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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 261

SOPA, ALÍVIO E UM RESPIRAR

Augusto e Eloise chegaram à delegacia ainda com o cheiro de mata preso na pele e o cansaço grudado nos ossos.

Um dos sargentos que acompanhara parte da operação os recebeu na porta.

— Venham — disse, sinalizando com a cabeça. — Podem ficar na sala do Thomas. Tenho certeza que ele não se importa.

— Obrigado. — Augusto respondeu, a voz baixa, mas firme.

— Querem água? Café?

Augusto balançou a cabeça.

— Não, obrigado. Você já tem coisas demais pra lidar. Não vamos atrapalhar.

O sargento assentiu — respeito silencioso — e se afastou para retomar a correria da delegacia.

Foi então que a porta da recepção abriu de uma vez.

Nathalia entrou primeiro.

Depois Thiago.

Emma.

Sofia.

Lais.

Heitor.

Todos procuravam ela.

Quando Nathalia viu Eloise, não andou — correu.

— Amiga. — a voz saiu trêmula, e as lágrimas vieram junto.

O abraço foi daqueles que quebram e colam tudo ao mesmo tempo.

Emma e Sofia chegaram logo, puxando Eloise para um abraço coletivo, Lais veio puxada junto, e o mundo ficou ali — braços, choro e alívio.

Eloise respirou dentro daquele amontoado de carinho.

— Como é bom isso. — sussurrou, e o choro veio de vez.

Thiago e Heitor se aproximaram de Augusto.

Apertaram a mão dele.

Sem palavras grandes — só respeito.

As meninas se afastaram alguns centímetros, o suficiente para olhar Eloise nos olhos.

Heitor, tentando manter o clima leve, murmurou:

— Você fez a gente passar o maior pânico da vida, dona.

Thiago bateu no peito:

— Eu tô com a glicose lá em cima. Comi uns doze doces pra aguentar.

Sofia, mais discreta, observou Eloise com cuidado:

— Você tá bem? — perguntou, num tom que perguntava tudo sem expor nada.

Antes que Eloise pudesse responder, Nathalia, tomada pela emoção, falou atropelando:

— Eu trouxe sopa pra você e o me—…

Ela travou.

O olhar escorregou para Augusto.

Emma, rápida, entrou no meio, quase empurrando o momento para a direção certa:

— Pra você e pro Augusto, claro.

Nathalia suspirou — alívio e vergonha misturados — e puxou da bolsa uma marmita de vidro cuidadosamente fechada.

— Vocês precisam comer. Vocês dois. Digo Augusto e você. — disse, recuperando o controle e o tom de quem cuida como mãe

Eloise deu uma risada leve pela primeira vez.

Chegou mais perto dela e sussurrou:

— Seu afilhado nem nasceu e já tá te botando em saia justa.

Nathalia travou. E falou quase gritando.

— Meu o quê?!

Eloise arregalou os olhos.

— Meu Deus, Nathalia…

Augusto, que não entendeu nada, franziu o cenho.

— O que vocês duas estão tramando?

Thiago, já com o radar aceso, cruzou os braços:

— Qual foi a fofoca que eu perdi? Eu adoro fofoca.

Emma, salvadora oficial do grupo, deu uma palmada na mesa:

— Homens curiosos! Vamos entregar sopa pros policiais, agora!

O sargento, que estava ali perto, piscou surpreso:

— Sopa? Pra nós?

Nathalia respirou fundo, retomando sua pose de chefe de equipe emocionada e prática:

— Sim. Por ajudarem a trazer nossa amiga de volta. Sopa pra todo mundo. E não é porque fui eu quem fiz, mas tá maravilhosa.

As pessoas riram.

Foi leve.

Foi humano.

Foi vida voltando.

Mesmo naquela sala fria de delegacia, com cheiro de papel, suor e notícia difícil — havia calor.

Porque Eloise estava viva.

Porque Augusto estava com ela.

Porque, por alguns instantes, o pior tinha passado.

Mas não tudo.

Ainda havia um nome que ninguém tinha dito em voz alta.

Lucas.

E o silêncio que veio depois da risada dizia que o mundo ainda não tinha fechado completamente.

Mas agora…

todos respiravam.

Juntos.

___

A chuva caía grossa quando Thomas chegou à delegacia, encharcado até os ossos.

As portas automáticas se abriram e, logo atrás dele, dois policiais desciam Lorenzo e Thamires algemados.

— Olha aí mais dois presentinhos pra interrogar. — Thomas disse, passando a mão no rosto.

O humor dele não era leve, era cansaço com dever cumprido.

Um dos policiais provocou:

— Ih… chegou tarde, chefia. Ficou sem sopa.

Thomas franziu a testa.

— Sopa?

Capítulo 261 1

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