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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 147

— Não… eu jamais irei embora daqui! — disse ela depressa, já com a voz à beira da histeria. — Me deixa provar que posso ser útil para você — pediu, tentando persuadi-lo. — Você não precisa me afastar desse jeito.

— Não estou tentando afastar você — disse, controlado. — Só estou colocando limites.

Lorena assentiu rapidamente, mesmo contra a própria vontade.

— Tudo bem… vou respeitar seus limites. Não se preocupe.

— Que bom que entende — respondeu ele, já voltando a arrumar a mala, como se a conversa estivesse encerrada.

O gesto doeu mais do que qualquer palavra.

— Agora saia, preciso terminar isso — acrescentou, sem olhar para ela — e não entre mais no meu quarto sem bater. Eu não gosto disso.

Lorena engoliu em seco.

— Tudo bem — murmurou.

Assentiu mais uma vez e se virou para sair.

Mas, ao cruzar a porta, o olhar dela endureceu por um breve segundo, rápido demais para Renato perceber. Porque, por fora, ela podia até aceitar os limites. Mas, por dentro, já começava a pensar em como contorná-los.

[…]

Quando terminou de arrumar a mala, Renato saiu do quarto carregando-a com pressa.

Mas, para o seu azar, deu de cara com a mãe no corredor, vestida com roupa de academia.

— Vai viajar?

— Sim.

— Não me avisou nada.

— É uma viagem de última hora — explicou, seco.

— Quanto tempo vai ficar fora?

— Ainda não sei, mas não precisa se preocupar.

— E para onde vai?

Renato soltou um suspiro impaciente.

— Pare de fazer tantas perguntas, mãe. Às vezes, a senhora me trata como se eu fosse um adolescente.

Ao perceber o nervosismo do filho, Constança ergueu uma sobrancelha e o analisou com desconfiança.

— Não precisa ficar nervoso — disse, em tom controlado. — Só estou perguntando porque sou sua mãe e me preocupo com você.

— Eu sei. Mas não precisa se preocupar. Vou com meus seguranças.

Constança assentiu.

— Isso é ótimo, filho. Mesmo depois de todo esse tempo, eu ainda não esqueci o que tentaram fazer com você.

Ela se aproximou um pouco mais, baixando a voz.

— Aliás… até agora não tiveram nenhuma pista de quem fez aquilo?

Renato segurou a alça da mala com mais força.

— Pistas a polícia tem — respondeu. — Mas ainda precisam de algo mais concreto para chegar ao mandante.

O olhar da mulher se estreitou.

— E quem foi, meu filho? — insistiu. — Você nunca me disse quem tentou contra a sua vida.

Soltando um sorriso amargo, ele encarou a mãe e perguntou:

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