Entrar Via

Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 121

Marcelo encarou o amigo de forma fria.

— É ela!— respondeu fechando a mão em punho.

A música mudou novamente, mais lenta, mais envolvente, com uma batida grave que vibrava no chão e subia pelas pernas. Milena girou no centro do palco e foi nesse movimento que o viu, ele estava ali.

Sentado em uma das mesas laterais, postura rígida, olhar fixo, intenso demais para ser confundido com curiosidade casual. Marcelo não piscava. Não desviava. Não respirava com naturalidade.

O mundo dela silenciou. Por um segundo, o medo veio primeiro. Um medo real, cru, de ter sido descoberta, de não conseguir sustentar a mentira que iria contar. De ver nos olhos dele desprezo ou indiferença. Mas quase no mesmo instante, outra sensação se sobrepôs.

Adrenalina.

O tipo de energia que percorre o corpo inteiro e transforma vulnerabilidade em poder.

Ela poderia ter fingido não ver, ter inventado uma desculpa e saído do palco, mas não interrompeu a dança. Ao contrário. Caminhou com passos calculados, mantendo o ritmo, deixando que os saltos marcassem o chão no compasso da música. Cada movimento agora era consciente. Cada giro tinha direção.

Na direção dele.

Marcelo não se mexeu quando ela se aproximou. Apenas acompanhou com o olhar, como se estivesse analisando uma prova irrefutável de algo que já desconfiava. Quando os olhares finalmente se encontraram, não houve dúvida.

Ele a reconheceu pelo olhar inconfundível.

Milena sustentou aquele contato por um segundo mais longo do que deveria. Desafiador. Intenso. Vulnerável e provocador ao mesmo tempo.

Marcelo apoiou os cotovelos na mesa e, sem tirar os olhos dela, falou com voz baixa e controlada:

— Deixem a mesa.

Alan hesitou, mas obedeceu. Thomas levantou-se logo depois. Antes de sair completamente, Alan tocou o ombro de uma das funcionárias do salão, que chamou Caendra, e explicou rapidamente a situação em tom discreto.

— Aquele homem procura aquela mulher igual um louco. Preciso que me ajude a dar privacidade para os dois.

Caendra olhou para Milena por um instante. Entendeu sem que precisasse de detalhes. Com um gesto sutil, orientou os seguranças e fechou aquela ala do salão, mantendo distância respeitosa dos demais clientes.

Em poucos minutos, restaram apenas eles. A música continuava, mas parecia mais baixa agora, como trilha particular de um confronto inevitável.

Marcelo recostou-se na cadeira, os olhos escurecidos por algo que misturava desejo, incredulidade e uma ponta perigosa de orgulho ferido.

— Então é aqui que você se esconde? — perguntou, sem elevar a voz.

Milena não conseguiu responder. Em vez disso, começou a dançar, como se cada movimento fosse uma frase não dita.

Ela circulou a mesa lentamente, mantendo distância suficiente para não tocá-lo. O vestido curto do figurino acompanhava o ritmo do corpo. Ela se inclinava, girava, recuava, aproximava-se novamente, sempre sem ultrapassar a linha invisível que separava provocação de rendição.

Marcelo acompanhava cada gesto. O maxilar travado. Os dedos apertando a borda da mesa. Ela parou diante dele, a poucos centímetros, mas sem encostar. Desceu o olhar pelo peito dele, depois voltou aos olhos. Deslizou a mão pelo próprio braço, pelo pescoço, pelo contorno da cintura, como se desenhasse no próprio corpo aquilo que ele um dia conheceu de memória.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário