros, nos braços, no cabelo.

Os dedos dele no couro cabeludo, lento, paciente.

Como quem diz sem dizer: Eu não tenho pressa. Eu não vou a lugar nenhum.

Depois a envolveu na toalha, secou o rosto dela, o pescoço, o peito.

Pegou outra toalha e enrolou no cabelo dela — um gesto doméstico, íntimo, bonito.

No quarto.

Eloise vestiu uma cueca dele e um moletom grande.

Se sentiu pequena e protegida.

Ele levou as duas mãos ao rosto dela, segurou como quem segura algo sagrado.

— Meu amor… — saiu como um sopro.

Ele começou a beijá-la — no rosto, na testa, no nariz, no canto dos olhos, como se precisasse garantir que ela era real.

— Você está feliz? — ela sussurrou, baixo.

Augusto encostou a testa na dela.

— Eu sou o homem mais feliz desse mundo.

Ele se levantou, pegou Eloise nos braços com facilidade, rindo em meio às lágrimas.

— Eu vou casar com você.

Eu vou envelhecer com você.

E esse será o primeiro de muitos.

Nossa casa vai ser cheia — cheia de risos, de crianças, de caos, de vida.

Eloise chorou, mas dessa vez era de alívio.

Ele a beijou então.

Não o beijo desesperado de antes.

Também não era rápido.

Mas um beijo profundo, lento, firme.

Foi profundo, lento, seguro —

aquele tipo de beijo em que a pessoa sente o outro até na ponta dos dedos.

Um beijo que dizia:

“Você voltou.”

“Eu achei que ia te perder.”

“Você é minha casa.”

As mãos dela subiram pela nuca dele, puxando, sem medo.

Os dedos dele desceram pela cintura dela, firmes, seguros, prometendo:

Eu fico.

A respiração deles se misturou.

Os corações se alinharam.

Nada mais existia.

A câmera do mundo fechou neles dois.

E o resto — o penhasco, o sangue, os tiros, o medo —

desapareceu.

Só havia o beijo.

Só havia eles.

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