Milena sorriu olhando nos olhos dele, sem responder, aproximou o rosto e tocou os lábios dele. O beijo começou leve, Marcelo não se afastou nem quando começou a subir as escadas. Ela aprofundou o beijo, os dedos se prendendo de leve à camisa dele. Cada passo era firme, mas sem pressa. Quando chegaram ao quarto, ele fechou a porta com o pé.
— Parece que tem alguém faminto?— ela murmurou nos lábios dele.
Sem responder ele a deitou na cama com cuidado, ficou sobre ela, apoiado nos antebraços, os olhos escuros percorrendo o rosto dela como se quisesse guardar cada detalhe. Milena ergueu a mão e tocou o maxilar dele, sentindo a barba por fazer arranhar de leve os dedos.
— Você cuidou de tudo hoje — murmurou ela, a voz baixa. — Não sei como te agradecer.
Marcelo inclinou a cabeça, roçando os lábios nos dela num beijo lento, quase preguiçoso.
— Não precisa agradecer. Só quero você. Toda você. Sem pressa, sem crianças chamando, sem o mundo lá fora.
O beijo se aprofundou aos poucos. Não era urgente, era faminto de um jeito calmo. A língua dele encontrou a dela num toque macio que fez Milena soltar um suspiro baixo contra a boca dele. As mãos dela subiram pelas costas largas, sentindo os músculos se contraírem sob o tecido da camisa.
Ele desceu os beijos para o pescoço dela, mordiscando de leve a pele sensível logo abaixo da orelha, exatamente onde sabia que ela ficava mais sensível. Milena arqueou o corpo de leve, um gemido suave escapando dos lábios.
— Marcelo… — sussurrou o nome dele como uma oração.
As mãos dele deslizaram pela blusa dela, levantando o tecido devagar, expondo a pele quente. Os dedos traçavam linhas leves sobre a barriga, subindo até os seios, tocando com reverência. Ele não tirou a roupa dela de uma vez. Em vez disso, beijou cada pedaço que ia revelando.
— Tão linda… — murmurou contra a curva do seio, a voz rouca. — Mesmo após o caos... você ainda é a coisa mais gostosa que eu já vi.
Milena sorriu, os olhos semicerrados de prazer. Puxou a camisa dele para cima, ajudando-o a tirá-la. As mãos dela exploraram o peito definido, descendo pela barriga até o cós da calça. Ela o sentiu duro contra a coxa e mordeu o lábio inferior, o desejo crescendo devagar, quente e doce.
— Vem cá... — pediu ela, a voz baixa e safada, mas ainda cheia de carinho. — Quero você intenso pra mim.
Marcelo obedeceu, baixando o corpo até que estivessem colados. A pele dele queimava contra a dela. Ele se movimentou devagar, roçando o quadril no dela, criando uma fricção gostosa que fazia os dois suspirarem juntos. Os beijos voltaram, mais intensos agora, línguas se entrelaçando enquanto as mãos dele apertavam a cintura dela com possessividade carinhosa.
Ele desceu mais, beijando a barriga, o umbigo, descendo até a borda da calça. Tirou a roupa dela com paciência, beijando cada centímetro de pele revelada. Quando chegou entre as pernas dela, Milena já estava molhada, ansiosa. Marcelo olhou para cima, os olhos escuros brilhando de desejo e amor.
— Deixa eu te cuidar agora... — disse, antes de baixar a cabeça.


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