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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 569

Os dois voltaram para o carro de mãos dadas.

E sinceramente?

Aquilo já parecia perigosamente natural.

Enzo entrelaçava os dedos nos dela como se tivesse feito aquilo a vida inteira, enquanto caminhavam devagar pela pequena pista cercada de verde e céu aberto.

O coração de Alana ainda parecia acelerado pelo salto.

Ou talvez não fosse só pelo salto.

Antes dela entrar no carro, Enzo segurou a porta aberta e ficou observando ela por alguns segundos.

Pensando.

Então falou:

— E se a gente passasse a noite aqui?

Alana piscou lentamente.

— Aqui?

— Eu não vou trabalhar esse final de semana.

Ele deu de ombros como se fosse simples.

— Podemos explorar a cidadezinha amanhã.

O coração dela vacilou imediatamente.

Porque queria.

Muito.

Mas então lembrou:

Sofia.

O trabalho.

A recorrência que precisava terminar.

Alana mordeu o canto do lábio antes de levantar um dedo.

— Espera. Preciso fazer uma ligação.

Entregou a chave do carro para ele antes de se afastar alguns passos.

Enzo observou ela pegar o celular enquanto sorria sozinho.

Porque estava começando a perceber uma coisa perigosamente específica:

Gostava de imaginar ela nos planos dele.

Muito mais do que deveria.

A ligação foi atendida no segundo toque.

— Oi, bebê — Sofia falou imediatamente. — Não me diz que você quer fugir de novo desse homem.

Alana começou a rir na mesma hora.

— Oi, So… na verdade não.

— Que bom. Então diga lá em que posso ajudar.

Alana respirou fundo antes de começar a falar rápido demais.

— A gente tá numa cidade vizinha e eu prometi que trabalharia sábado. E eu não quero decepcionar você nem falhar com o trabalho. Você sabe que eu adoro meu trabalho e adoro ser sua secretária e eu não quero misturar as coisas—

— Alana.

Sofia interrompeu calmamente.

— Respira. E calma.

Alana fechou os olhos rapidamente antes de obedecer.

Respirou fundo.

Do outro lado da linha, Sofia sorriu sozinha antes de continuar:

— Você é uma menina extremamente esforçada. Até hoje conseguimos separar muito bem nossa relação pessoal e profissional.

A voz dela suavizou.

— Eu não estou decepcionada com você.

Aquilo aliviou Alana imediatamente.

— Aproveita com o Enzo.

Ela continuou:

— Amanhã não temos nenhum compromisso presencial. A única coisa que precisamos é daquela recorrência do caso Novais entregue segunda antes das dez da manhã.

Alana soltou o ar aliviada.

— Vai estar pronta. Obrigada… obrigada mesmo, Sofia.

— Não precisa agradecer.

Sofia sorriu do outro lado da linha.

— Você é uma ótima funcionária.

Fez uma pausa divertida.

— E uma amiga emocionada demais.

— Sofia!

Ela começou a rir.

— Vai viver seu romance, garota. Beijo.

A ligação encerrou.

Quando Alana voltou para o carro, Enzo estava encostado na porta com os braços cruzados observando ela se aproximar.

— Então?

Ela abriu um pequeno sorriso.

— Liberada pra ficar.

Enzo riu imediatamente.

— Ótimo.

Pegou o celular rapidamente antes de mostrar a tela para ela.

— Pesquisei um chalé aqui perto. Vamos?

Alana olhou a foto da pequena cabana cercada de árvores e imediatamente sorriu.

— Vamos.

Dessa vez, Enzo assumiu o volante.

E a conversa entre eles fluiu leve durante todo o caminho.

Falaram sobre viagens.

Sobre infância.

Sobre Emma ser completamente maluca.

E em vários momentos, Alana apenas ficou olhando ele dirigir enquanto pensava o quão perigosamente confortável aquilo estava ficando.

Quando finalmente chegaram ao chalé, a noite já tinha caído completamente.

As luzes amareladas da pequena cabana deixavam tudo aconchegante demais.

Romântico demais.

Perigoso demais.

Assim que entraram, Alana olhou ao redor encantada.

O lugar era pequeno.

De madeira.

Com lareira, cozinha compacta e uma varanda linda voltada para as montanhas.

— Nossa… é lindo.

Ela caminhou lentamente pelo espaço observando os detalhes.

Mas então…

o olhar dela encontrou a cama.

Uma.

Só uma.

O coração imediatamente começou a bater estranho outra vez.

Porque até aquele instante…

ela não tinha realmente pensado na parte prática daquilo.

Um quarto.

Uma cama.

Uma noite inteira sozinhos.

Enzo percebeu o exato momento em que ela ficou tensa.

Claro que percebeu.

Então coçou a nuca discretamente antes de falar:

— Eu fiz reserva num restaurante aqui perto.

Tentando deixar tudo leve, continuou:

— E a mulher da recepção disse que ainda tem uma lojinha aberta caso a gente precise comprar alguma coisa.

Alana virou lentamente para ele.

Tentando parecer normal.

Falhando miseravelmente.

Porque a mente dela já estava completamente em pânico emocional.

Mesmo assim, abriu um sorriso meio torto.

— Certo.

E Deus…

Enzo achou ela absurdamente linda nervosa daquele jeito.

A pequena loja da cidade virou entretenimento instantâneo para Alana.

Principalmente porque Enzo claramente não tinha experiência nenhuma comprando roupas “de emergência”.

— Isso aqui é pijama ou roupa de aposentado rico? — ele perguntou segurando uma camiseta completamente duvidosa.

Alana começou a rir imediatamente.

— Meu Deus, você realmente não sabe comprar roupa confortável.

— Eu tenho funcionários pra isso.

— Isso explica muita coisa.

No fim, acabaram escolhendo roupas simples.

Uma camiseta cinza larga para ele.

Um short confortável e uma blusa leve para ela.

E mesmo aquele momento bobo parecia perigosamente íntimo.

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