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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 16

"Júlia"

Vesti a camisola de seda preta que tinha comprado na melhor loja de langerie, não era ousada, mas era insinuante e elegante, com o comprimento no meio da coxa, sem transparências, mas com detalhes delicados de renda na barra. Preparei um jantar que parecia simples, mas tinha ares de uma ocasião especial.

Desde que César voltara da casa da minha mãe com a notícia de que eu teria uma chance de perdão, o chão parecia ter fugido sob meus pés. Ela aceitara o encontro, embora ainda guardasse mágoa e raiva pelo que eu fizera no passado. Sorri e demonstrei gratidão pelo passo que ele me ajudara a dar, mas, por dentro, senti o gosto amargo da decepção. Eu esperava que minha mãe fosse mais resistente, que criasse obstáculos para me dar tempo.

Agora, eu teria que encará-la. Pedir perdão. E, pelo visto, seria perdoada rápido demais. Fácil demais. Se eu saísse da casa do César agora, meu plano ruiria. Eu precisava jogar mais forte; precisava lembrá-lo de quem eu era e do que tínhamos.

Passei o dia vasculhando a internet através de um perfil falso. Fotos, redes sociais, comentários antigos... buscando detalhes sobre a tal da Camila, querendo saber mais dela, o que fazia da vida, como tinha chamado atenção do César.

Camila. Eu já tinha quase certeza de que era ela. A mulher de quem ele falava pouco, mas pensava demais. Pelas migalhas de informação que colhi, ela ainda nem sabia que ele havia voltado. Isso era bom. Mas a curiosidade me corroía; eu precisava vê-la com meus próprios olhos.

Aproveitei uma saída de César, peguei Adam e, pela primeira vez, deixei o condomínio. Fui até o café onde Camila trabalhava como garçonete. Entrei fingindo naturalidade, sentei-me e pedi um lanche. Outra pessoa me atendeu, permitindo que eu a observasse de longe. Ela era bonita, com um sorriso fácil para os clientes, mas não parecia o estilo de César. Jovem, tatuada, estilosa... ele era tão contido. Eles não combinavam em nada.

"Será um engano?", pensei. Ela não parecia uma ameaça. Voltei para casa com aquela dúvida martelando na cabeça.

Naquela noite, decidi agir. Quando César chegou, com a expressão cansada e o semblante carregado, fui solícita. Enquanto ele se sentava ao sofá, preparei uma bebida forte. Adam já dormia tranquilo no quarto. Ao sentir o cheiro da comida, ele franziu a testa, surpreso.

— Cheiro bom. O que está fazendo?

— Só um jantar, nada especial — respondi com um dar de ombros casual. — Achei que merecíamos um pouco de normalidade.

Ele aceitou o copo. Não me passou despercebido o modo como o olhar dele me avaliou, percorrendo meu corpo e a forma como eu estava vestida. Sentei-me ao lado dele, ficando de frente.

— E como estão as coisas na empresa?

— Cada vez mais complicadas — ele suspirou.

— Tenho certeza de que tudo vai se ajeitar...

Capítulo 16. 1

Capítulo 16. 2

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