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Comprei um Gigolô e ele era um Bilionário (Kayla Sango ) romance Capítulo 714

~ BIANCA ~

No dia seguinte, eu fui até a sede da Bellucci de novo.

Não porque eu estivesse fingindo normalidade. Porque a normalidade tinha acabado na hora em que meu nome virou manchete junto com a palavra “sequestro”.

E sim porque nós tínhamos combinado: nada de mensagem, nada de ligação, nada de áudio dramático. Pessoalmente.

Renata não era só uma mulher vingativa, ela era uma mulher inteligente. Entendia como uma peça pequena pode virar uma avalanche se você souber em qual encosta empurrar. E eu não fazia ideia do alcance dela. Eu só sabia que subestimá-la era um luxo que eu não tinha.

Se Renata conseguisse colocar as mãos no meu telefone, num histórico, em qualquer frase minha fora de contexto, ela transformaria isso em prova de perseguição. Eu respirei e decidi: não vai ter munição. Só ação.

Então eu entrei no prédio com o coração na mão.

O elevador me levou até o andar executivo e, por um segundo, eu senti a estranheza física: aquele caminho ainda era meu, mas a cadeira lá em cima não era.

O meu nome estava na porta.

Mas quem estava sentado na minha sala era Matheus.

E ainda assim, eu subi direto, sem pedir licença a ninguém.

Porque o que estava em jogo não era uma agenda.

Era uma criança.

Quando eu empurrei a porta, encontrei exatamente o que eu esperava: Mia estava encostada no armário, braços cruzados, parecendo irritada demais para alguém que tinha acabado de chegar. Dante estava jogado na poltrona como se aquela fosse uma reunião de entretenimento, não de crise.

E Matheus… Matheus estava na minha cadeira com um corpo que dizia “eu não dormi direito”.

Dante levantou o olhar primeiro e abriu um sorriso daquele tipo que dá vontade de jogar uma garrafa nele.

— Ótimo — ele disse. — A princesa do caos chegou. — E se virou para Matheus antes de continuar. — Agora você já pode contar pra gente como foi o plano.

Eu larguei a bolsa em cima do meu antigo aparador e fui direto até a mesa, me deixando cair na cadeira diante de Matheus, como se ela pudesse me sustentar por um segundo.

— Como nós não recebemos nenhuma ligação da polícia ontem à noite pra ir buscar a Bella — eu disse, e minha voz saiu mais calma do que eu me sentia — eu imagino que não tenha saído como o esperado.

Eu ouvi minha própria frase e odiei o quão racional ela soou. Como se eu estivesse falando de um contrato que não fechou, e não de uma tentativa de colocar uma criança em segurança sem dar à Renata mais uma vitória.

— Eu fiquei acordada esperando um telefone tocar — eu continuei, porque precisava preencher o silêncio antes que ele virasse pânico. — Qualquer coisa. Um número desconhecido. Uma viatura pedindo pra gente ir buscar a Bella. O tipo de ligação que, por pior que seja, significa que alguém viu o que precisava ver.

Mia virou o rosto para a janela, inquieta.

— Não tocou — ela murmurou.

— Não tocou — eu confirmei.

Eu notei o detalhe que ninguém comentou: o olhar do Matheus não estava no lugar. Ele acompanhava a conversa, mas parecia meio segundo atrasado, como se ainda estivesse numa sala diferente, tentando calcular a próxima saída.

— Você tá bem? — eu perguntei baixo.

Matheus fez um aceno mínimo, e esse aceno mínimo me irritou. Porque eu conhecia aquele tipo de “tô bem” que é só uma forma de manter todo mundo funcionando.

Dante, talvez pela primeira vez, não fez piada.

— Conta do começo — ele disse, menos insolente. — Onde desandou.

Matheus inspirou, como se decidisse por qual parte da noite ele precisava começar.

— Eu diria que passou longe de sair como o esperado — ele falou. — Terminou comigo correndo pela casa dela com uma arma apontada pra minha cabeça.

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