— Eloise Monteiro… — repetiu. — Já ouvi falar de você. Você é nora do José Monteiro, não é?
— Sim. — Eloise respondeu com tranquilidade. — José Monteiro é meu querido sogro.
O olhar de Carlota se estreitou levemente.
Ricardo percebeu.
Conhecia aquele olhar.
— João. — disse, firme, interrompendo o silêncio. — Acompanhe as meninas pela fazenda. Fiquem à vontade. Em alguns minutos encontro vocês.
João assentiu de imediato.
— Claro, patrão.
As meninas seguiram com ele em direção aos galpões.
Nathália sentiu o olhar de Carlota em suas costas por alguns segundos a mais.
Não se virou.
Mas sentiu.
E, sem saber exatamente por quê, teve a estranha certeza de que aquela mulher seria um problema.
Atrás delas, Ricardo permaneceu imóvel por um instante, observando.
A terra.
As mulheres.
E a tensão que começava a se formar muito além do aplicativo.
Aquela visita à fazenda não era apenas técnica.
Era o início de algo que ninguém ali conseguiria controlar.
Nem mesmo ele.
Carlota ainda observava a direção por onde as moças haviam seguido quando Ricardo se aproximou.
— Mãe… — começou, com a voz baixa, controlada. — Você pode ser educada com elas, por favor? São pessoas importantes pra mim.
Carlota virou devagar.
O olhar era afiado.
— Importantes em que sentido, Ricardo? — perguntou. — Aquela Eloise… uma pobretona que soube aplicar muito bem o golpe da barriga. E essa outra loira… quem é? Provavelmente tentando o mesmo caminho.
Ricardo sentiu o maxilar travar.
Não por surpresa.
Mas por limite.
— Não. — respondeu, seco. — Você não vai falar assim.
Carlota arqueou a sobrancelha.
Ricardo deu um passo à frente.
— Eu conheço a Eloise e o Augusto. — disse, firme. — Eles têm uma relação linda, construída com respeito e amor. E eu não vou admitir insinuações sobre nenhuma daquelas mulheres.
O silêncio pesou.
Carlota estreitou os olhos.
— Vejo que você anda sensível demais.
Ricardo não recuou.
— Nem tudo é interesse. — continuou. — Nem tudo gira em torno de dinheiro. — fez uma pausa curta. — Ou a senhora e o meu pai também foram interesse?
O rosto de Carlota endureceu.
— Não seja insolente, Ricardo.
— Então não seja mal-educada, dona Carlota. — devolveu, no mesmo tom. — E vá se acostumando com a ideia de que, em breve, eu vou ter alguém ao meu lado.
Ela arregalou levemente os olhos.
— Como é que é?
— O que ouviu. — ele respondeu. — E já deixo algo muito claro: você não vai fazer com ela o que fez com a Isabella.
O nome caiu pesado entre eles.
Carlota abriu a boca para responder.
Ricardo não deixou.
Virou-se e seguiu em direção aos campos de cacau, o passo firme, o peito em ebulição.
Não queria ter trazido aquele nome à tona.
Mas precisava.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...