“Melissa”
A manhã passou voando e quando eu finalmente saí da minha mesa já estava na hora do almoço. Mas eu precisava passar no financeiro, queria ver como a Eva estava, só que ela não estava lá e eu não poderia esperar, porque as garotas já deveriam estar nos esperando no restaurante. Deixei um recado em sua mesa e saí com a Hana em meu encalço.
Nós fomos para um restaurante perto do Grupo Mellendez, as garotas já estavam reunidas e me receberam com gritinhos de “lá vem a noiva”. Essas amigas eram tudo de bom.
- Mel, a pergunta que não quer calar, teremos despedida de solteira? – A Adèle já foi logo perguntando depois que eu me sentei.
- Isso é com vocês, eu deixo vocês me surpreenderem. – Eu brinquei e me virei para quem realmente tinha algo interessante para contar. – Mas a pergunta que não quer calar mesmo, Lisandra, é sobre aquela plaquinha na sexta feira. – Eu encarei a minha amiga.
- Plaquinha, que plaquinha? – A Lisandra se fez de desentendida.
- Bem lembrado, Mel, porque a dona Lisandra aqui desconversou a festa inteira, passou o fim de semana na casinha no campo com o marido e hoje simplesmente ficou inacessível a manhã inteira. – A Catarina contou.
- Pois é, Lisa, todo mundo leu aquela plaquinha que dizia que o Nando não deixaria só a Mel de fora do momento best maternity. – A Sam se juntou ao coro, frisando a palavra “só”, e estávamos todas olhando para a Lisandra.
- Ih, gente, quê isso, hein?! Primeiro que é best maternity perfect. – A Lisa corrigiu e fez um gesto com a mão como se anunciasse um filme em cartaz no cinema.
- Sei... e é perfect por que mesmo, Lisandra? – A Manu olhou para a cunhada com a mesma cara que o Flávio fazia quando estava interrogando alguém.
- Porque seria, cunhadinha? Porque a Mel entrou para o mundo mãe e com uma ninhada, hein, Mel?! – A Lisa sorriu pra mim e eu sabia que ela estava brincando com a gente.
- Ela está grávida! – Eu apontei e ela começou a rir. – Grávida! Desde quando você sabe?
- Sim, meninas eu estou grávida e eu fiquei grávida logo depois que parei de tomar a pílula, ou seja, umas três semanas depois do teste coletivo. – A Lisa contou com um sorriso.
- E porque você escondeu isso de nós? – A Anabel perguntou para a Lisandra e de repente se lembrou que eu também havia escondido. - Tá, a Mel escondeu, mas a gente entende porque, mas e você?
- Ah, meninas, eu fiquei preocupada com a Mel. Eu não queria que ela se sentisse excluída, a única que não viveria esse momento. – A Lisa confessou e eu senti uma gratidão enorme pelo carinho dela.
- Ah, Lisa! Obrigada! – Eu joguei um beijo para ela do outro lado da mesa. – Isso é perfeito, meninas!
- Sim, é vamos fazer tudo juntas. – A Manu bateu palmas.
- Pelo menos enquanto eu aguentar andar. – Eu bufei. – Agora eu te entendo, Cat.
- Quando você não estiver andando, nós continuaremos fazendo tudo juntas. Nós faremos na sua casa. – A Sam segurou a minha mão. Eu era feliz por ter estas amigas.
- Agora conta, Lisa, como o Patrício ficou sabendo? – A Manu perguntou, tão ansiosa quanto todas nós.
- Eu não tive como fazer uma surpresa, meninas. Ele estava tão ansioso! Aí nós combinamos fazer o teste de farmácia juntos a cada quinze dias. – A Lisandra contou.
- Não, imagina se ele estava ansioso, de jeito nenhum. – Eu ri imaginando o quanto o palerma do Patrício deve ter infernizado a Lisandra.
- Ele queria fazer o teste toda semana, vocês imaginam isso? A ansiedade que ele me deixou, vou falar pra vocês, foi um milagre eu ficar grávida tão depressa, acho que foi por misericórdia, porque ele estava me deixando louca.
E um a um o grupinho dos maridos foi entrando no restaurando e se juntando a nossa mesa.
- E vocês querem que nós acreditemos que isso foi coincidência? – A Manu cruzou os braços e encarou o Flávio.
- Não, baixinha, não foi coincidência. O Nando descobriu onde vocês estariam e nós queríamos almoçar com as mulheres mais lindas e especialmente com a mãe maluca do ano. – O Flávio colocou o braço nos ombros da Manu.
- O Nando descobriu? – Eu olhei para o lado e vi a Hana se encolher na cadeira. – Poxa, rabicho, vai ser meu GPS agora?
- Ah, Mel, eu achei fofo que eles queriam almoçar com os amores da vida deles. – A Hana sorriu pra mim e eu tinha que concordar, foi fofo. – Mas, como eu aqui estou sobrando, eu vou aproveitar para ir ao hospital ver se o meu chefe deixou alguma pendência em minha mesa. Me manda uma mensagem que eu encontro vocês mais tarde.
A Hana foi se levantando para sair da mesa, mas ela não deu nem um passo e eu olhei para o Fernando entendendo a vontade louca que eles tiveram de almoçar conosco.
- Quem disse que você está sobrando, minha doida? – O Rafael passou o braço pela cintura da Hana e deu um beijo no rosto dela. Ela ficou rígida como uma estátua.
- Eu não deixei nada sobre a sua mesa, Hana. – O Fernando finalmente falou e eu senti um orgulho do meu príncipe que meu coração até acelerou, tão lindo, tramando encontrinhos.
- Então eu acho que nós podemos almoçar com os amigos. Ou se você preferir, minha doida, nós podemos pedir pra viagem e comer lá no meu apartamento. – O Rafael sugeriu e a Hana ficou vermelha como estrato de tomate. Eu ainda não sabia o que tinha acontecido entre eles, mas eu queria muito saber, porque com certeza aquele apartamento pegou fogo.
N.A.:

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque
Não vão liberar mais capítulos?...
O nome do doutor Molina mudou por que?...
Que lindo esse livro. Estou aqui chorando novamente. Muito emocionante...
Amei saber que terá o livro 2. 😍...
Que livro lindo e perfeito. Estou amando e totalmente viciada nesse livro. Eu choro, dou risadas, grito. Parabéns autora, é perfeito esse livro 😍...
Está sempre a dar erro. Não desbloqueia os capitulos e ainda retira as moedas.😤...
Infelizmente são mais as vezes que dá erro, que outra coisa......