Nathália precisava de ar.
A mansão estava linda.
Lustres enormes.
Música suave.
Conversas medidas.
Risos calculados.
Mas os olhares…
aquilo a sufocava.
Cada passo ao lado de Ricardo parecia observado demais.
Avaliado demais.
Comentado demais.
Avistou uma pequena varanda lateral e caminhou até lá sem chamar atenção.
Abriu a porta de vidro.
O jardim se estendia enorme diante dela.
Caminhos iluminados por luzes embutidas no chão.
Árvores altas.
Fontes discretas.
A noite morna carregava cheiro de flores.
Ela respirou fundo.
Fechou os olhos por um segundo.
Tentando organizar os pensamentos.
A sensação constante de estar entrando num território que não tinha sido feito para gente como ela.
Ainda.
Ouviu passos atrás de si.
Firmes.
Deliberados.
Antes mesmo de virar…
soube.
Joyce.
— Olha só quem está aqui… — a voz veio doce demais para ser inocente. — Não sabia que secretária podia frequentar eventos assim. Veio como funcionária?
— Eu queria uma taça de vinho. Vai lá pegar.
Nathália virou lentamente.
Calma.
Postura ereta.
— Não. Vim como namorada do Ricardo Rocha.
Joyce fechou a cara.
O sorriso morreu no canto da boca.
O ódio não tentou se esconder.
— Você é só mais uma. Ou acha que vai conseguir dar o golpe?
Nathália arqueou uma sobrancelha.
— Você foi mais uma, querida. Eu não.
Joyce soltou uma risada curta.
— Eu fui mais uma? Ele já te contou como a gente transava no escritório dele? Ou de como—
— Não contou. — Nathália interrompeu, fria. — Porque ele nem lembra. E nós andamos ocupados demais com o presente pra ficar falando de passado.
Joyce estreitou os olhos.
— Você não está no mesmo nível social. Seu lugar não é aqui. Você é só uma interesseira… uma secretáriazinha. Carlota nunca vai aceitar você.
— Engraçado… — Nathália respondeu tranquila. — É exatamente isso que pessoas inseguras costumam dizer.
Joyce abriu a boca para rebater.
Mas outra voz entrou.
Masculina.
Grave.
Carregada de autoridade.
— Vejo que não é ela quem está fora do lugar.
Joyce virou-se irritada.
— Você sabe com quem está falando?
O homem ajeitou o paletó.
— Ainda não. E nem fazia questão… mas agora fiquei curioso. Vai que tenho negócios com sua família. Não gosto de me misturar com gente que pensa assim.
Joyce soltou uma gargalhada.
— Você tem negócios com a minha família? Nunca vi você aqui. Isso diz bastante. Joyce Nunes. Agora pode sair… e me deixar resolver meus assuntos.
O homem inclinou a cabeça.
— Joyce Nunes… — repetiu. — Ótimo.
Fez uma pausa curta.
— Então avise seu pai em primeira mão: o projeto entre a empresa Lemann e os Nunes está encerrado.
Joyce congelou.
— Senhor… acho que houve um mal-entendido—
— Não houve. — cortou seco. — Jorge Lemann, prazer.
O sangue saiu do rosto dela.
— S-senhor Lemann—
— Agora… — ele apontou para dentro da mansão. — saia daqui.
Joyce cerrou os dentes.
Virou nos saltos.
Saiu quase marchando.
Jorge se virou para Nathália.
Ela cruzou os braços.
— O que você quer?
— Parece que nos encontramos com frequência.
— Eu tenho namorado. — respondeu firme. — E mesmo se não tivesse… não sou esse tipo de garota.
Ele ergueu a sobrancelha.
— Que tipo?
— Eu vi no clube. O senhor chegou com várias mulheres.
Jorge soltou uma gargalhada boa.
Daquelas que vinham do peito.
— Justo.
Nesse momento, uma mulher elegante surgiu.
— Papai… está tudo bem?
Parou ao ver Nathália.
— Papai… até aqui?
— Vocês duas precisam parar de me julgar. — Jorge resmungou.
Nathália corou.
— Desculpa… eu…

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...