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Casei com Meu Chefe Frio e Bilionário romance Capítulo 94

Sombras na Imagem.

Todos voltaram aos seus lugares, mas a tensão pairava no ar como uma nuvem carregada.

Nathalia acomodou-se no sofá em frente à mesa de Eloise, laptop aberto, tentando trabalhar apesar do peso que atravessava a sala.

Augusto havia dado a ordem com firmeza poucas horas antes:

— Avise à segurança. Emma e Pedro não saem deste prédio até segunda ordem. —

Eloise fez a ligação, mas a cada palavra sentia um nó se formar na garganta.

O clima no andar era insuportável.

Thiago desapareceu, cuidando pessoalmente da investigação, e Augusto trancou-se em sua sala. Desde então, não saíra nem uma vez.

A manhã inteira, a porta fechada era um lembrete do que estava acontecendo. O silêncio vinha carregado, denso, como se dentro daquele escritório houvesse uma bomba prestes a explodir.

Eloise respirou fundo, pegou uma bandeja com café recém-passado e algumas torradas, e caminhou até lá.

Bateu levemente.

— Entre. — a voz grave ecoou de dentro.

Ela abriu e encontrou Augusto debruçado sobre a mesa, as mangas da camisa arregaçadas, os olhos fixos em nada. A xícara de café da manhã ainda estava intocada, fria.

— Trouxe café fresco. — disse, suave, colocando a bandeja sobre a mesa lateral.

Ele mal ergueu os olhos.

— Obrigado. — murmurou, seco.

Eloise se aproximou devagar, observando os punhos cerrados sobre a mesa, os músculos tensos, a respiração pesada.

— Augusto… — chamou, a voz hesitante. — Ficar assim não vai ajudar.

Ele ergueu os olhos de repente, e o que ela viu a fez gelar. Não era apenas raiva. Era ódio.

— Quando eu descobrir quem foi… — a voz saiu baixa, quase um rosnado. — Vou acabar com essa pessoa.

O coração de Eloise apertou. Nunca tinha visto aquele lado dele tão exposto. A fúria fria, controlada, mas letal.

— Você não pode deixar isso te consumir. — tentou, em tom firme.

Augusto apoiou as mãos na mesa, inclinando-se para frente.

— Esse projeto é meu sangue, Eloise. Meu. E alguém ousou roubar. — os olhos verdes faiscavam, intensos. — Isso não é só traição profissional. É pessoal.

Eloise mordeu o lábio, tentando segurar a própria inquietação. Ela sabia que, no fundo, o que ele planejava ia muito além de uma simples resposta corporativa.

Ele a encarou por um instante, e por trás de toda aquela fúria, ela viu algo mais: o peso de um homem que não sabia lidar com a sensação de ser enganado outra vez.

O silêncio os envolveu. Eloise respirou fundo, mas decidiu não insistir.

— Beba o café. — disse apenas, baixinho, antes de se afastar.

Quando a porta se fechou, Augusto recostou-se na cadeira, fechando os olhos.

Eloise não podia ouvir, mas dentro dele a sentença já estava clara:

"Eu vou destruir Vinícius Navarro."

Cláudia entrou na sala com passos firmes.

— Vim assim que Eloise me contou. — declarou, o olhar sério, alternando entre Thiago e Augusto.

Augusto não respondeu. Apenas acenou com a cabeça, os olhos verdes fixos em Thiago, impondo sem palavras que ele falasse de uma vez.

Thiago respirou fundo, abriu a pasta de couro e retirou um pendrive. Depositou-o sobre a mesa com firmeza.

— Aqui está. — disse, a voz grave. — Precisa ver com seus próprios olhos.

Augusto agarrou o objeto e conectou no notebook. A tela se iluminou, revelando a gravação de uma câmera de segurança em baixa resolução.

A imagem tremia, granulada, mas nítida o bastante para gelar o ar da sala.

Na tela, Eloise estava sentada em frente a um homem em uma mesa discreta.

Augusto se inclinou, o olhar fixo. Primeiro o rosto empalideceu, depois cada músculo se contraiu como se estivesse prestes a explodir.

O maxilar travou. A respiração ficou pesada, saindo em intervalos curtos. Os dedos bateram contra a mesa até que o punho se fechou com força, os nós dos dedos esbranquiçando.

Quando finalmente falou, a voz saiu baixa, mas carregada de veneno:

— Esse é Dante Figueiredo. — cuspiu o nome. — Vice-presidente da Navarro Tech.

Cláudia e Thiago trocaram um olhar rápido, atentos à reação dele.

Na tela, Eloise se inclinava para frente, falando algo que não se podia ouvir. Dante sorria.

E então… a cena mais cruel: Os dedos de Eloise deslizaram sobre a mesa, entregando um objeto pequeno, impossível de identificar.

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