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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 264

A MANHÃ QUE COMEÇA DIFERENTE

O apartamento estava silencioso quando a luz invadiu pelas cortinas.

Eloise dormia profundamente — um sono pesado, daqueles que o corpo pega por necessidade, não por descanso.

Augusto acordou primeiro.

Não rápido. Não alarmado.

Apenas… acordou.

Olhou para ela.

Os cabelos espalhados no travesseiro. A respiração tranquila. Uma mão ainda segurando o tecido da camiseta dele — como se tivesse dormido certinha ali, colada nele, sem perceber.

O peito dele aqueceu numa coisa que parecia simples, mas que sempre foi o maior pedido silencioso da vida inteira:

Paz.

Ele saiu da cama com cuidado para não acordá-la.

Caminhou pelo corredor devagar. Pés no piso frio. Casa silenciosa. A cozinha o recebeu com o aroma da madrugada ainda fresca.

Acendeu a cafeteira. Colocou água. Separou o pó, medindo sem pressa.

Era estranho pensar que, há poucas horas, ele estava com uma arma na mão, apontando para o homem que podia ter arrancado ela dele para sempre.

Agora estava ali.

Fazendo café.

É assim que a vida muda — sem aviso, sem cerimônia.

Ele pegou uma caneca de porcelana branca. Lembrava o toque das mãos dela — delicado, mas firme.

Serviu o café. Separou torradas. Fruta.

Foi até o quarto.

Eloise dormia ainda, mas virou de lado com um resmungo baixinho.

— Bom dia, amor. — ele disse suave, colocando a bandeja no criado.

Ela abriu os olhos devagar.

Primeiro confusa. Depois lembrando. Depois sorrindo — pequeno, ainda cansado, mas real.

— Você fez café… pra mim? — a voz saiu rouca, baixa.

— Fiz. — Augusto sentou na beira da cama. — Agora você tem dois corações batendo aqui.

Eu vou aprender a cuidar de vocês.

Eloise riu fraco.

Mas então — muito rápido — o nariz dela franziu.

O corpo congelou.

Ela tentou engolir a saliva.

— Augusto… — ela avisou, já pálida — acho que eu vou—

Ele entendeu na hora.

Nem perguntou.

— Vai. — ele disse, quase rindo, já levantando.

Eloise correu para o banheiro em passos rápidos, cabelos voando.

Barulho de torneira. Respiração. A náusea anunciando a gravidez da forma menos poética possível.

Augusto ficou apoiado no batente da porta, braços cruzados, e uma expressão que misturava preocupação e uma alegria quieta.

Quando ela terminou, lavou o rosto, respirou e olhou para ele no espelho.

— Desculpa. — ela murmurou, envergonhada.

Ele caminhou até ela. Puxou seu queixo com a ponta dos dedos.

— Você está criando um ser humano. — ele disse, com aquele meio sorriso que era quase um beijo. — Se você quiser vomitar na minha camisa também, eu deixo.

Eloise bufou uma risada, empurrando o ombro dele de leve.

— Não começa.

— Tarde demais. — ele respondeu, beijando a testa dela. — Eu já comecei ontem quando prometi a vida inteira.

Ela fechou os olhos.

Encostou a testa no peito dele.

E ali, entre o cheiro de café e sabonete, com o corpo ainda trêmulo e o coração tão cheio, ela soube:

Não era só sobrevivência.

Era recomeço.

A manhã estava clara, calma.

O sol apareceu devagar, ainda meio tímido depois da chuva da noite passada.

No céu, um arco-íris fraco se formava — daqueles que nem todo mundo percebe —

mas para quem olha, ele diz tudo:

Hoje é um dia novo.

Augusto dirigia com uma mão no volante e a outra segurando a de Eloise, os dedos entrelaçados, como se se soltasse ela pudesse desaparecer outra vez.

No hospital, a recepção era tão branca que doía.

A médica chamou:

— Eloise Nogueira?

Os dois levantaram juntos.

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