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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 263

SALA DE ESPERA

O hospital cheirava a álcool, desinfetante e silêncio pesado.

José estava em pé, depois sentado, depois em pé de novo — repetindo o mesmo ciclo desde que chegara.

Não havia relógio que contasse aquele tempo.

Só o coração batendo errado.

A porta automática se abriu e uma residente — jaleco claro, crachá balançando — se aproximou, procurando alguém com o olhar.

— O senhor é o responsável pela paciente Márcia Mello? — ela perguntou.

José demorou um segundo para responder.

Um segundo onde tudo travou.

— S-sim… sim, sou. — Ele deu um passo à frente. — Onde ela está? Ela está bem? Eu posso ver ela?

A médica ergueu as mãos em um gesto calmo, treinado.

— Senhor, respira.

Ela está no centro cirúrgico neste momento.

José engoliu seco.

— Cirurgia?

A residente assentiu.

— A bala entrou pela região da clavícula, desceu e ficou alojada entre o tórax e a parte superior do pulmão. Ela perdeu bastante sangue e precisamos controlar a hemorragia antes de remover o projétil. A equipe está trabalhando para estabilizá-la.

José apenas olhou.

Como se o corpo tivesse esquecido como mover qualquer coisa.

A médica continuou com cuidado:

— A cirurgia não é simples, mas ela chegou consciente, e isso é um bom sinal.

Eu volto com notícias em cerca de uma hora. Prometo.

Ele assentiu, mas não disse nada.

As palavras não cabiam.

A médica saiu.

E José sentou.

Depois levantou.

Depois sentou de novo.

Márcia havia entrado na frente do tiro.

Ela colocou o corpo dela no lugar do dele.

Sem hesitar.

Se não fosse ela, ele poderia estar no necrotério agora.

Ele olhou para o relógio — 19h08.

Foi até a máquina de café, colocou moedas, e o barulho mecânico encheu o silêncio.

Pegou um expresso quente demais, amargo demais — mas o amargor combinava com o dia.

Precisou respirar.

Então empurrou a porta de vidro e saiu.

A chuva estava fina primeiro, depois mais forte.

Daquelas que não fazem barulho — só lavam.

José ficou ali, parado, mãos no bolso, deixando a água bater no rosto e no cabelo, sem se importar.

Era como se o céu tivesse esperado ele para desabar.

Ele pensou em Márcia.

No jeito que ela segurava a xícara com duas mãos quando estava nervosa.

No riso curto dela quando ele contava piadas que nem eram engraçadas.

No fato de ela ter atravessado fogo hoje… e fogo antes disso.

Ela sempre atravessava.

José fechou os olhos.

Capítulo 263 1

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