Alana passou rapidamente no próprio apartamento antes de seguir para o de Enzo.
Tomou um banho rápido.
Trocou de roupa.
Pegou uma mochila pequena que já estava praticamente escondida no armário há dias.
E então mandou mensagem:
-> “Em 30 minutos estou passando aí.”
A resposta veio pouco depois:
-> “Ok.”
->“Você me deixou curioso.”
Alana sorriu automaticamente ao ler aquilo.
Porque conhecia Enzo o suficiente naquele ponto para saber:
ele odiava não ter controle das situações.
E ela estava adorando causar exatamente isso nele.
Não demorou muito até estacionar em frente ao prédio dele.
Enzo já esperava na portaria usando camiseta escura, óculos escuros e uma expressão claramente desconfiada.
Assim que avistou o carro dela, aproximou-se sorrindo antes de entrar no banco do passageiro.
— Posso saber pra onde estamos indo?
Alana colocou os óculos de sol lentamente antes de ligar o carro.
— Segredo de estado.
Enzo soltou uma risada nasal.
— Isso definitivamente parece começo de sequestro.
— Relaxa. Ainda não decidi se vou devolver você inteiro.
Ele virou o rosto observando ela dirigir enquanto o pequeno sorriso continuava ali.
Porque sinceramente?
Gostava daquele lado dela.
Mais leve.
Mais espontâneo.
Mais provocador.
A estrada seguiu tranquila.
Em algum momento, a música começou a tocar mais alto.
E sem perceber, os dois já estavam cantando completamente errado no carro.
Alana batucava no volante.
Enzo desafinava propositalmente só pra irritar ela.
E quando percebeu, estava rindo de verdade pela primeira vez em dias.
O estresse do restaurante parecia absurdamente distante perto dela.
— Estou começando a me sentir uma moça inocente sendo sequestrada — Enzo comentou dramaticamente enquanto observava a estrada.
Alana gargalhou imediatamente.
— Nossa. Que exagero.
— Você literalmente se recusa a dizer pra onde estamos indo.
— Porque estraga a surpresa.
Enzo apoiou o braço na janela enquanto observava a paisagem mudar aos poucos.
Cidade Norte tinha ficado para trás havia tempo.
Agora existiam campos abertos, pequenas estradas e um céu absurdamente bonito acima deles.
Em determinado momento, ele pegou o celular e começou a tirar fotos.
Do horizonte.
Da estrada.
Do painel do carro.
Até virar discretamente a câmera para Alana.
— Ei!
O clique aconteceu antes dela reclamar.
— Ficou bonita.
— Você acabou de me fotografar dirigindo igual paparazzi criminoso.
— Ficou bonita mesmo assim.
E então, antes que ela respondesse, ele puxou ela discretamente para perto e tirou uma selfie dos dois.
Quem visse de fora teria absoluta certeza de que eram um casal feliz.
Daqueles leves.
Naturais.
Que já tinham aprendido a existir juntos sem esforço.
Depois de aproximadamente duas horas de estrada, Alana finalmente diminuiu a velocidade.
Enzo franziu levemente a testa ao perceber o lugar.
Uma pista de pouso.
Pequena.
Privada.
E então entendeu.
Virou o rosto lentamente para ela.
— Eu não acredito nisso.
Alana começou a rir imediatamente enquanto estacionava.
— Pois acredita.
Enzo saiu do carro olhando ao redor ainda incrédulo.
Então voltou os olhos lentamente para ela.
— Alana Duarte…
Ele passou a mão no rosto enquanto ria sozinho.
— Você tá me levando pra pular de paraquedas?
O sorriso dela aumentou imediatamente.
— Surpresa.
Enzo soltou uma risada nervosa antes de olhar novamente para o pequeno avião parado mais à frente.
— Eu não posso amarelar na sua frente…
Fez uma pausa dramática.
— Mas Jesus Cristo, eu já tô sentindo frio na barriga.
Alana gargalhou enquanto pegava a mochila no banco traseiro.
— Vai ser legal. Vem.
Enzo observava ela caminhar completamente confortável naquele ambiente.
Natural.
Segura.
Como se já conhecesse tudo ali.
Então estreitou os olhos desconfiado.
— Espera… você já fez isso antes?
Ela virou o rosto sorrindo.
— Algumas vezes.
— Quantas exatamente?
Alana fingiu pensar.
— Ah… acho que há uns três anos no mínimo.
Enzo parou andando imediatamente.
— Você tá brincando comigo.
Ela começou a rir da cara dele.
E Deus…
ele amava ouvir aquela risada.
Enzo aproximou-se lentamente antes de pegar a mão dela.
Os dedos entrelaçaram naturalmente.
Sem esforço.
Sem pensar.
Então ele respirou fundo olhando o avião outra vez antes de concluir:
— Tá bom.
Voltou os olhos para ela.
— Então vamos.
E mesmo nervoso…
ele sorriu.
Porque se existia alguém capaz de convencer Enzo Rocha a pular de um avião…
essa pessoa definitivamente era Alana Duarte.
Os preparativos começaram imediatamente.
E sinceramente?
Ver Enzo Rocha nervoso era uma experiência extremamente divertida para Alana.
Muito.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...