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Esposa substituta: Prometo te odiar! romance Capítulo 149

Renato saiu da casa apressado, pisando firme e sem olhar para trás. Mas, ao atravessar o portão, percebeu o barulho de passos vindo atrás dele.

— Senhor?

Era a empregada que havia aberto o portão.

Ele a ignorou e seguiu até o carro, abriu a porta e já ia entrar no veículo.

— Senhor! — Ela insistiu, aproximando-se mais.

Visivelmente irritado, ele parou.

— O que você quer? — perguntou, ríspido.

A mulher hesitou por um segundo.

— Não quero ser intrometida… mas eu escutei o que o senhor Lemos disse lá dentro.

Renato a encarou de lado.

— Eu não sei quem o senhor é... nem o que quer com a menina Sara — continuou ela, nervosa. — Mas o senhor Lemos mentiu.

O olhar de Renato mudou na mesma hora.

— Ela não saiu daqui porque quis — completou a empregada. — Ele a expulsou… mesmo depois de ela dizer que não tinha para onde ir.

No mesmo instante, ele decidiu olhar para o rosto da mulher e prestar atenção no que ela falava.

— Sabe para onde ela foi?

— Não, senhor — respondeu a empregada, aflita. — Mas a senhorita Raquel tinha razão numa coisa, a Sara não tem parentes nem amigos na cidade. Ela é uma moça boa e deve estar sofrendo por aí, ainda mais porque saiu daqui só com a roupa do corpo.

Renato mordeu os lábios. Mais uma vez, a sensação de culpa voltou com força.

Mesmo que ele e Sara não tivessem dado certo, ela estava cumprindo a parte do acordo que fizeram. E agora, ele se sentia um covarde por não ter feito a sua, ao menos dando a ela a escolha de ir ou não para a casa dos pais.

— Desde que ela saiu daqui, não apareceu mais? — perguntou, mais baixo.

— Não, senhor. E o que mais me preocupa é que, no dia em que ela foi expulsa, caiu uma chuva muito forte na cidade. A coitada deve estar sofrendo muito por aí.

A cabeça dele doeu no mesmo instante.

— Eu vou encontrá-la — disse, decidido.

A mulher assentiu, esperançosa.

— Por favor, faça isso. Ela não é uma má pessoa.

Em seguida, a empregada olhou para os lados, desconfiada, com medo de ser vista conversando com ele. Sem dizer mais nada, afastou-se rapidamente.

Renato entrou no carro, mas não disse nada ao motorista. Apenas ficou ali, imóvel, olhando para o nada.

A consciência pesava mais do que nunca.

Onde Sara estava?

— Para onde quer que eu o leve, senhor? — O motorista perguntou depois de alguns minutos de silêncio.

Renato ergueu o olhar e encontrou os olhos do homem pelo retrovisor.

Hesitou por um segundo antes de responder:

— Para lugar nenhum… apenas dirija.

Enquanto o carro rodava pela cidade, Renato observava cada canto pela janela, numa esperança quase tola de avistar Sara em algum lugar.

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