Gualter, ainda de mau humor, resmungou:
— O que foi?
Quitéria tirou uma sacola de dentro da gaveta.
— São especialidades da minha terra natal. Trouxe um pouco para você provar.
A primeira reação de Gualter foi o sarcasmo.
— Aqueles seus pais sanguessugas vieram atrás de você de novo?
Quitéria sabia que Gualter detestava seus pais e se apressou em explicar.
— Não, não! Foi um conterrâneo meu que veio visitar a cidade e acabou trazendo para mim.
— Ah, tá — resmungou ele. — Não quero. Fica para você.
— Eu sei que não é nada muito sofisticado, mas, por favor, não despreze. Fica com isso.
Gualter franziu a testa, impaciente.
— Eu já disse que não quero! Ficou surda?
A expressão de Quitéria murchou em decepção e constrangimento, mas ela ainda tentou forçar um sorriso.
— Tudo bem, então.
Ela guardou a sacola de volta na gaveta e ficou em silêncio.
Gualter deu alguns passos em direção ao próprio escritório, mas de repente parou, deu meia-volta e estendeu a mão.
— Me dá isso aqui.
Quitéria ergueu os olhos, com uma expressão inocente.
— Mas você não disse que não queria?
— Agora eu quero.
— Ah.
Ela entregou a sacola a ele.
Gualter inclinou a cabeça, encarando-a com curiosidade.
— Você não sabe ficar com raiva, não?
— Por que eu ficaria com raiva?
— Eu te tratei super mal agora, e você nem se irritou?
— Não tem motivo para isso. Eu já sei que o seu jeito é assim mesmo, não há por que me estressar.
Gualter estalou a língua, balançando a cabeça.
— Tal chefe, tal assistente.
Quitéria não entendeu a referência.
— Como assim?
Sem pensar muito, Gualter acabou lhe contando a situação envolvendo Isadora Coelho.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Emprestar o Meu Marido pra Ter um Bebê
Como consigo os capítulos completos?...
como consigo ler todos os capitulos...