“Quando o ciúme encontra álcool, o desejo perde completamente o freio.”
Depois da tensão constrangedora com a mulher na beira da piscina, o grupo tentou voltar ao clima descontraído, mas o ar ainda estava carregado de eletricidade. Clara, sempre prática, decidiu que a melhor solução era pedir mais uma rodada de drinks. Depois outra, e mais outra. As taças de coquetel rosé e margarita não paravam de chegar, e as meninas começaram a beber demais, ficando cada vez mais soltas, falantes e sem filtro.
As conversas, que antes eram leves, rapidamente viraram hilárias e extremamente picantes. Clara contava histórias absurdas de suas últimas noites com Adrian que corava mais no fundo, gostava de ouvir a empolgação da namorada. Marina ria tanto que lágrimas escorriam pelo seu rosto, e Daniel tentava desesperadamente mudar de assunto, ficando cada vez mais vermelho. Dayse, que normalmente mantinha certa compostura, foi a que mais surpreendeu a todos, inclusive Edward.
Com várias taças na cabeça, ela estava completamente bêbada, desinibida e tarada. Sentada bem colada a Edward, não parava de provocá-lo. Sua mão deslizava pela coxa dele por baixo da toalha, os dedos traçando círculos perigosamente perto da virilha. Ela se inclinou várias vezes, encostando os lábios no ouvido dele e sussurrando coisas que o faziam tensionar o corpo inteiro.
— Eu tô molhada só de olhar pra você… — murmurou com a voz rouca e manhosa. — Quero chupar esse pau gostoso agora, bem devagar, até você implorar pra gozar na minha boca.
Edward respirou fundo, travando o maxilar travado enquanto os olhos escureciam de desejo. Ele apertava a coxa dela com força, tentando manter o controle.
Marina, que estava bebendo naquele exato momento, arregalou os olhos e cuspiu a bebida toda para o lado, tossindo sem parar. Daniel ficou vermelho como um tomate e cobriu o rosto com as duas mãos, completamente envergonhado.
— Meu Deus, Dayse! — exclamou ela, chocada.
Daniel ficou vermelho como um tomate e cobriu o rosto inteiro com as duas mãos, envergonhado demais para olhar para a irmã.
— Pelo amor de Deus… — murmurou, mortificado. — Eu não acredito que acabei de ouvir isso da minha irmã…
Clara, completamente bêbada e sem nenhum filtro, levantou os braços animada e gritou alto o suficiente para chamar atenção de algumas pessoas ao redor:
— Isso aí, amiga! Mostra a pantera que existe dentro de você! Chupa esse homem até ele esquecer o próprio nome! Vai, Dayse!
Edward soltou uma risada baixa e rouca, mas seu corpo estava claramente tenso de excitação. Ele virou o rosto para Dayse, com os olhos queimando, e segurou o queixo dela com firmeza, aproximando a boca do ouvido dela:
— Pequena, não me provoca.
Dayse precisou prender a risada. Era quase engraçado ouvir aquilo vindo de Edward Fitzgerald. O homem que passava a vida inteira controlando tudo parecia perigosamente próximo de esquecer o significado da própria palavra controle.
Ela mordeu o lábio inferior e sussurrou de volta:
— Porque senhor meu noivo, não gosta?
Dayse ergueu os olhos para ele e precisou morder o próprio lábio para não sorrir.
Porque conhecia Edward Fitzgerald.
Conhecia o homem controlado, arrogante e perigosamente disciplinado que passava os dias inteiros comandando empresas, negociando milhões e fazendo executivos experientes perderem a coragem apenas com um olhar.
E era exatamente por isso que a expressão dele naquele momento provocava uma satisfação quase infantil dentro dela.
A mandíbula masculina estava tensionada. Os ombros rígidos. Os olhos escurecidos.
Edward estava tentando manter o controle. Tentando e fracassando.

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