Ou talvez Carlos até quisesse a criança.
Quem poderia saber?
Zuleica apenas não tinha coragem de apostar.
— Você pretende manter o bebê, e por isso usou a desculpa de ir embora? — perguntou Naiara.
— Sim. Mas há outro motivo. O Carlos de agora me dá medo.
Naiara compreendia a impotência e a desorientação da mulher à sua frente. Quando se casou com Carlos no passado, também havia passado por uma tormenta de sentimentos complexos.
Ir embora era o melhor. Afastar-se de Carlos significava afastar-se de um desastre.
— Quando você parte?
— Primeiro vou passar o ponto da floricultura. Depois, me despeço das meninas. E então vou embora.
— E o Carlos permitiu que você saísse assim?
Zuleica deu um sorriso melancólico.
— Ele mandou eu dar o fora logo.
Naiara ficou em silêncio.
Era mesmo um canalha que nunca mudava. Frio e sem coração.
Naiara sentiu compaixão.
— Quando chegar lá, mantenha contato comigo. Eu já tenho bastante experiência com a gravidez, então qualquer dúvida, pode me perguntar. Não sofra sozinha. Lembre-se, eu sou sua amiga. Não se esqueça disso.
Os olhos de Zuleica marejaram.
— Eu queria te pedir desculpas uma última ve...
— Não diga isso — cortou Naiara suavemente. — Eu já perdoei você há muito tempo. Se somos amigas, não existe essa história de quem deve o quê a quem. Valorize-se, cuide bem de si mesma, e essa será a maior compensação que você pode me dar.
— Tudo bem. — Zuleica engoliu as lágrimas. — Quando formos nos despedir, posso te dar um abraço?
O sorriso de Naiara foi caloroso.
— Coincidentemente, eu também queria te dar um abraço.
Zuleica então se lembrou de algo importante.


Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...