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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 404

Nathália precisava de ar.

A mansão estava linda.

Lustres enormes.

Música suave.

Conversas medidas.

Risos calculados.

Mas os olhares…

aquilo a sufocava.

Cada passo ao lado de Ricardo parecia observado demais.

Avaliado demais.

Comentado demais.

Avistou uma pequena varanda lateral e caminhou até lá sem chamar atenção.

Abriu a porta de vidro.

O jardim se estendia enorme diante dela.

Caminhos iluminados por luzes embutidas no chão.

Árvores altas.

Fontes discretas.

A noite morna carregava cheiro de flores.

Ela respirou fundo.

Fechou os olhos por um segundo.

Tentando organizar os pensamentos.

A sensação constante de estar entrando num território que não tinha sido feito para gente como ela.

Ainda.

Ouviu passos atrás de si.

Firmes.

Deliberados.

Antes mesmo de virar…

soube.

Joyce.

— Olha só quem está aqui… — a voz veio doce demais para ser inocente. — Não sabia que secretária podia frequentar eventos assim. Veio como funcionária?

— Eu queria uma taça de vinho. Vai lá pegar.

Nathália virou lentamente.

Calma.

Postura ereta.

— Não. Vim como namorada do Ricardo Rocha.

Joyce fechou a cara.

O sorriso morreu no canto da boca.

O ódio não tentou se esconder.

— Você é só mais uma. Ou acha que vai conseguir dar o golpe?

Nathália arqueou uma sobrancelha.

— Você foi mais uma, querida. Eu não.

Joyce soltou uma risada curta.

— Eu fui mais uma? Ele já te contou como a gente transava no escritório dele? Ou de como—

— Não contou. — Nathália interrompeu, fria. — Porque ele nem lembra. E nós andamos ocupados demais com o presente pra ficar falando de passado.

Joyce estreitou os olhos.

— Você não está no mesmo nível social. Seu lugar não é aqui. Você é só uma interesseira… uma secretáriazinha. Carlota nunca vai aceitar você.

— Engraçado… — Nathália respondeu tranquila. — É exatamente isso que pessoas inseguras costumam dizer.

Joyce abriu a boca para rebater.

Mas outra voz entrou.

Masculina.

Grave.

Carregada de autoridade.

— Vejo que não é ela quem está fora do lugar.

Joyce virou-se irritada.

— Você sabe com quem está falando?

O homem ajeitou o paletó.

— Ainda não. E nem fazia questão… mas agora fiquei curioso. Vai que tenho negócios com sua família. Não gosto de me misturar com gente que pensa assim.

Joyce soltou uma gargalhada.

— Você tem negócios com a minha família? Nunca vi você aqui. Isso diz bastante. Joyce Nunes. Agora pode sair… e me deixar resolver meus assuntos.

O homem inclinou a cabeça.

— Joyce Nunes… — repetiu. — Ótimo.

Fez uma pausa curta.

— Então avise seu pai em primeira mão: o projeto entre a empresa Lemann e os Nunes está encerrado.

Joyce congelou.

— Senhor… acho que houve um mal-entendido—

— Não houve. — cortou seco. — Jorge Lemann, prazer.

O sangue saiu do rosto dela.

— S-senhor Lemann—

— Agora… — ele apontou para dentro da mansão. — saia daqui.

Joyce cerrou os dentes.

Virou nos saltos.

Saiu quase marchando.

Jorge se virou para Nathália.

Ela cruzou os braços.

— O que você quer?

— Parece que nos encontramos com frequência.

— Eu tenho namorado. — respondeu firme. — E mesmo se não tivesse… não sou esse tipo de garota.

Ele ergueu a sobrancelha.

— Que tipo?

— Eu vi no clube. O senhor chegou com várias mulheres.

Jorge soltou uma gargalhada boa.

Daquelas que vinham do peito.

— Justo.

Nesse momento, uma mulher elegante surgiu.

— Papai… está tudo bem?

Parou ao ver Nathália.

— Papai… até aqui?

— Vocês duas precisam parar de me julgar. — Jorge resmungou.

Nathália corou.

— Desculpa… eu…

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