Como sempre, elas chegaram faltando menos de vinte e quatro horas para o casamento.
E, como era de se esperar daquele grupo, viveram tudo o que uma despedida de solteira tinha direito.
Teve música.
Teve dança.
Teve lágrimas.
Teve declarações emocionadas.
E, infelizmente, teve ressaca.
Uma ressaca histórica.
Na manhã seguinte, as madrinhas estavam espalhadas pelo espaço de beleza, tentando sobreviver com água de coco, café e dignidade.
Nenhuma das três coisas estava funcionando muito bem.
Mas, apesar do caos, havia algo que preenchia o ambiente.
Amor.
Muito amor.
Porque aquela não era apenas mais uma amiga se casando.
Era Laila.
A irmã caçula da Laís.
A menina que todas tinham visto crescer praticamente.
E que agora estava prestes a começar sua própria história.
Horas depois, quando finalmente ficou pronta, o silêncio tomou conta do quarto.
Laila saiu do provador devagar.
O vestido parecia ter sido feito especialmente para ela.
Elegante.
Delicado.
Perfeito.
Por alguns segundos, ninguém falou nada.
Apenas olharam.
Encantadas.
Foi Nathalia quem quebrou o silêncio primeiro.
— Meu Deus...
Emma levou a mão à boca.
— Esses dias ela era só a irmã pirralha da Laís.
Laís já chorava.
— Não fala assim que eu vou começar chora de novo.
— Você já estava chorando.
— Verdade.
As gargalhadas surgiram imediatamente.
Mas os olhos continuaram marejados.
Porque era impossível não se emocionar.
Laila estava linda.
E feliz.
Muito feliz.
Quando finalmente chegou a hora da cerimônia, ela aguardava atrás das portas principais.
O coração disparado.
As mãos geladas.
E aquele frio na barriga que nenhuma noiva consegue evitar.
Foi então que ouviu passos apressados se aproximando.
— Laila?
Ela se virou.
Heitor apareceu visivelmente preocupado.
— A cerimonialista disse que você precisava da minha ajuda.
Ele respirou fundo.
— O que aconteceu?
Laila abriu um sorriso.
— Calma.
— Como calma?
— Eu estou calma.
— Eu não estou.
Ela riu.
Depois segurou as duas mãos dele.
— Eu quero que você entre comigo.
Heitor piscou.
Sem entender.
— O quê?
— Quero que me leve até o altar.
Os olhos dele se encheram de lágrimas imediatamente.
— É brincadeira, né?
— Não.
A voz dela saiu suave.
— A Laís adorou a ideia.
Heitor levou uma das mãos ao rosto.
Tentando inutilmente esconder a emoção.
— Laila...
Ela o abraçou.
E sentiu os braços dele apertarem os seus com força.
— Obrigada por tudo.
Por estar sempre presente.
Por cuidar da minha irmã.
Por cuidar de mim também.
Quando se afastaram, os olhos dos dois estavam vermelhos.
— Pronto? — ela perguntou.
Heitor balançou a cabeça.
Era impossível responder naquele momento.
A marcha nupcial começou.
As portas se abriram.
E eles entraram.
Do outro lado do salão, Henrique perdeu completamente a batalha contra as lágrimas.
Bastou vê-la.
A mulher que amava.
Caminhando em sua direção.
Linda.
Radiante.
Perfeita.
Quando chegaram ao altar, Heitor segurou a mão dela por mais alguns segundos.
Depois a entregou para Henrique.
— Cuida bem dela.
A voz falhou.
— Te amo, garotão.
Henrique sorriu emocionado.
— Pode deixar.
Heitor então se inclinou discretamente para Laila.
— E se precisar de ajuda para bater nele...
Ela começou a rir.
— Heitor!
— Estou só oferecendo apoio.
As lágrimas deram lugar a sorrisos.
E a cerimônia começou.
Foi linda.
Cheia de significado.
Cheia de amor.
Daquele amor que não nasce de um momento.
Mas de centenas deles.
Pequenos.
Importantes.
Inesquecíveis.
E enquanto observavam os noivos trocando votos, todos ali sabiam de uma coisa.
A felicidade não era um destino.
Era construída.
Dia após dia.
Escolha após escolha.
Amor após amor.
E naquela tarde, cercados pelas pessoas que mais importavam, Laila e Henrique davam o primeiro passo da própria história.
Uma história que estava apenas começando.
A festa comecou.
Os noivos dançavam no centro do salão.
Risadas ecoavam pelos jardins iluminados.
A felicidade estava em todos os lugares.
Eloise observava Augusto brincar com os cinco filhos perto da pista de dança.
— Acho que nossa família já está bastante grande, né?
Augusto sorriu.
Aquele sorriso raro.
Reservado.
Que ainda fazia o coração dela acelerar mesmo depois de tantos anos.
Então se inclinou e a beijou.
Poucos metros dali, Sofia observava Thomas correr atrás dos dois pequenos.
Os meninos pareciam ter energia infinita.
— Sou a mulher mais feliz do mundo com esses três homens lindos.
Thomas riu.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...