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Da Cama Para o Altar: Um contrato com o meu Chefe romance Capítulo 172

“O problema de homens emocionalmente fechados é que quase sempre eles descobrem o próprio amor apenas no instante em que começam a correr o risco de perdê-lo.”

Edward Fitzgerald sempre soube exatamente como controlar empresas, negociações e pessoas… o único problema era perceber que nunca aprendeu o que fazer quando o próprio coração finalmente começava a sair do controle.

Ele saiu do apartamento de Dayse carregando dentro do peito um tipo de irritação que já não conseguia distinguir se era raiva dela, de si mesmo ou do silêncio maldito que destruiu tudo no instante em que ela perguntou qual lugar ocupava na vida dele e ele simplesmente não conseguiu responder.

Porque aquela era a verdade mais humilhante de todas.

Edward Fitzgerald, homem acostumado a controlar reuniões bilionárias, destruir adversários em poucos minutos e conduzir negociações complexas sem jamais demonstrar hesitação diante de ninguém, tinha travado completamente no momento mais simples e importante da própria vida.

O som da porta do prédio se fechando atrás dele ecoou de maneira seca enquanto caminhava rapidamente até o carro, e a expressão perigosamente fechada fazia com que qualquer pessoa minimamente inteligente entendesse imediatamente que aquele definitivamente não era um bom momento para atravessar o caminho do empresário.

Ele entrou no carro com movimentos bruscos, batendo a porta com força. Apoiou as mãos no volante e permaneceu imóvel por alguns segundos enquanto tentava inutilmente controlar a própria respiração.

A pergunta dela ainda continuava ecoando dentro da cabeça dele de maneira quase insuportável.

“Talvez você possa finalmente me explicar exatamente o que eu sou na sua vida.”

Edward fechou os olhos por um instante.

Porque o pior não era perceber que Dayse estava machucada. O pior era saber que ela tinha razão.

Ele nunca deu a Dayse um lugar claro dentro da própria vida, não oficialmente, não verbalmente e definitivamente não da maneira que uma mulher como ela merecia receber.

A verdade era que Dayse já mexia com ele muito antes do contrato, antes da convivência diária, antes dos beijos e muito antes dela passar a noite inteira dormindo nos braços dele como se sempre tivesse pertencido àquele lugar.

Dayse Whitmore já mexia com ele muito antes de perceber.

Muito antes de admitir. Muito antes de perder completamente o controle.

Edward soltou uma risada seca e amarga enquanto ligava o carro.

Era mesmo um idiota.

O pior era perceber que talvez tivesse usado aquele erro na empresa como desculpa para se aproximar dela desde o início, principalmente depois da noite em que passou horas com Dayse nos próprios braços naquela noite no bar.

Só podia ser o destino dando uma forcinha.

Mas agora, ele simplesmente havia colocado tudo a perder, porque não conseguia expor o que de fato sentia por ela.

O carro arrancou de maneira agressiva pelas ruas de Manhattan enquanto a chuva fina começava lentamente a cobrir a cidade, deixando os prédios acinzentados ainda mais frios sob o céu pesado daquela manhã.

Edward dirigia rápido demais. Mas nem ele próprio sabia para onde estava indo.

Sabia apenas que não conseguiria entrar na empresa fingindo normalidade enquanto a imagem de Dayse usando o sobrenome “senhor Fitzgerald” ainda queimava dentro do peito dele como uma espécie de punição silenciosa.

Aquilo tinha machucado mais do que deveria.

Muito mais.

O celular tocou no banco ao lado.

Edward pegou imediatamente sem sequer olhar o visor.

— Remarque tudo.

Adrian ficou em silêncio por alguns segundos do outro lado da ligação antes de responder calmamente:

— Tudo o quê exatamente?

— Todas as reuniões de hoje.

A voz de Edward saiu mais fria e cansada do que normalmente saía.

— Inclusive a reunião com os investidores de Chicago?

— Principalmente essa.

O silêncio voltou a surgir do outro lado da linha, e Adrian conhecia Edward bem demais para perceber que alguma coisa claramente havia acontecido, porque homens como Edward Fitzgerald não cancelavam compromissos importantes simplesmente porque estavam irritados.

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