A Grande Notícia
O carro saiu.
Nathalia observou. Suspirou.
— Eu mereço um amorzinho assim. — ela disse.
Thiago riu.
Mas Nathalia estava segurando algo desde antes — e agora ela não aguentou:
— Thomas… e o Lucas? Ele foi preso?Vai pegar muito tempo de prisão?
Silêncio.
Chuva batendo no capô.
Faróis refletindo no chão molhado.
Thomas passou a mão no rosto.
— Ele não vai ser preso. — disse. — Lucas se jogou do prédio. Quando descobriu que o pai mentiu. Francisco, tio dele, confirmou a verdade.
A reação foi lenta, pesada.
Sofia levou a mão à boca.
Nathalia murmurou:
— Meu Deus…
Emma respirou fundo, o peito apertado.
— Eloise… não pode saber isso agora. — Nathalia completou. — Ela está sensível… os hormônios…
Silêncio.
Thiago parou.
Olhou para elas.
Piscou.
Lentamente.
— Espera.
HORMÔNIOS?
O que vocês tão escondendo?
Nathalia olhou pra Emma.
Emma olhou pra Sofia.
Sofia olhou pra Heitor.
Heitor arregalou os olhos.
Thiago apontou o dedo.
— ELOISE TÁ GRÁVIDA?!?!?!
___
A estrada corria do lado de fora como se o mundo tivesse desacelerado.
Luzes passavam. Árvores passavam.
Mas Eloise não estava ali.
Ela olhava pela janela, mas a mente dela estava em outro lugar — naquele penhasco, naquele quase fim, naquele começo de algo novo que agora precisava ser dito.
O silêncio do carro não era incômodo.
Era denso.
Augusto dirigia com uma mão, a outra repousando sobre a perna dela, leve, como quem mantém alguém no mundo.
Quando estacionou na garagem, ele virou o rosto devagar.
— Amor… está tudo bem agora. Você está segura. — disse, suave.
Eloise assentiu. Sorriu.
Mas era um sorriso que não alcançava os olhos.
Augusto percebeu. Claro que percebeu.
Ele sempre via.
O elevador subiu devagar.
Augusto manteve o braço ao redor dela, como se o corpo dele dissesse eu estou aqui antes das palavras.
No quarto, ele não falou.
Só cuidou.
Encheu a banheira.
Sais de banho. Água morna, quase quente, vapor subindo como respiro.
Depois voltou até ela.
Ajudou Eloise a tirar a roupa, movimento por movimento, sem pressa, sem fome, sem posse.
Apenas cuidado.
O olhar dele era outro — macio, mas firme.
Eloise sentiu o peito tremer, mas não falou ainda.
— Vem. — Augusto sussurrou.
Ele entrou com ela.
Passou sabonete nos ombros, nos braços, no cabelo.
Os dedos dele no couro cabeludo, lento, paciente.
Como quem diz sem dizer: Eu não tenho pressa. Eu não vou a lugar nenhum.
Depois a envolveu na toalha, secou o rosto dela, o pescoço, o peito.
Pegou outra toalha e enrolou no cabelo dela — um gesto doméstico, íntimo, bonito.
No quarto.
Eloise vestiu uma cueca dele e um moletom grande.
Se sentiu pequena e protegida.


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...