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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 7

O sol já começava a baixar quando eles se encontraram novamente.

Eloise e Nathália vinham acompanhadas de João, com anotações na mão e expressões concentradas — aquelas de quem já tinha entendido o problema por inteiro.

Ricardo os aguardava a alguns metros, perto do caminho de terra.

— Então, meninas… — perguntou, ao vê-las se aproximar. — Terminaram?

Eloise assentiu, confiante.

— Sim. — respondeu. — Já entendemos o que precisa ser feito. — sorriu de leve. — E já tenho muitas ideias.

Ricardo arqueou a sobrancelha, satisfeito.

— Isso é bom. — disse. — Já que terminaram… venham comigo.

Ele virou-se e começou a caminhar, sem olhar para trás.

As duas o seguiram.

Depois de alguns minutos andando entre trilhas estreitas, chegaram a uma lavoura de cacau aberta, ampla, viva.

A cena era quase irreal.

Os pés carregados de frutos maduros contrastavam com o verde profundo das folhas. O sol alaranjado do fim de tarde atravessava a plantação, pintando tudo com tons quentes. A terra respirava.

Nathália parou por um instante.

— Que lindo… — murmurou. — E o cheiro é tão bom.

Ricardo a observou.

Sem pressa.

— É a mistura da terra molhada com o cacau. — explicou. — É um cheiro muito nosso.

Nathália fechou os olhos por um segundo, absorvendo.

— É agradável. — disse. — Eu adoraria morar em um lugar assim. — fez uma pausa curta, quase sem perceber o peso do que dizia. — Ver meus filhos crescerem em contato com a terra.

Ricardo escutou em silêncio.

Atento.

Aquilo não passou despercebido.

Nathália caminhou até um dos pés de cacau e tocou o fruto com curiosidade.

— Posso? — perguntou, olhando para ele.

Ricardo assentiu com a cabeça.

Ela colheu o fruto com cuidado, abriu e experimentou a polpa.

Os olhos brilharam.

— Nossa… é muito bom.

Ela ofereceu um pedaço para Eloise, que aceitou curiosa.

— Temos um plantio exclusivo. — Ricardo explicou. — Um manejo que garante mais qualidade ao cacau e deixa a polpa naturalmente mais doce.

Nathália sorriu, genuína.

— Muito interessante. — comentou. — Não é à toa que os chocolates da Royal fazem tanto sucesso.

Ricardo a observava.

Ali.

Naquele cenário.

Com aquele brilho nos olhos.

E teve certeza.

Ela era.

Sempre tinha sido.

Agora, só precisava mostrar a ela…

que também era ele.

— Vamos entrar. Tomar um café, Maria faz um café muito bom.

Eloise assentiu. Nathália não respondeu de imediato.

Entrar naquela casa significava entrar no território de Carlota.

Mas ela não podia fugir para sempre.

Foram pelo caminho de pedras até a varanda, e então atravessaram a porta principal.

A casa por dentro era um retrato perfeito da dona: móveis clássicos, lustres discretos, porcelanas alinhadas, tapetes claros sem um fio fora do lugar. Não havia cheiro de lar. Havia cheiro de controle.

Carlota estava na sala, sentada com postura de quem nasceu para ser obedecida. Um livro repousava aberto no colo, mas os olhos estavam atentos demais para alguém realmente lendo.

Ela ergueu o olhar assim que os viu.

— Então… vocês resolveram entrar.

Não era exatamente uma recepção.

Era um julgamento.

Eloise manteve o sorriso educado, profissional.

Ricardo.

— Trouxe as meninas para tomar o café da Maria.

— Claro. Café.

O olhar de Carlota moveu para Nathália.

E parou.

Por um segundo a mais.

Um segundo que não era curiosidade.

Era avaliação.

Nathália sustentou a postura, as mãos firmes ao lado do corpo, o queixo no mesmo nível, o olhar neutro. Ela tinha convivido anos com gente importante. Sabia o que era ser subestimada.

Por um instante, o corpo de Ricardo se inclinou quase instintivamente para Nathália — não um toque, não um gesto explícito… mas uma proteção silenciosa, como se ele a colocasse um milímetro mais perto do lado dele.

Foi pouco.

Mas Carlota viu.

Viu do jeito que mulheres como ela sempre viam.

A expressão não mudou.

Só o brilho nos olhos ficou mais perigoso.

— Maria! — Carlota chamou, sem tirar os olhos das visitas. — Traga café. E aquele bolo simples… o que sobrou.

“Simples”.

A palavra soou como se o bolo tivesse culpa.

A empregada apareceu correndo, nervosa.

— Sim, dona Carlota.

Carlota apontou para o sofá com a delicadeza de uma rainha oferecendo um banco.

— Sentem.

Eloise sentou primeiro, tranquila.

Nathália sentou depois, mantendo a coluna reta, como quem sabia exatamente quem era — e não estava ali para pedir aceitação.

Ricardo permaneceu de pé por alguns segundos, como se avaliar ficar ali fosse mais difícil do que qualquer reunião com investidores.

Carlota apoiou o livro no braço da poltrona e cruzou as mãos.

— Então… — começou, num tom casual demais. — vocês fazem esse tipo de trabalho com frequência?

Eloise respondeu com naturalidade:

— Sim. Projetos assim exigem imersão. Entender o funcionário, entender o que funciona de verdade.

Carlota sorriu, mas não chegou nos olhos.

— Entendo. Deve ser… interessante. Esse mundo corporativo.

Ela olhou para Ricardo.

— Você sempre gostou de “resolver” as coisas, não é?

Ricardo respondeu sem emoção:

— É o meu trabalho, mãe.

Capítulo 7 — Um Obstáculo 1

Capítulo 7 — Um Obstáculo 2

Capítulo 7 — Um Obstáculo 3

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