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Grávida de um mafioso romance Capítulo 239

- O mesmo que você, pelo visto - respondo para Luigi, que mantinha a cara amarrada.

Me atento às pistas praticamente esfregadas em minha cara. Deveria ter suspeitado desde o início do convite da mãe da Carolina. Tia Maria nunca tinha posto confiança em mim e no meu plano, sempre mantivera uma opinião escancarada e um pé atrás. Aceitou a contragosto quando eu a chamava de tia Maria. A senhora não tinha mesmo ido com a minha cara.

- Que maravilha, finalmente chegaram! - tia Maria adentra a sala com um avental pendurado no ombro e um sorriso largo de recepção.

Desde que chegamos, fomos avisados que a cozinha estava restrita por tempo indeterminado. Roberto havia dito algo sobre sua companheira ser possessiva com sua cozinha em dias especiais. Ela era a chefe da noite e pelo aroma delicioso que invadia a sala de visitas, não quero correr o risco de ser expulso do almoço sem antes provar uma colherada do que estava assando no forno.

- Demoramos um pouco porque alguém... - o tom de Luigi tornar-se ríspido e seu olhar gélido atravessa a sala, encontrando a mim - que não sabe estacionar, fez questão de parar numa vaga no qual cabem dois veículos.

- Em minha defesa, não sabia que você tinha sido convidado também - deixo claro, se eu soubesse faria questão de não parecer carrancudo e fechado a qualquer perdão.

- Enfim, que bom que está aqui, filho - tia Maria se aproxima dele, arrumando a camiseta preta pouquíssimo amassada. Percebo que também está usando uma calça sarja bege e perfuro Mariana com um olhar, porém ela e Carolina estam prendendo o riso com todas as suas forças - está tão magrinho desde a última vez que o vi, precisa se alimentar bem. Me preocupo muito - quase reviro os olhos.

- Ah, então foi porque ele estava magrinho que a senhora jogou fatias de bolo nele na confeitaria? - brinco e Carol solta uma risada que estava contendo, dividimos o mesmo olhar feio que ganhamos da sua mãe.

- Aquilo foi passado - tia Maria pigarreia, vergonha tingindo suas bochechas ao relembrar da trágica cena. Mesmo Carolina me descrevendo detalhadamente toda a confusão daquele dia, gostaria de me transformar numa mosquinha apenas para apreciar a cena ao vivo - chamei todos aqui para um propósito, a reconciliação de Luigi e Matteo.

- Não somos um casal - retruco, minha dinâmica com a tia Maria era basicamente essa: pertubá-la como um membro insuportável da família.

- Não existe apenas reconciliação de casal, para você que não sabe, existe de amizade também - sua voz é calma, ela de verdade estava tentando ser pacifista e mediadora na restauração da minha amizade com Luigi - e não quero que meus netos cresçam num ambiente hostil. Crente não pode viver em desarmonia com o irmão.

- Desde quando somos crentes? - Carolina pergunta, ganhando um segundo olhar matador da mãe ao interromper sua mediação.

- Desde sempre, Carolina.

- Mas nunca fomos à igreja...

- Não importa, agora todos membros dessa família são crentes - a senhora diz, resoluta - incluindo você.

- Só se for crente do cu quente - murmurou Mari alto o suficiente para despertar o riso de Luigi, que logo fingiu tosse para escapar do olhar mortal da mãe e da filha que Mari recebeu.

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