Alana já estava na quarta taça de vinho quando o celular vibrou novamente sobre a pequena mesa da sacada.
Ela pegou o aparelho sem muita vontade.
Achando que talvez fosse Sofia.
Ou Emma.
Mas no instante em que viu o número desconhecido…
o coração apertou imediatamente.
Porque já sabia.
Eduarda.
Alana abriu a mensagem devagar.
E imediatamente se arrependeu.
-> “Tive que me segurar muito pra cumprir nossa regrinha. Mas o Enzo ficou subindo pelas paredes.”
Silêncio.
Completo.
Alana ficou imóvel encarando a tela por alguns segundos.
O peito apertou forte.
Porque a frase tinha sido escrita exatamente para aquilo.
Para provocar.
Para entrar na cabeça dela.
E pior?
Funcionou.
Muito.
Ela bloqueou o celular rapidamente antes de tomar mais vinho direto da taça.
Grande demais.
Rápido demais.
— Ela tá mentindo.
Murmurou para si mesma imediatamente.
Mas a própria insegurança respondeu:
“Será?”
Porque agora sua imaginação já tinha perdido completamente o controle.
Enzo irritado.
Tenso.
Eduarda no apartamento dele.
Os dois sozinhos.
Meu Deus.
Alana fechou os olhos imediatamente antes de apoiar a cabeça na cadeira.
— Eu odeio essa mulher.
O celular vibrou outra vez.
Ela arregalou os olhos imediatamente.
O coração disparou.
Pegou rápido demais.
Mas dessa vez…
era Enzo.
Apenas uma mensagem simples:
-> “Já está em casa? Já jantou?
E aquilo bagunçou ela ainda mais.
Porque enquanto Eduarda tentava destruir sua paz psicológica…
Enzo estava perguntando se ela tinha jantando, mostrando preocupação.
Alana ficou olhando para a conversa por longos segundos.
Então respondeu apenas:
> “Sim.”
A resposta veio quase imediata:
> “Tá acordada ainda?”
Ela olhou automaticamente para a taça de vinho.
Depois para a cidade iluminada diante da sacada.
E por um segundo quase contou tudo.
Quase perguntou.
Quase perdeu completamente a dignidade emocional.
Mas não podia.
Por causa da aposta.
Da regra idiota.
Da própria insegurança.
Então apenas respondeu:
> “Sem sono.”
Do outro lado da cidade, Enzo sentado sozinho no sofá encarava a conversa enquanto passava a mão no rosto lentamente.
Porque mesmo depois de expulsar Eduarda…
a sensação ruim continuava ali.
Pesada.
Irritante.
E inexplicavelmente, a única pessoa que vinha na cabeça dele era Alana.
O sorriso dela.
As mensagens dela.
O jeito que ela ria.
O jeito que ficava nervosa perto dele.
Enzo fechou os olhos por alguns segundos antes de apoiar a cabeça no sofá.
Então percebeu uma coisa séria:
Ele queria ligar pra ela.
Agora.
Naquele instante.
Só pra ouvir sua voz antes de dormir.
E aquilo definitivamente não parecia algo casual.
A semana passou voando.
Pelo menos aparentemente.
Porque emocionalmente?
Os dois continuavam presos naquele caos estranho de quase relacionamento.
Na terça-feira à noite, toda a raiva acumulada de Alana evaporou parcialmente quando Enzo apareceu no apartamento dela sem avisar.
Só por cinco minutos.
Cinco.
Ele surgiu na porta segurando uma embalagem pequena enquanto dizia:
— Não posso ficar. Só trouxe isso.
E dentro estava a sobremesa favorita dela.
Petit gâteau.
Com sorvete de chocolate branco.
Alana ficou parada segurando a embalagem enquanto observava ele ir embora logo depois de um beijo rápido na testa.
E sinceramente?
Aquilo não ajudava em absolutamente nada.
Porque as palavras de Eduarda continuavam ecoando na cabeça dele desde aquela noite:
Da voz feminina.
Da fuga desesperada pelas escadas.
Mas preferiu não tocar mais no assunto.
E muito menos imaginar o que realmente tinha acontecido.
A sexta-feira começou completamente agitada no escritório.
Alana passou a manhã inteira resolvendo problemas, organizando horários e praticamente obrigando Sofia a atender metade dos clientes mais cedo.
Tudo porque queria sair antes.
Muito antes.
Quando finalmente o relógio marcou três da tarde, Alana entrou rapidamente na sala de Sofia segurando algumas pastas.
— Os compromissos do dia acabaram.
Sofia levantou os olhos do notebook desconfiada imediatamente.
Alana continuou:
— Precisamos entregar a defesa até segunda às dez.
Ela fez uma pausa dramática antes de abrir um sorriso.
— Mas eu tive um plano.
Sofia já começou a rir.
— Eu tenho medo quando você fala isso.
Alana aproximou-se da mesa rapidamente.
— Eu saio agora. Vou me divertir um pouco. Amanhã trabalho o dia inteiro. E segunda, às nove da manhã, assim que o fórum abrir, eu entrego a defesa.
Silêncio.
Sofia piscou lentamente.
Depois cruzou os braços.
— Você lotou minha manhã inteira porque queria sair às três da tarde?
Alana abriu um sorriso sem vergonha nenhuma.
— Talvez.
— Alana Duarte, eu vou te demitir.
Mas ela já ria enquanto falava.
Alana aproximou-se tentando defender a própria honra.
— Não foi exatamente assim…
— Foi exatamente assim.
— Sofia, pensa pelo lado positivo…
Enquanto Alana tentava construir uma defesa jurídica para si mesma, Sofia começou a guardar calmamente os próprios documentos na bolsa.
Completamente tranquila.
Muito suspeita.
— O que você vai fazer? — Alana perguntou desconfiada.
Sofia fechou a bolsa lentamente antes de responder:
— Vou pra casa preparar um jantar e esperar meu marido nua pra ele comer a sobremesa primeiro.
Alana arregalou os olhos imediatamente.
— Sofia!
A advogada começou a rir alto enquanto caminhava até a porta.
— O quê? Casamento saudável.
— Eu não precisava desses detalhes!
Sofia abriu a porta ainda rindo antes de olhar uma última vez para ela.
— Você deveria aproveitar esse tarde de diversão com o Enzo, para fazer o mesmo.
Ela piscou lentamente.
— Acho que vai gostar.
E saiu antes que Alana pudesse responder.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...