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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 653

~ BIANCA ~

Montepulciano estava linda naquela tarde de quinta-feira.

Sol quente mas não escaldante. Brisa suave trazendo cheiro de vinhas maduras das colinas ao redor. Turistas passeando pelas ruas estreitas de pedra com aquela preguiça característica de quem está de férias.

Nico e eu estávamos sentados em mesinha pequena na frente da gelateria principal da praça central.

Ele tinha insistido em vir até aqui depois que contei sobre a descoberta de Alessandro. Disse que precisava processar longe de Florença. Longe do apartamento. Em território familiar.

Eu tinha concordado. Também precisava de ar fresco. De perspectiva.

E, honestamente, de gelato excepcional.

Estava saboreando bacio — avelã com chocolate — enquanto Nico mexia distraído no pistachio dele sem realmente comer muito.

— Eu ainda não acredito nisso — disse eventualmente, olhando para a pasta discreta que estava na bolsa ao meu lado. — Renata...?

— Mas faz sentido, não faz? Como ela conseguiu dinheiro para advogados caros tão rapidamente? — enumerei. — Como comprou aquela propriedade nova com entrada substancial? Como está vivendo acima do salário declarado dela? Explicaria tudo isso.

— Ainda assim — Nico argumentou, finalmente comendo um pouco do gelato dele — é colocar muito em risco. Incluindo a própria vida. Isso não é brincadeira. Essas pessoas são perigosas.

Concordei com a cabeça.

— Renata parece ser exatamente o tipo de pessoa que gosta de viver no limite — observei. — Que acha que é mais esperta que todo mundo. Que pode se safar de qualquer coisa.

— E geralmente se safa — Nico disse com amargura.

Ia responder quando o movimento na entrada da praça chamou minha atenção.

Renata.

Caminhando com aquela confiança excessiva característica.

Ela tinha concordado em se encontrar conosco depois que mandei mensagem dizendo que "precisávamos conversar urgentemente sobre o futuro da Bella".

Obviamente tinha achado que seria sobre eu implorar ou oferecer dinheiro novamente.

Estava prestes a ter surpresa desagradável.

Renata atravessou a praça em nossa direção, tirando os óculos escuros quando chegou perto.

Seus olhos encontraram os meus por segundo a mais do que necessário.

E naquele segundo, vi algo que não esperava.

Alívio.

Breve. Quase imperceptível. Mas definitivamente alívio ao ver que eu estava bem. Recuperada. Viva.

O que era... confuso. Contraditório. Não combinava com mulher que tinha tentado me tirar da estrada. Que tinha colocado fogo na Tenuta.

Mas durou apenas momento antes da máscara fria voltar.

— Bianca — cumprimentou com falsa cordialidade. — Que surpresa te ver andando. Achei que ainda estivesse acamada.

— Decepcionada? — rebati com doçura igualmente falsa.

Ela ignorou, puxando cadeira e se sentando sem ser convidada.

— Então — começou, cruzando as pernas elegantemente — sobre o que queriam conversar tão urgentemente? Finalmente prontos para serem razoáveis?

Coloquei minha colher no prato vazio, limpei as mãos no guardanapo, e olhei diretamente para ela.

— Vou logo ao assunto — declarei com voz neutra e profissional. — Tenho uma proposta para você.

Renata ergueu uma sobrancelha perfeitamente delineada.

— Proposta? Interessante. Continue.

— Quero que você desista da guarda da Bella — disse diretamente, sem rodeios.

Houve momento de silêncio absoluto.

Então Renata piscou.

— O quê?

Renata revirou os olhos com exasperação teatral.

— Ameaças vazias então, Nico? — provocou. — Os Bellucci te ensinaram a blefar, mas esqueceram de te dar cartas boas?

— Ameaças completamente embasadas — corrigi, alcançando minha bolsa.

Peguei a pasta que estava guardada ali. Discreta. Mas contendo informações que podiam destruir a vida dela.

Empurrei através da mesa pequena na direção de Renata.

Ela olhou para pasta como se fosse uma cobra venenosa.

— O que é isso?

— Abra — instruí simplesmente.

Ela hesitou por momento longo. Então, com movimentos deliberadamente lentos, pegou a pasta e abriu.

Comecei a observar cada micro expressão enquanto ela lia.

— Isso é... — começou.

— Registro de investigação policial — completei por ela. — Sobre seu envolvimento como mula em operação de tráfico.

Renata fechou a pasta bruscamente, jogando na mesa.

Inclinei levemente para frente.

— Sabemos que você "trabalhou" como mula — disse, fazendo aspas com dedos ao redor de "trabalhou". — E isso levanta questões muito sérias sobre seu julgamento. Suas associações. Sua capacidade de prover ambiente seguro para criança.

Pausei, deixando informação assentar.

— Você pode desistir da guarda agora — ofereci com voz perfeitamente calma e profissional. — E arquivamos isso. Não apresentamos ao juiz. Fica entre nós.

Olhei diretamente nos olhos dela.

— Ou você pode ir em frente com processo — continuei. — E nós vamos apresentar todas essas provas ao juiz. Cada página. Cada detalhe. Cada conexão suspeita. Você decide.

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