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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 1427

"Hana"

Quando o Rubens parou na porta da delegacia o Rafael estava de pé lá como se estivesse me esperando. Eu dei uma olhada para o Rubens e entendi, o Rafael estava mesmo me esperando, o Rubens havia avisado que estávamos a caminho. O Rafael abriu a porta pra mim e antes de sair, eu sorri para o meu brutamontes, ele era tão atencioso!

- Como você está, minha doida? - O Rafael me abraçou apertado, a preocupação dele era evidente.

- Estou muito orgulhosa da nossa filhota! - Eu ri. - Eu vi a Mara, a Gi foi muito diva!

- Ai, você vai dar mais corda pra ela. - O Rafael riu. - Vamos entrar.

- Mas, Flávio, por que não? Só uma coisinha de nada, Flávio, tudo o que ela fez foi muito pior! - A Giovana tentava convencer o Flávio de alguma coisa quando entramos.

- Amiguinha, eu acho também que ela merece, mas você sabe que eu não posso permitir. - O Flávio argumentava com toda gentileza. - Ah, olha aí, a Hana chegou, tenho certeza que ela prefere que você não faça isso.

- E o que eu prefiro que você não faça, Gi? - Eu perguntei e a Giovana veio em minha direção e me abraçou.

- Sua mãe, eu pedi ao Flávio pra me dar cinco minutos com ela. - A Giovana falou enquanto me abraçava e eu já imaginava o que ela faria em cinco minutos.

- De quanto tempo você precisou com a Mara para deixá-la naquele estado? - Eu olhei séria pra ela e ela abaixou os olhos.

- Menos de dez minutos talvez! - Ela confessou e eu ri.

- Ficou muito bom! Estou orgulhosa! - Eu ri e vi o sorrisinho travesso dela.

- Fiz uma desarmonização facial na vaca! - Ela deu uma boa gargalhada.

- Fez sim! - Eu soltei a Giovana e fui até o Flávio. - Eu também estou orgulhosa de você, Renatinha! Mas eu precisei retocar o seu trabalho.

- Ah, o delegado não dá muito tempo pra gente brincar de boneca! - A Renatinha reclamou.

- Férias, Flávio, foco nas férias! - O Flávio colocou o rosto entre as mãos e depois olhou pra mim. - Você está bem, Hana?

- Ah, ela está ótima! - A Renatinha deu uma risada e entregou o celular para o Flávio. - O colega mandou um foto e um informativo das coisas no hospital. Adorei o retoque que você fez! - Ela sorriu pra mim.

- Cara, doeu só de ver! Mais um pouquinho ficava cotoco-! - O Flávio fez uma careta e mostrou o celular para o gracinha.

- Chefe, melhor não estressar essa mulher! - O Anderson avisou ao Rafael, que foi olhar o que eles estavam vendo e eu ri.

- Eu posso te dizer a mesma coisa em relação a Giovana anderson! - O Rafael fez uma careta olhando a foto.

- Foi só um piquezinho, gente! - Eu ri deles, estavam parecendo sentir dor.

- O tanto que a Melissa vai rir de tudo isso... - O Flávio comentou.

- Flávio, eu posso falar com a Suzy? - Eu pedi e todos me olharam como se fosse a pior idéia do mundo.

- Tem certeza, Hana? - O Flávio me olhou como se não valesse a pena. - Olha, eu mal conheço essa mulher, mas o pouco que eu tive o desprazer já foi suficiente para imaginar o quanto ela te fez mal.

- Foi muito mais do que você pode imaginar, Flávio. Mas eu preciso, eu estou virando a página hoje, deixando tudo isso pra trás de uma vez por todas. - Eu expliquei.

- Ah, isso não vai ser bom! - O Rafael parecia muito preocupado só porque eu ia falar com a Suzy.

- Então, delegado Bonfim, o senhor b**e os pregou no porrete, mas deixa um tanto pra fora, é só pra ficar firme... - Eu me virei e vi um casal de senhores entrando na sala do Flávio com o Bonfim. Aquela senhora parecia tão familiar. - Ah! Olha, Geraldo, é ela! - Ela sorriu e veio em minha direção de braços abertos.

Ela me deu um abraço tão apertado, um abraço que me deixou toda arrepiada, foi como uma onda me tocando, uma onde de algo que eu nem sabia explicar, só que era muito bom.

- Hana! Eu sei que é você porque a Gigi me mostrou uma foto no celular do Rafa. Eu estou tão feliz em te conhecer. - Ela foi falando com uma alegria intensa e eu só deixei fluir e abracei aquela senhora da mesma forma que ela me abraçava. Era tão bom! Aquela energia fluindo dela pra mim era tão positiva! - Ai, eu fiquei emocionada, já me falaram tanto de você!

- O que é isso? - Eu o encarei por um momento.

- Ela tinha uma câmera no seu quarto, desde antes do seu pai falecer. - Eu olhei para o Flávio confusa.

- Como assim? Essa criatura nojenta me vigiava? Eu era o quê, um maldito brinquedo?

- Minha flor, olha pra mim? - O Rafael se sentou ao meu lado. - Ela te vigiava, por razões absurdas, se você vai falar com ela, você precisa saber, pra estar preparada, mas eu gostaria que você simplesmente deixasse isso tudo de lado e não falasse com aquela demônia! Isso vai te magoar muito!

- Rafa, eu preciso saber tudo e exorcizar essa história de uma vez! - Eu segurei a mão dele e me virei para o Flávio. - Conta tudo, delegado!

- Vamos lá, então. Sinto muito por te falar essas coisas, mas a Suzy instalou uma câmera porque desconfiou que você e seu pai tinham algo além de pai e filha, entende? - O Flávio era tão cuidadoso com as palavras, mas o impacto foi o mesmo.

- Essa mulher é doente? - Eu dei um pulo da cadeira. - Meu pai era um homem honrado e eu tinha seis anos quando ele morreu!

- Sim, eu sei e eu concordo com você, ela é nojenta! - O Flávio tocou minha mão gentilmente, demonstrou tanta solidariedade. Eu estava cercada de afeto e cuidado, mesmo estando em uma delegacia. - Mas, Hana, todos esses pen drives são tudo o que ela gravou do seu quarto, dia e noite, desde qua você tinha seis anos até você sair de casa aos dezoito. É muita coisa. E ela disse que pegou o Gregório várias vezes no seu quarto enquanto você dormia e o Rafael me disse que isso está sendo difícil para você desde que ela te contou.

- É, mas eu já resolvi esse problema. O Gregório me contou qu ela me dopava e eu ficava como morta, ele entrava no meu quarto e se masturbava, mas ele nunca me tocou. - Eu contei.

- E você acredita nele? - O Rafael perguntou.

- Nem ele mentiria com uma tesoura pronta pra cortar o membro dele, chefe! - O Rubens comentou e o Flávio deu uma risada.

- Pena que vão reimplantar. - A Renatinha lamentou.

- Sei não, Renatinha, essas coisas costumam dar meio errado. - O Flávio estava rindo. - Ai, essa foi ótima! Tá bom, Hana, então eu vou fazer o seguinte, edu vou mandar isso para a inteligência e eles vão assistir cada segundo, se aparecer algo do seu interesse eu aviso.

- Tudo bem! Posso ver a doente, agora? - Eu pedi e o Flávio olhou para o Rafael de novo. Eles pareciam deliberar silenciosamente o que iam me dizer.

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