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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 146

Um mês…

Já fazia exatamente um mês desde que havia expulsado Sara de casa. Nesse tempo, Renato se limitou a ficar trancado no escritório, afundado no trabalho. Era assim que conseguia esquecer um pouco dos problemas. Tanta coisa havia acontecido em sua vida que ele passou a se encher de tarefas só para não se sentir ocioso.

Mas, quando a noite chegava e ele voltava para o quarto… o vazio tomava conta do lugar.

Ele se sentava na varanda e ficava olhando para a escuridão lá fora.

Lembrava-se da primeira vez em que viu Sara na varanda do outro quarto, no dia em que a levou para aquela casa. Ela parecia perdida, assustada… como se quisesse fugir dali a qualquer momento.

Mas, com o passar dos dias, ele percebeu que algo havia mudado. A vontade dela de ficar só aumentava. Com medo de voltar para casa, Sara aceitou as condições que ele impôs… e acabou se entregando a ele por completo.

E, no fim… o que restou?

Mesmo sem querer admitir, a consciência dele pesava de um jeito incômodo. Por mais que ela pudesse ter errado, entregá-la novamente àquela família… não parecia certo.

A pergunta começou a incomodá-lo mais do que deveria: como ela estaria sendo tratada naquele lugar?

Todas as noites, esse pensamento voltava para atormentá-lo, a ponto de ele já não conseguir dormir direito. Virava de um lado para o outro na cama, inquieto.

E então… as palavras de Odete voltavam com força.

Se, de fato, Sara tivesse errado, do mesmo modo que aquele filho poderia ser de Humberto… também poderia ser dele.

Seu psicológico não estava nada bem. Só de pensar na possibilidade de Sara estar esperando um filho seu, ele ficava perturbado.

Se ela estivesse mesmo grávida… e se aquele filho fosse dele, ele o assumiria.

Independentemente do que tivesse acontecido entre eles, ele também tinha esse direito, não tinha? Jamais permitiria que uma criança sua fosse criada no meio daqueles urubus da família Lemos.

Sem conseguir mais guardar aqueles pensamentos para si, tomou uma decisão. Não ficaria mais esperando o tempo passar. Pegaria seu avião, voaria até a cidade onde Sara morava… e colocaria aquela história em pratos limpos.

Ele começou a arrumar uma pequena mala enquanto ligava para o piloto, avisando sobre a viagem que pretendia fazer. Mal desligou o telefone, ouviu a porta do quarto se abrir.

Segundos depois, viu Lorena surgir na entrada do closet. Já fazia um tempo que ele vinha tentando se esquivar dela, sempre arrumando uma desculpa para mantê-la à distância.

— Vai para algum lugar? — Ela perguntou, observando a mala aberta.

— Sim. Vou resolver alguns problemas de trabalho — mentiu, sem parar o que estava fazendo.

— E quanto tempo vai ficar fora?

— Ainda não sei.

Lorena se aproximou mais um pouco. Renato permanecia de costas, concentrado demais em dobrar as roupas para não ter que encará-la.

— Renato… posso ir com você? — Ela se arriscou.

Ele fechou os olhos por um breve instante e respirou fundo, se controlando para não responder de forma rude. Desde a noite em que havia se deitado com ela, um arrependimento incômodo o acompanhava. Por isso, vinha fazendo de tudo para evitá-la. Mesmo assim… ele sabia.

Cedo ou tarde, ela iria cobrar o espaço que achava ter conquistado.

— Escuta, Lorena… não acho que seja uma boa ideia você me acompanhar — explicou, tentando manter a calma.

— Mas eu queria — ela insistiu, dando mais um passo. — Prometo que não vou te atrapalhar em nada.

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