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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1426

"Hana"

Quando o Rafael me ligou dizendo que a Suzy havia sido presa em flagrante por estar fazendo abortos ilegais, eu confesso, eu me surpreendi. Eu poderia imaginar que ela fosse presa por outras coisas, mas abortos foi demais para mim. Eu comecei a chorar, sentindo raiva e nojo de ter o sangue daquela mulher.

- Pequena, não fica assim! Você não tem nada dela, absolutamente nada! - O Rubens me abraçou, tentando me consolar.

- Eu tenho o DNA dela, brutamontes! Meu filho vai ter o DNA dela! - Eu lamentei. E se existir aquela coisa dos inocentes pagarem pelos pecadores e, numa dessas coisas divinas, o meu filho sofrer para pagar pelo mal que a Suzy fez?

- Claro que não, pequena! Isso não existe, porque Deus é justo e bom! E se existisse, minha querida, você já sofreu o suficiente por essa conta que não é sua.

- Rubens, eu amei esse monstro, porque ela é minha mãe, mas agora eu já nem sei o que eu sinto por ela, se é ódio, desprezo, nojo, ou tudo misturado.

- Você a amou porque tem um coração nobre, mas ela nunca mereceu o seu amor! E você tem direito de sentir tudo isso e muito mais por ela. Ela não é digna de amor, Hana, ela nem sabe o que é amor!

- Nana? Você já soube? - Meu tio apareceu diante da minha mesa.

- Da prisão da Suzy? Sim, o Rafa me ligou. Eu sinto tanta raiva, tio! - Eu falei ainda abraçada ao Rubens.

- Eu sei, querida! E é compreensível, a Suzy desperta os piores sentimentos na gente! Querida, eu vim te dizer que a Mara e o Gregório estão aí. Eu gostaria que você não se aproximasse deles, mas eu não posso te tirar o prazer de vê-los como estão?

- O que aconteceu? Por que eles estão aqui? - Eu perguntei.

- Eu não vou te contar o que aconteceu, mas eles estão aqui porque precisam de cuidados médicos. Estão presos, algemados e escoltados. Você quer dar uma olhadinha? - O sorriso no rosto do meu tio me dizia que eu ia querer muito ver aqueles dois.

- Eu só vou mandar uma mensagem para o Fernando. Eu vou ver aqueles dois infelizes e depois eu vou na delegacia, pra olhar nos olhos da Suzy e cuspir na cara dela. - Eu falei toda determinada e o meu tio me olhou preocupado.

- Eu cuido dela, Yusei! - O Rubens garantiu.

- Então não sou eu quem vai impedir! - Meu tio sorriu e me abraçou.

Depois de combinar com o Fernando que eu estaria no celular se ele precisasse, eu fui até a emergência acompanhada do meu tio e do Rubens e nós entramos primeiro no leito do Gregório, que estava de olhos fechados e os abriu assim que eu entrei.

- Veio visitar o seu paizinho, Haninha? - Ele me olhou com aquele sorriso ridículo.

- Felizmente você não é nada meu. - Eu peguei o prontuário dele sobre a mesinha e li rapidamente. Eu comecei a rir. - Quer dizer que a Renatinha esmagou os seus testículos e agora eles serão amputados? Adorei isso, é igual a castrar um porco!

- Sua vadiazinha! Tudo isso é culpa sua! - Ele ficou enfurecido e eu vi uma tesoura ali na bandeja de instrumentos.

- Ah, sim, minha culpa que felizmente vocês, todos vocês, não vão mais poder fazer mal a ninguém! - Eu sorri.

- Isso não vai ficar assim, Hana! Eu posso até ser preso, mas quando eu sair...

- Ah, não se ilude, Gregório! Eu conheço o delegado que te prendeu e ele não é apenas bom, ele é simplesmente o melhor! - Eu dei um grande sorriso. - E como eu o conheço, eu sei exatamente o que ele vai fazer, sei que ele tem provas de que você cometeu tantos crimes, mas tantos crimes, que ele vai te trancar numa cela imunda e vai jogar a chave fora! Porque, assim, você já está com o quê, quase sessenta, se você viver mais uns quarenta anos, você vai passá-los na cadeia e se, somente se, por algum acaso do destino, você conseguir sair antes, pelas contas que o advogado fez sendo muito generoso, você não sai com menos de vinte anos, vai estar tão acabado que mal vai dar conta de ficar em pé, porque você sabe, cadeia acaba com as pessoas.

- Como você ficou assim, Hana, tão má? - Ele me encarou como se não me reconhecesse.

- Ah, eu fiquei assim forte, deixei de ser idiota, fiquei firme e decidida porque eu agora vivo cercada de amor, pessoas que me fazem bem, que me ajudaram a curar minhas feridas. Você nem imagina os milagres que o amor faz, Gregório!

- Eu não te reconheço, Hana!

- Que ótimo! Sabe, Gregório, eu estou aqui pensando, como você vai pra cadxeia mesmo e nós nunca mais vamos nos ver, que tal você dizer a verdade uma única vez na sua vida?

- Não estou te entendendo? - Ele me encarou realmente confuso.

- Nana, por favor, você já se vingou no Gregório. - Meu tio me olhou preocupado. - Eu tenho medo que eles consigam te incriminar.

- Tio do meu coração, nem o pessoal do hospital e nem os policiais do Flávio vão deixar vestígio para eles me incriminarem de nada. O que eu fiz foi só um pequeno ato de justiça na base da raiva. Mas olha, ele me falou a verdade! - Eu sorri e o meu tio e o Rubens se olharam e começaram a rir.

Nós entramos no leito da Mara e aquilo era horrível de se ver, ela não tinha rosto mais!

- Minha nossa, ela bateu de frente com uma carreta? - Eu perguntei e o meu tio riu.

- É, oficialmente ela foi atropelada. Extra oficialmente a carreta se chama Giovana! - Meu tio contou e eu arregalei os olhos. A Gi estava de parabéns!

- O que você quer aqui? Sai daqui, Hana? Eu te odeio? - A Mara mal tinha forças para gritar.

- Ah, vaca, eu também te odeio! Mas eu gosto tanto de te ver desse jeito! - Eu sorri e me aproximei.

- Sai de perto de mim! - Ela se debateu, mas estava algemada em um braço e nas duas pernas, o outro braço estava quebrado e eu a segurei pelo ombro, ela não podia fazer nada.

Eu peguei uma pinça da bandeja e me abaixei de lado para ver melhor o rosto daquela vagabunda. Eu pincei aquela carne exposta do rosto e puxei para ver o tamanho do estrago e percebi que de um lado foi por pouco que os dentes dela não ficaram aparentes, o músculo estava por um fiozinho. Então eu usei a pinça para levantar o lábio superior dela e vi que faltavam três dentes. Depois eu abaixei o lábio inferior e faltava um dente. O curioso era o pedaço da orelha faltando.

- Eu podia deixar suas orelhas do mesmo tamanho! Pra ficar mais harmonioso. - Eu peguei um bisturi e ela arregalou os olhos, chorando e murmurando "não". - Ah, mas do jeito que está é muito mais legal! Gente, o trabalho da minha filhota é irretocável! Que orgulho!

Eu percebi que a Mara respirou aliviada, se é que dava para estar aliviada, porque aquilo tudo deveria estar doendo demais!

- Eu não vou perder meu tempo com você, vaca! Tenha uma péssima e longa vida na prisão! - Eu sorri e saí dali. - O dia está muito lindo hoje, não está? - Eu me virei para o meu tio e o Rubens. - Te vejo depois tio! - Eu dei um beijo cheio de carinho e gratidão nele. - Vamos brutamontes!

Eu tinha umas coisinhas pra falar para a Suzy!

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