Os dois voltaram para o carro de mãos dadas.
E sinceramente?
Aquilo já parecia perigosamente natural.
Enzo entrelaçava os dedos nos dela como se tivesse feito aquilo a vida inteira, enquanto caminhavam devagar pela pequena pista cercada de verde e céu aberto.
O coração de Alana ainda parecia acelerado pelo salto.
Ou talvez não fosse só pelo salto.
Antes dela entrar no carro, Enzo segurou a porta aberta e ficou observando ela por alguns segundos.
Pensando.
Então falou:
— E se a gente passasse a noite aqui?
Alana piscou lentamente.
— Aqui?
— Eu não vou trabalhar esse final de semana.
Ele deu de ombros como se fosse simples.
— Podemos explorar a cidadezinha amanhã.
O coração dela vacilou imediatamente.
Porque queria.
Muito.
Mas então lembrou:
Sofia.
O trabalho.
A recorrência que precisava terminar.
Alana mordeu o canto do lábio antes de levantar um dedo.
— Espera. Preciso fazer uma ligação.
Entregou a chave do carro para ele antes de se afastar alguns passos.
Enzo observou ela pegar o celular enquanto sorria sozinho.
Porque estava começando a perceber uma coisa perigosamente específica:
Gostava de imaginar ela nos planos dele.
Muito mais do que deveria.
A ligação foi atendida no segundo toque.
— Oi, bebê — Sofia falou imediatamente. — Não me diz que você quer fugir de novo desse homem.
Alana começou a rir na mesma hora.
— Oi, So… na verdade não.
— Que bom. Então diga lá em que posso ajudar.
Alana respirou fundo antes de começar a falar rápido demais.
— A gente tá numa cidade vizinha e eu prometi que trabalharia sábado. E eu não quero decepcionar você nem falhar com o trabalho. Você sabe que eu adoro meu trabalho e adoro ser sua secretária e eu não quero misturar as coisas—
— Alana.
Sofia interrompeu calmamente.
— Respira. E calma.
Alana fechou os olhos rapidamente antes de obedecer.
Respirou fundo.
Do outro lado da linha, Sofia sorriu sozinha antes de continuar:
— Você é uma menina extremamente esforçada. Até hoje conseguimos separar muito bem nossa relação pessoal e profissional.
A voz dela suavizou.
— Eu não estou decepcionada com você.
Aquilo aliviou Alana imediatamente.
— Aproveita com o Enzo.
Ela continuou:
— Amanhã não temos nenhum compromisso presencial. A única coisa que precisamos é daquela recorrência do caso Novais entregue segunda antes das dez da manhã.
Alana soltou o ar aliviada.
— Vai estar pronta. Obrigada… obrigada mesmo, Sofia.
— Não precisa agradecer.
Sofia sorriu do outro lado da linha.
— Você é uma ótima funcionária.
Fez uma pausa divertida.
— E uma amiga emocionada demais.
— Sofia!
Ela começou a rir.
— Vai viver seu romance, garota. Beijo.
A ligação encerrou.
Quando Alana voltou para o carro, Enzo estava encostado na porta com os braços cruzados observando ela se aproximar.
— Então?
Ela abriu um pequeno sorriso.
— Liberada pra ficar.
Enzo riu imediatamente.
— Ótimo.
Pegou o celular rapidamente antes de mostrar a tela para ela.
— Pesquisei um chalé aqui perto. Vamos?
Alana olhou a foto da pequena cabana cercada de árvores e imediatamente sorriu.
— Vamos.
Dessa vez, Enzo assumiu o volante.
E a conversa entre eles fluiu leve durante todo o caminho.
Falaram sobre viagens.
Sobre infância.
Sobre Emma ser completamente maluca.
E em vários momentos, Alana apenas ficou olhando ele dirigir enquanto pensava o quão perigosamente confortável aquilo estava ficando.
Quando finalmente chegaram ao chalé, a noite já tinha caído completamente.
As luzes amareladas da pequena cabana deixavam tudo aconchegante demais.
Romântico demais.
Perigoso demais.
Assim que entraram, Alana olhou ao redor encantada.
O lugar era pequeno.
De madeira.
Com lareira, cozinha compacta e uma varanda linda voltada para as montanhas.
— Nossa… é lindo.
Ela caminhou lentamente pelo espaço observando os detalhes.
Mas então…
o olhar dela encontrou a cama.
Uma.
Só uma.
O coração imediatamente começou a bater estranho outra vez.
Porque até aquele instante…
ela não tinha realmente pensado na parte prática daquilo.
Um quarto.
Uma cama.
Uma noite inteira sozinhos.
Enzo percebeu o exato momento em que ela ficou tensa.
Claro que percebeu.
Então coçou a nuca discretamente antes de falar:
— Eu fiz reserva num restaurante aqui perto.
Tentando deixar tudo leve, continuou:
— E a mulher da recepção disse que ainda tem uma lojinha aberta caso a gente precise comprar alguma coisa.
Alana virou lentamente para ele.
Tentando parecer normal.
Falhando miseravelmente.
Porque a mente dela já estava completamente em pânico emocional.
Mesmo assim, abriu um sorriso meio torto.
— Certo.
E Deus…
Enzo achou ela absurdamente linda nervosa daquele jeito.
A pequena loja da cidade virou entretenimento instantâneo para Alana.
Principalmente porque Enzo claramente não tinha experiência nenhuma comprando roupas “de emergência”.
— Isso aqui é pijama ou roupa de aposentado rico? — ele perguntou segurando uma camiseta completamente duvidosa.
Alana começou a rir imediatamente.
— Meu Deus, você realmente não sabe comprar roupa confortável.
— Eu tenho funcionários pra isso.
— Isso explica muita coisa.
No fim, acabaram escolhendo roupas simples.
Uma camiseta cinza larga para ele.
Um short confortável e uma blusa leve para ela.
E mesmo aquele momento bobo parecia perigosamente íntimo.
Porque existia saudade.
Desejo.
Tensão acumulada demais entre os dois.
Alana correspondeu imediatamente, segurando a camiseta dele enquanto sentia o corpo inteiro aquecer.
Quando perceberam, já estavam entrando na cabana ainda se beijando.
Enzo fechou a porta sem realmente prestar atenção.
Bateu na pequena mesa da sala no processo de tirar a própria camisa.
— Ai, merda.
Alana começou a rir no meio do beijo.
E ele também.
Mas só por alguns segundos.
Porque logo voltou a beijá-la outra vez.
Mais intenso agora.
Mais urgente.
As mãos dele seguraram sua cintura enquanto caminhavam até o quarto quase sem pensar.
E quando chegaram perto da cama, Enzo segurou ela pela cintura e a puxou suavemente.
Alana caiu sentada no colchão rindo baixo.
Mas a risada morreu rápido.
Porque no instante seguinte, Enzo deitou parcialmente sobre ela.
E então…
a realidade bateu.
Forte.
O coração dela disparou imediatamente.
O ar ficou preso.
A mente começou a correr rápido demais.
Aquilo estava acontecendo.
De verdade.
E não era só a regra da aposta.
Não era só Eduarda.
Não era só medo de perder.
Era algo pior.
Muito pior.
Porque se entregaria emocionalmente junto.
E talvez não sobrevivesse depois.
Enzo percebeu a mudança no mesmo instante.
A tensão no corpo dela.
A respiração diferente.
O nervosismo.
Alana desviou os olhos rapidamente antes de se afastar devagar.
— Licença…
A voz saiu baixa.
Frágil.
E antes que ele respondesse, ela levantou rápido demais e praticamente correu para o banheiro.
Enzo ficou imóvel na cama por alguns segundos.
Confuso.
Preocupado.
Enquanto isso, Alana entrou no banheiro fechando a porta atrás de si antes de apoiar as mãos na pia.
Respirando rápido.
Ela abriu a torneira imediatamente e jogou água fria no rosto.
Uma vez.
Depois outra.
Então levantou lentamente os olhos para o pequeno espelho.
O reflexo parecia tão perdido quanto ela se sentia.
Alana respirou fundo antes de murmurar para si mesma:
— Isso definitivamente não tem nada a ver com aposta nenhuma.
O peito apertou forte.
Porque agora finalmente entendia.
Ela não estava com medo da primeira vez.
Estava com medo do depois.
Do que aconteceria quando se apaixonasse completamente por ele.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário
Paguei e mesmo assim o capitulo não abre... :(...
Impossível de ler, vários capítulo não abrem só aparece o anúncio. Vou nem gastar dinheiro pq vou me arrepender...
Caraca vários capítulos não abrem. Muito ruim assim. mailto:[email protected]...
Quando vai liberar os próximos capítulos, please??????...
Libera mais capítulos pff...