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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 265

Vozes Que Precisam Ser Ouvidas

A delegacia estava menos caótica naquele horário, mas o clima ainda era de guerra encerrada, não de paz.

Havia passos, portas abrindo e fechando, telefones tocando — tudo em ritmo contido.

Thomas conduziu Eloise primeiro.

A sala de depoimento era fria, iluminação branca demais, cadeira desconfortável — propositalmente.

Eloise respondeu tudo com clareza.

Vez após vez, revivia pedaços — mas agora não tremia.

Havia aprendido, naquele penhasco, que ela não era mais vítima.

Era sobrevivente.

E sobreviventes falam de cabeça erguida.

Depois foi a vez de Augusto.

Eloise ficou na sala de Thomas, sentada no sofá de couro escuro, mãos cruzadas sobre a barriga — um gesto que ela nem percebia que fazia.

Na sala de Interrogatório

Thomas fechou a porta, tirou o rádio e o coldre, deixando sobre a mesa.

Era sinal de que aquela conversa não era apenas policial.

— Ela está bem? — Thomas perguntou.

Augusto assentiu, mas respirou como quem está guardando algo grande demais no peito.

— Thomas… Eu preciso te contar algo.

Thomas deixou a expressão cair um pouco, sério:

— Fale.

Augusto baixou o tom, como se o segredo fosse vidro:

— Eloise está grávida.

Silêncio.

Depois, algo raro: Thomas sorriu. Pequeno, sincero.

— Parabéns, meu amigo.

Augusto riu com o canto da boca, mas logo o sorriso sumiu.

— Eu não quero que a morte do Lucas chegue aos ouvidos dela agora.

Não antes de passarmos das doze semanas.

Eloise precisa de paz agora.

Thomas assentiu, firme, sem hesitar.

— Concordo.

E eu garanto que ninguém da minha equipe vai falar nada.

Essa informação fica entre nós até você me avisar.

Dois homens, cansados do mundo, fizeram ali um pacto silencioso — de cuidado.

Quando voltaram para a sala, Eloise estava sentada direita, olhar firme.

— Vamos, amor. — Augusto disse, tocando de leve o ombro dela.

Ela levantou… mas não foi na direção da porta.

— Ainda não. — disse, olhando para Thomas. — Eu quero cinco minutos com a Thamires.

O silêncio que veio depois não era surpresa.

Era choque.

Thomas olhou para Augusto primeiro.

Augusto respirou fundo, já antecipando o debate:

— Amor… você está grávida.

Seu corpo acabou de sair de um trauma.

Ela vai ser presa. Ela não merece nada de você.

Eloise falou sem elevar a voz.

Mas a firmeza da fala poderia cortar concreto.

— Justamente por isso, eu quero olhar para ela.

Para deixar isso aqui. — ela tocou o peito. — E não carregar comigo.

Augusto sentiu aquilo.

Ele conhecia Eloise — quando ela falava assim, era decisão.

Thomas cruzou os braços.

— Uma policial fica dentro da sala com vocês.

Eloise negou na hora — não com rebeldia, mas com convicção.

— Na porta.

Eu vou resolver algo nosso.

Entre nos duas.

Thomas analisou o rosto dela. A expressão. A respiração. O corpo.

E entendeu.

Não era impulso.

Era encerramento.

Ele assentiu.

— Cinco minutos.

Nada mais.

Eloise apenas concordou.

O corredor da delegacia cheirava a ferro, tinta velha e raiva contida.

Eloise caminhava firme, sem hesitar, sem olhar para trás.

Augusto seguia, preocupado, mas respeitando o passo dela.

No final do corredor, uma porta metálica esperava.

Thomas parou ao lado. A policial se posicionou ao lado da porta.

— Cinco minutos — ele disse.

Eloise entrou.

— Thamires, vi resolver algo que ficou pretende.

A porta fechou atrás dela.

O relógio começou a contar os cinco minutos.

Thamires estava sentada, algemada, o queixo alto como se o mundo ainda lhe pertencesse.

Os olhos dela vasculharam Eloise de cima a baixo.

— A sobrevivente ilesa — Thamires disse, sorrindo torto. — Da próxima não vai ter sorte.

Capítulo 265 1

Capítulo 265 2

Capítulo 265 3

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