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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 148

— Como assim a colocaram para fora? Para onde ela foi?

Renato disparava uma pergunta atrás da outra, visivelmente confuso.

— Quem está aí, Leucimar?

A voz de Raquel ecoou do outro lado do portão. A empregada virou o rosto no mesmo instante.

— Tem um homem aqui procurando pela senhorita Sara — informou.

— Um homem? — Raquel perguntou, surpresa, já se aproximando.

Mas, assim que viu Renato parado diante do portão, seus olhos se arregalaram. Definitivamente, ela não esperava por aquilo.

— Renato? — sussurrou, incrédula. — O que você faz aqui?

Ele não perdeu tempo.

— Eu vim ver a sua irmã. Preciso falar com ela.

Raquel soltou um riso curto, cheio de desdém.

— E o que você quer com aquela sonsa?

Um forte incômodo o dominou ao ouvir Raquel chamar a irmã daquele jeito, mesmo assim ele disfarçou.

— Isso não é da sua conta — respondeu, frio. — Onde ela está?

O olhar de Raquel brilhou de um jeito estranho.

— Ué… — disse, cruzando os braços. — Não sabe?

Ela inclinou levemente a cabeça, como se estivesse prestes a soltar algo que demonstrava ser bastante satisfatório.

— Sua querida Sara… já não está mais aqui.

— E para onde ela foi? — exigiu, impaciente.

Raquel deu de ombros, rápida demais.

— Eu não faço a menor ideia — respondeu.

O olhar dela ficou frio.

— Pelo que conheço bem a minha irmã, ela não tinha amigos… e nós não temos nenhum familiar por aqui.

No mesmo instante, ele sentiu um aperto no peito.

Porém, Raquel continuou, cruel:

— Então, muito provavelmente, ela deve estar vivendo na rua… debaixo de alguma ponte.

Um sorriso gelado surgiu nos lábios dela.

— E, se tiver um pouco mais de sorte… — completou, zombeteira — quem sabe já até tenha partido dessa para melhor.

O comentário o deixou imediatamente tenso.

— Como você tem coragem de falar assim da sua própria irmã? — perguntou, já sem esconder a irritação.

Mas Raquel manteve o tom irônico, erguendo uma sobrancelha.

— O que foi? — provocou. — Não vai me dizer que você veio até aqui para buscá-la… porque se arrependeu do que fez?

Ele cerrou os dentes no mesmo instante.

— Ai, Renato… — Raquel ironizou, percebendo que estava conseguindo provocá-lo. — Se eu não te conhecesse bem, até acharia que você estava mesmo gostando da minha irmã.

Vendo que ele permanecia tenso, ela resolveu ir mais longe.

— Renato? O que você faz aqui? — perguntou, sério.

Mas Renato não perdeu tempo, avançou e agarrou Sérgio pelo colarinho da camisa, puxando-o para perto.

— Eu quero saber onde está a Sara.

— Ei! O que você pensa que está fazendo? — Soraya interveio, assustada. — Você não tem o direito de entrar na nossa casa e agir desse jeito!

Mas ele mal olhou para ela. Seu olhar estava fixo em Sérgio, num modo sombrio e exigente.

— Onde ela está? — repetiu, num tom mais baixo e ameaçador.

— Ela foi embora — disse Sérgio, por fim. — A Sara nos disse que encontrou uma pessoa… e que iria ficar com ele — completou, mentindo com frieza. — Eu até tentei impedi-la, mas parece que a minha filha não é mais a mesma. Ela simplesmente bateu o pé firme e disse que não ficaria nessa casa nem por um segundo, pois já tinha os próprios planos.

A reação foi imediata. Os dedos de Renato afrouxaram no tecido da camisa do homem. Por um segundo, ele pareceu perder o chão.

A ideia de que Sara havia saído dali… para ir atrás de Humberto… o deixou completamente desnorteado.

Como não tinha pensado nessa possibilidade antes?

Sentindo-se um idiota mais uma vez, mordeu os lábios e se afastou, saindo dali apressado sem dizer, nem olhar nos olhos de ninguém.

Mal ele desapareceu pela porta, Soraya virou-se para o marido, com o olhar incrédulo.

— Como você teve coragem de inventar uma mentira dessas?

Sérgio ajeitou a camisa com calma, como se nada tivesse acontecido.

— Por que eu diria a verdade? — respondeu, frio. — Aquele desgraçado não teve piedade de nós quando decidiu desfazer todos os contratos conosco.

O olhar dele endureceu.

— Ele não se importou nem um pouco se a gente ia sofrer com isso ou não… — continuou. — Então, se depender de mim, ele também vai sofrer.

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