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Casei com um cafajeste para me vingar do ex-marido romance Capítulo 38

"Camila"

— Hoje você não se apresentou. — A voz inconfundível de Viktor ressoou às minhas costas, arrastada e confiante.

— Você perdeu a programação. Minha apresentação foi ontem — respondi, virando-me com um sorriso ensaiado. Eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, ele voltaria.

— Uma pena. Você é a melhor parte da noite — ele disse, sem um pingo de vergonha, medindo-me com um olhar que pretendia ser intimidante. Mas eu não era uma mulher que se deixava dobrar fácil, tipos como ele já tinham aparecido por aqui.

Sem perguntar, preparei a mesma bebida da última vez. Ele aceitou, dando um gole demorado.

— Perfeito, como sempre — Falou olhando nos meus olhos.

— Não conseguimos conversar direito naquele dia — Comentei, tentando parecer apenas uma mulher curiosa.

— Um fato que lamento profundamente — ele flertava descaradamente.

— De que país você é, Viktor? — A pergunta saiu mais direta do que eu pretendia.

— Não vale a pena mencionar. Venho de um lugarzinho sem expressão. Aqui é muito mais interessante — a resposta evasiva confirmou minha suspeita, ele era um homem de segredos, e segredos naquele nível geralmente eram perigosos.

Viktor ficou ali, observando-me enquanto eu atendia os cliente, tentando fingir que ele não existia. César não estava à vista, mas Fabrício e os seguranças não tiravam os olhos de nós. Eu sabia que César estava assistindo por trás das câmeras.

Entre uma conversa e outra, e mais algumas bebidas, a noite foi passando e no fim, quando os últimos clientes, os famosos “inimigos do fim”, se arrastavam para a saída…Viktor ainda continuava ali, ainda me observando.

— Acho que você é muito subaproveitada aqui — Viktor soltou, inclinando-se sobre o balcão. — Estou pensando em abrir meu próprio lugar. Este país é maravilhoso, e você é incrível. Posso te pagar o dobro e dar liberdade para comandar tudo. O que acha?

— Acho que gosto do meu emprego.

— Pense bem. Sem restrições. Uma clientela de alto poder aquisitivo, generosa... você ficaria com cem por cento das gorjetas. E com o cliente que você quiser. Tudo de bandeja.

Recuei, o coração disparando. O subtexto era sutil, mas eu tinha entendido, Viktor não estava me oferecendo um palco de pole dance; estava me oferecendo outra coisa.

— Parece tentador, mas eu realmente gosto do meu trabalho aqui — falei, a voz agora fria e distante.

— Eu posso te dar o mundo, Camila. Com esse corpo, você pode ganhar tanto dinheiro que nem vai saber o que fazer com ele, viagens, compras, muito mais que do esse lugar pode oferecer.

Fiquei sem palavras por um segundo, o nojo subindo pela garganta. Antes que eu pudesse chamar a segurança, uma mão pesada pousou no ombro de Viktor. César surgiu das sombras.

— Já estamos fechando. Acho que é hora de ir — César falou com calma perigosa, mas eu via a tensão nas palavras e no aperto que ele deu o ombro de Viktor.

— Calma — Viktor se afastou, encarando César com desprezo. — Só estava mostrando para a moça o quanto ela é subutilizada aqui. Ela pode conseguir coisa melhor... nós dois somos do mesmo ramo, não pode me culpar por me encantar com uma funcionária tão fantastica. Além disso posso te dar um conselho de graça? Você poderia lucrar mais com a Lush se aceitasse umas garotas para "alegrar" o ambiente.

César ficou lívido. O asco em seu rosto era quase palpável.

— Esse lugar não é o que você pensa. Vou pedir que se retire do meu estabelecimento.

— Esse lugar é chato — Viktor riu, voltando o olhar para mim. — E eu só estava dizendo para a Camila que o corpo dela vale muito mais do que ela imagina.

O soco de César veio rápido e certeiro, estalando no nariz de Viktor. Não houve surpresa, apenas a satisfação de ver o cara ser arrastado para fora pelos seguranças enquanto gritava promessas de vingança.

César pulou para a área interna do bar, aproximando-se de mim.

— Você está bem? — perguntou, a voz rouca pela adrenalina.

Capítulo 38 1

Capítulo 38 2

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