Entrar Via

Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 725

~ BIANCA ~

Na segunda-feira à tarde, eu voltei para a Bellucci como quem está retomando um pedaço de si.

Eu atravessei a entrada do prédio com a mesma postura que eu sempre tive, mas com uma diferença essencial: eu não estava mais tentando provar nada.

Durante semanas, eu tinha vivido com a sensação de que meu nome estava sendo usado como arma por gente que nunca me conheceu de verdade.

E a parte mais cruel disso é que a mentira sempre ganha mais espaço do que a normalidade.

O que dá manchete é “madrasta sequestradora”. O que dá clique é “escândalo”. O que rende comentário é a versão mais fácil de odiar.

Mas o que eu tinha agora era a parte que ninguém na internet consegue roubar: o famoso “quem me conhece sabe”.

E eles sabiam.

Sabiam de verdade.

Christian tinha conseguido domar o conselho do jeito que eu sabia que ele conseguiria: com fatos que não deixavam espaço para interpretação maldosa.

Ele colocou tudo sobre a mesa — literalmente — e, quando terminou, a narrativa da armação ficou tão evidente que até os mais cínicos tiveram que engolir o orgulho.

Houve uma nota na mídia.

Uma “retificação” que parecia importante no papel e pequena no mundo.

Porque, claro, a família feliz sempre ganha menos espaço do que o caos.

Mas eu não ligava.

Eu tinha coisas maiores para proteger do que a opinião de desconhecidos.

Ainda assim, eu não fui ingênua. Eu sabia que a tal “nota” não apagava semanas de insinuação. Ela só devolvia ao jogo uma coisa que eu sempre prefiro: um terreno de fatos.

O retorno ao cargo também não vinha com romantismo. Eu estava oficialmente de volta como COO. Mas eu precisei ajustar a dinâmica para caber na minha nova realidade. Trabalho metade presencial, metade remoto. Uma decisão logística, não política. Eu ia morar em Montepulciano, e isso significava organizar a semana com inteligência: presença suficiente para liderar, distância suficiente para viver. Era hora de manter a empresa respirando enquanto eu mantinha a minha casa inteira.

Quando eu subi para o andar executivo, o elevador me devolveu aquela sensação familiar: o corredor, o carpete, o cheiro de limpeza cara, o silêncio que sempre pareceu controle.

A porta do meu escritório estava fechada.

Meu nome ainda estava ali.

Eu segurei a maçaneta por um segundo antes de entrar, só para sentir.

Quando eu abri, encontrei Matheus sentado à mesa.

Não na cadeira principal.

Na de convidado.

O detalhe me fez sorrir antes mesmo de qualquer palavra.

Matheus levantou no mesmo instante em que eu entrei.

Ele tinha aquele jeito de homem que aprendeu a ser discreto até quando merece aplauso.

E, mesmo assim, os olhos dele estavam mais leves.

— Eu queria te devolver a coroa oficialmente — ele disse, com um sorriso que tinha humor e respeito na medida certa. — Simbolicamente, claro. Eu não comprei uma coroa.

Eu ri.

O riso saiu fácil, sem defesa.

— Ainda bem — eu respondi. — Seria um gasto desnecessário. Eu tenho um conselho inteiro para me lembrar do peso.

Ele riu também, e a sala pareceu menos sala e mais lugar.

— E eu aposto que você deve ter alguma no seu closet.

Fingi pensar:

— Talvez — respondi enquanto ríamos novamente.

Eu caminhei até ele e abracei.

Um abraço firme.

Sem aquela formalidade que o prédio costuma exigir.

Eu senti o corpo dele travar um segundo, como se ele ainda não tivesse se acostumado a ser… valorizado assim.

— Eu nunca vou poder te agradecer por tudo o que você fez por mim — eu disse, baixo.

Matheus respirou fundo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango )