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Contrato de Barriga de Aluguel para o Bilionário romance Capítulo 160

Alan não lembrava do trajeto até o hospital. Só lembrava do som da própria respiração descompassada e da voz de Ethan ecoando na cabeça.

Quando finalmente chegou, entrou no hospital sem realmente ver quem estava na frente. Disse o nome dela mais de uma vez, a voz urgente, quase falhando, até que alguém o direcionou. Cada passo carregava uma ansiedade que ele não conseguia controlar. Quando viu Ethan parado do lado de fora da sala, o corpo inteiro travou por um segundo.

— Ela está bem?

Ethan assentiu, mantendo a calma.

— Está bem. Estão terminando de preparar a sala e já vamos levar ela. Lívia acabou de perguntar por você.

Os olhos de Alan brilharam. Ele abriu a porta indicada e entrou. Lívia estava na cama, o rosto suado, os cabelos presos de qualquer jeito, a respiração irregular tentando acompanhar o ritmo das contrações. Ela abriu os olhos ao sentir a presença dele.

— Que bom que conseguiu chegar a tempo.

Ele se aproximou sem pensar, segurando a mão dela com cuidado, como se tivesse medo de apertar demais.

— Obrigado por me chamar. Eu estava com medo de perder isso.

As horas seguintes passaram em um ritmo que ele não sabia medir. Alan não saiu do lado dela. Segurava sua mão, ajudava na respiração, repetia o que os médicos diziam como se aquilo também fosse necessário para ele se manter firme. Cada contração fazia o corpo dela se tensionar, e ele sentia junto, impotente, mas presente.

— Você consegue... — disse uma vez, mais baixo, quando ela fechou os olhos com força.

— Eu sei... — respondeu, sem abrir os olhos, mas apertando a mão dele com mais força.

Ethan conduzia tudo com precisão, mas em silêncio. Observava, orientava, fazia o necessário. Em determinado momento, deu um passo para trás. Não havia espaço para ele naquele momento além do papel de médico, e ele aceitou isso com uma tranquilidade que surpreendia até ele mesmo.

O choro da bebê veio forte, preenchendo o quarto inteiro. Alan parou de respirar por um segundo. Tudo dentro dele pareceu se reorganizar naquele som.

— Que menina linda.— disse a enfermeira, com um sorriso.— Parabéns mamãe, você fez um ótimo trabalho.

Lívia fechou os olhos, deixando uma lágrima escapar sem esforço. Alan não conseguiu segurar. O rosto se contraiu, a emoção veio sem aviso, sem controle.

Quando colocaram a bebê nos braços de Lívia, ele se aproximou devagar, como se tivesse medo de interromper aquele momento.

— Posso?

Ela assentiu de leve.

Alan pegou a filha com cuidado, os olhos presos naquele rosto pequeno demais para tudo que ele estava sentindo.

— Oi… — disse baixo, quase sem voz. — Eu sou seu pai.

Ali, não havia culpa. Só uma sensação estranha de pertencimento, como se, finalmente, alguma coisa dentro dele estivesse no lugar certo.

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