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Chefe irresistível: sucumbindo ao seu toque romance Capítulo 801

“Patrício”

A Lisandra tentava se debater sob mim, mas eu a mantinha no lugar, com cuidado para não a machucar, mas sem dar espaço para que ela saísse correndo.

- Me solta! – Ela bateu o punho fechado em meu peito.

- Não posso, você está apenas de sutiã e de jeito nenhum que outro homem vai colocar os olhos no que é meu! – Eu respondi e dei mais um beijo em seu pescoço.

- Eu não sou sua! – Ela reclamou.

- Ah, você é, você pode até estar com raiva, mas você é minha. A forma como o seu corpo reage a mim deixa isso bem claro. – Eu reafirmei.

- Você é um... – Ela estava vermelha e adorável embaixo de mim.

- Um palerma. Eu sei. Mas nós vamos resolver isso, meu doce, porque eu sou o seu palerma e eu não posso viver sem você. – Eu falei com calma e não conseguia tirar o sorriso do rosto. Eu tinha mais certeza do que nunca que nós nos acertaríamos, era só uma questão de tempo e de que eu fizesse a coisa certa.

- Ei, vocês sabem que eu ainda estou aqui? – O Rick chamou de repente.

- Isso eu sei, Ricardo, eu só não entendi porque você ainda não saiu e fechou a maldita porta. – Eu reclamei sem tirar os olhos dela.

- Porque eu tenho papéis que precisam ser assinados com urgência. Você ficou fora alguns dias, esqueceu? Depois que você assinar tudo, aí você pode voltar para a sua pequena discussão doméstica. – O Rick abafou o riso.

- Você foi salva pelo gongo, meu doce. Mas não vai poder fugir de mim pra sempre. – Eu dei mais um beijo rápido em sua boca. – Rick, me espera na sala da minha linda, eu já vou lá assinar esse papéis.

O Rick saiu e escutei a porta sendo fechada. Então eu afaguei o seu rosto e olhando em seus olhos, antes de me levantar, eu ainda falei:

- As suas coisas, todas as suas coisas, estão onde deveriam estar, na nossa casa! – Dei mais um selinho nela e me levantei, me deleitando com a visão do seu corpo semi despido. – Você tem as chaves, meu doce, está tudo lá, só falta você.

Eu me afastei dela e saí da sala, indo assinar os tais papéis urgentes que o Rick disse. Ele estava me esperando, sentado na cadeira dela e com um sorriso de quem diz “te peguei”.

- Como é, se acertaram? – Ele perguntou.

- Ainda não, mas vamos. Ela vai me castigar primeiro e eu entendo isso. Ela quer ter certeza de que eu nunca mais vou magoá-la. Eu vi isso nos olhos dela.

- Espero que seja rápido. – O Rick me ofereceu um sorriso em apoio.

- Então vê se me ajuda e não interrompe de novo. – Falei e peguei os papéis para assinar.

Quando terminei de assinar os papéis, a Lisandra saiu da minha sala. Ela parecia estar bastante irritada e eu sorri, a achando encantadora com aquela expressão bravinha. Eu me levantei e saí da sala, precisava de um café e precisava dar um minuto pra ela.

- Pelo visto o seu bom humor voltou. – A Manu falou quando me viu voltando com uma caneca de café.

- A Manuzinha, ela me ama! – Eu sorri e a Manu riu também.

- Ela te ama, mas nesse momento ela quer torcer o seu pescoço, Pat. – Nisso eu concordava com a Manu.

- Mas eu vou trabalhar para ela me perdoar. Você vai ver.

- Tomara que seja rápido, porque eu já prevejo dias de fúria nesse escritório, como foi logo que você voltou de viagem. – A Manu suspirou, me pareceu um pouco triste.

- Aqui, senhorita. E feche a porta dessa vez! – Eu estava pegando um doce na caixa e o coloquei na boca. Ela me olhou irritada.

- Eu não vou cair nesse truque! – Ela cruzou os braços.

- Não é um truque, senhorita, eu quero discutir com você o contrato que você deixou sobre a minha mesa. – Era uma mentira, mas se ela queria falar só sobre trabalho, eu usaria isso para falar com ela e para ficar bem perto dela.

- O que há para discutir? Eu fiz a revisão e os ajustes. É só o senhor ler. – Ela insistiu.

- Que eu saiba, eu ainda sou o seu chefe! E eu quero discutir o contrato, por isso você vai se sentar aqui e discutir o contrato comigo. – Eu falei sério e ela bufou, mas caminhou e se jogou na poltrona ao lado do sofá.

Pela hora seguinte nós repassamos todo o contrato e ela foi relaxando a medida que o assunto girou apenas em torno do trabalho. Mas quando terminamos eu peguei a caixa de doces, me levantei e ajoelhei diante dela, colocando a caixa em seu colo e impedindo que ela se levantasse. Quando ela abriu a boca para protestar eu coloquei um doce na boca dela. Ela não teve escolha, mastigou o doce e tentou disfarçar o prazer que sentia com o sabor.

- Muito bem, você só tem que ouvir agora. – Eu a encarei. – Eu nunca te trairia, porque eu te amo. Eu fui um idiota, porque eu deveria ter afastado aquela mulher, mas ela me pegou desprevenido e me deixou sem ação, de um jeito ruim.

Ela havia engolido o doce e abriu a boca mais uma vez para falar, então eu coloquei outro doce e os olhos dela se abriram mais em uma espécie de indignação.

- Eu não a beijei, embora ela tenha me agarrado. E eu te peço perdão por aquilo ter acontecido. Mas eu te amo, mais do que tudo no mundo e eu não posso viver sem você. Me perdoa, meu doce. Volta pra mim. – Eu suplicava ali diante dela. Ela acabou de mastigar e engolir o doce que tinha na boca.

- Eu preciso de um tempo. Eu vou pensar no que você disse e quando eu estiver pronta nós conversamos. – Ela falou com calma e eu percebi o quanto eu a magoei.

- Está bem! – Eu suspirei e me levantei. – Eu vou esperar, mas eu não vou desistir. – Ela se levantou e ia deixar os doces sobre a mesa, mas eu a segurei. – Por favor, são seus favoritos.

Ela olhou para a caixa em suas mãos e decidiu levá-la com ela. Ela saiu e me deixou ali sozinho sofrendo pelo abismo que havia entre nós naquele momento. Mas pelo menos ela estava aqui, perto o suficiente para que eu pudesse vê-la e tentar ser perdoado.

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