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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 566

O fim do expediente chegou e Alana estava simplesmente impossível.

Ansiosa.

Animada.

E emocionalmente desequilibrada o suficiente para achar uma ótima ideia cozinhar para Enzo Rocha pela primeira vez.

O problema?

Ela mal sabia cozinhar além do básico.

Mas detalhes não eram importantes naquele momento.

Porque tinha decidido preparar risoto de camarão.

Chique.

Romântico.

E perigosamente íntimo.

Exatamente o tipo de coisa que Sofia chamaria de: “comportamento de mulher apaixonada sem diagnóstico.”

Assim que saiu do escritório, passou direto no mercado.

E sinceramente?

Parecia uma protagonista de comédia romântica surtada.

Pegava ingredientes enquanto pesquisava receita escondida no celular.

— Arroz arbóreo… vinho branco… parmesão…

Parou no meio do corredor olhando para os camarões.

— Meu Deus, isso aqui tem cara de alimento caro que estraga fácil.

Mesmo assim, colocou no carrinho.

Porque agora já estava comprometida emocionalmente com a ideia.

Enquanto passava no caixa, Alana sorria sozinha lembrando do rosto que Enzo provavelmente faria quando percebesse a surpresa.

A funcionária do mercado até estranhou.

— Parece feliz hoje.

Alana soltou uma risada automática.

— Talvez eu esteja cometendo um erro emocional enorme.

A mulher piscou lentamente.

— Logo vi que tá com uma carinha de apaixonada.

Aquilo fez Alana rir ainda mais enquanto pegava as sacolas.

Pouco tempo depois, chegou ao prédio dele carregando as compras e um nervosismo completamente desnecessário no peito.

O coração batia rápido.

Ridículo.

Porque parecia primeiro encontro.

De novo.

Por sorte…

ou azar…

o porteiro não estava na recepção naquele momento.

Alana parou por dois segundos olhando ao redor.

Então um morador entrou no prédio usando a chave.

E ela aproveitou imediatamente entrando logo atrás.

— Obrigada.

O homem apenas assentiu distraído.

E naquele instante, tudo pareceu parte perfeita da surpresa.

Ela entrou no elevador segurando as sacolas enquanto tentava controlar o sorriso idiota no rosto.

Meu Deus.

Ela realmente estava indo cozinhar para um homem.

Por vontade própria.

Quando o elevador abriu no andar dele, Alana respirou fundo antes de começar a caminhar lentamente pelo corredor.

Cada passo aumentava a ansiedade.

As mãos começavam a suar.

E ela ensaiava mentalmente o discurso:

“Oi, pensei em fazermos jantar.”

Muito simples.

“Oi, trouxe comida.”

Muito estranho.

“Oi, quero invadir sua cozinha.”

Pior ainda.

— Meu Deus…

Ela respirou fundo outra vez antes de finalmente parar diante da porta do apartamento dele.

Tomou coragem.

E apertou a campainha.

O coração bateu tão forte que parecia querer fugir do peito.

Então…

ela ouviu.

A voz de uma mulher.

Alana congelou imediatamente.

Completamente imóvel.

O sangue pareceu sumir do rosto na mesma hora.

E então o celular vibrou na mão dela.

Assustada, abaixou os olhos rapidamente para a tela.

Número desconhecido.

Mas a mensagem apareceu diretamente na barra de notificação:

> “Corre. Eu estou aqui com ele.”

Silêncio.

Completo.

O cérebro dela simplesmente parou de funcionar.

Olhou para a mensagem.

Depois para a porta.

Depois para a mensagem outra vez.

E entrou em pânico.

— Meu Deus.

Virou tão rápido que quase derrubou as sacolas no chão antes de correr desesperadamente até o elevador.

Apertou o botão repetidas vezes.

Nada.

O visor marcava:

-1

— NÃO NÃO NÃO…

O coração disparou ainda mais.

Porque claramente aquele era o pior momento da vida dela.

Sem pensar direito, virou-se imediatamente para as escadas.

E começou a descer correndo.

As sacolas balançavam perigosamente enquanto ela praticamente pulava degraus em completo desespero emocional.

— Merda… merda… merda…

O ar começou a faltar rapidamente.

As pernas queimavam.

E sinceramente?

Ela odiava correr.

Muito.

Quando chegou alguns andares abaixo, precisou parar segurando o corrimão enquanto tentava recuperar o fôlego.

O peito subia e descia rápido demais.

As pernas já começavam a doer.

Ela fechou os olhos respirando fundo antes de resmungar indignada consigo mesma:

— Segundo… mais loucura ainda é você ainda ter uma chave da minha casa.

Eduarda observava ele calmamente do sofá.

Bonita.

Confiante.

Mas claramente irritada também.

— Antes você gostava quando eu aparecia assim.

Enzo soltou uma risada sem humor enquanto jogava uma bolsa dela perto da porta.

— Antes muita coisa era diferente.

Eduarda cruzou os braços lentamente antes de perguntar:

— O que aconteceu com você?

Silêncio.

Ela levantou devagar aproximando-se dele.

— Está apaixonado por aquela garota?

Enzo parou no mesmo instante.

Completamente imóvel.

Porque odiou a forma como aquela palavra bateu nele.

Apaixonado.

O problema?

Ele estava evitando pensar exatamente nisso havia semanas.

E ouvir aquilo vindo da boca de Eduarda…

alguém que o conhecia bem demais…

fez o pensamento parecer possível.

O silêncio durou tempo demais.

Eduarda percebeu.

Claro que percebeu.

E abriu um pequeno sorriso desacreditado.

— Meu Deus… você realmente tá.

Enzo respirou fundo antes de finalmente voltar a se mover.

Pegou a chave do apartamento da mão dela e abriu a porta.

— Na verdade, estou evitando você porque esse rolo já dura tempo demais.

A voz saiu calma.

Controlada.

Mas firme.

— E mais cedo ou mais tarde você vai querer cobrar futuro, namoro ou qualquer coisa assim.

Eduarda sustentou o olhar dele em silêncio.

E então Enzo concluiu:

— E eu não tô afim.

Ela soltou uma pequena risada amarga.

— Engraçado. Porque parecia muito afim até ela aparecer.

Enzo ignorou a provocação.

Ou tentou.

— Lembra do combinado?

Ele olhou diretamente para ela antes de completar:

— Sem amor. Sem coisa de casal.

E então fechou a porta.

O apartamento mergulhou em silêncio imediatamente.

Mas a palavra continuou ecoando na cabeça dele.

Apaixonado.

Enzo passou a mão no rosto lentamente antes de apoiar o corpo na porta fechada.

Porque ele não conseguia mais dizer com certeza que Eduarda estava errada.

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