Carlos se aproximou e, primeiro, lançou um olhar de soslaio para o veículo.
— Trocou de carro?
Naiara sentiu o cheiro forte de álcool exalando dele. Era insuportável.
Ela deu dois passos para trás.
— Já troquei faz tempo.
— Por que não está dirigindo o antigo?
— Porque não quero.
Talvez por ainda ter a conversa com Zuleica fresca na mente, a atitude de Naiara para com Carlos estava glacial.
Ele franziu as sobrancelhas.
— Não quer porque fui eu quem comprou?
Naiara respondeu com desdém:
— Acertou em cheio. Qualquer coisa que tenha a ver com você, eu não quero.
— Ah, é? — Carlos encostou-se no carro com um sorriso cínico. — Mas você já foi usada por mim. Como fazemos com isso?
Naiara ficou em silêncio por um instante, o nojo revirando seu estômago.
— Carlos Lucca, você tem problema mental, não é?!
Ele curvou os lábios em um sorriso debochado, quase perverso.
— Estou apenas constatando um fato. Você já foi minha.
Naiara lembrou a si mesma de manter a calma. As provocações baratas dele tinham o único propósito de fazê-la perder a linha. Se ela demonstrasse raiva, ele ficaria satisfeito.
Ela, então, também deu um meio sorriso.
— Se você quer usar essa lógica, então não seria o contrário? Você também foi usado por mim. A diferença é que, depois de usar, percebi que não passava de lixo, e joguei fora.
Carlos ficou sem palavras, o rosto contorcendo-se em raiva imediata.
— Naiara! Você se acha grande coisa, não é? Pensa que só porque virou vice-presidente de alguma empresa agora é superior? Deixe-me te dar um choque de realidade: a sua origem já determinou o seu destino. Você nunca, jamais, será aceita na alta sociedade!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...