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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 105

“Alguns amores não pedem permissão. Eles apenas se tornam inevitáveis.”

Elena sempre acreditou que escolhas importantes eram feitas em voz alta. Mas naquela manhã, diante de um helicóptero prestes a decolar, ela descobriria que algumas decisões acontecem no silêncio, e mudam tudo do mesmo jeito.

O helicóptero aguardava no heliponto do hospital como uma promessa que ainda não ousava se cumprir por completo.

O vento das hélices já em movimento bagunçava os fios ruivos ainda curtos dos cabelos de Sophia que começavam a crescer novamente, e ela ria alto, segurando firme a mão de Beatrice, como se estivesse prestes a embarcar numa aventura maior do que todas as histórias que já tinha inventado naquele quarto de hospital.

— É muito alto! — gritou, com os olhos arregalados de empolgação. — Parece que a gente vai voar direto pra Disney!

— Primeiro pra casa. — Beatrice respondeu, rindo, inclinando-se para falar perto do ouvido dela por causa do barulho. — Depois a gente vê quantos castelos dá pra conquistar.

Sofia assentiu com vigor exagerado, como se concordasse com um plano militar.

Elena vinha logo atrás, sentindo ainda o coração acelerado, pelo o que tinha acontecido dentro do quarto e a presença constante de Damian que ocupava o espaço com aquela naturalidade perigosa de quem não pede permissão para existir.

Ele já estava dentro da cabine, ajustando os controles com uma precisão silenciosa.

Damian Cavallari no comando era uma imagem que não pedia esforço para se impor. Usava agora o fone de comunicação, os dedos firmes passavam pelos painéis com familiaridade, como se aquele helicóptero fosse apenas mais uma extensão do próprio corpo, assim como tudo que ele pilotava na vida.

Elena subiu por último.

Se sentou no banco traseiro, ao lado de Beatrice, com Sofia no meio, ainda encantada para perceber qualquer coisa além da própria felicidade.

O cheiro de combustível misturado ao ar frio, entrou pela cabine, e Elena respirou fundo, sentindo algo se reorganizar dentro de si.

Quando as hélices ganharam força, Sofia soltou um gritinho involuntário e depois riu de si mesma.

— Eu não tô com medo! — anunciou, como se alguém tivesse duvidado. — Só fiquei surpresa!

— Claro. — Beatrice respondeu, séria demais para ser levada a sério. — Surpresa é uma emoção muito respeitável.

O helicóptero começou a subir.

O hospital se afastou aos poucos e as estradas diminuiam. Sofia trocou de lugar com Beatrice, apenas para ficar próximo da janela, e colou o rosto no vidro, enquanto os olhos verdes e curiosos, acompanhavam tudo com absoluto fascínio.

— Lena… — chamou, sem desgrudar da paisagem. — A gente tá voando de verdade.

— Tá. — Elena respondeu, com a voz suave. — De verdade.

Foi então que Sofia desviou o olhar para a frente da cabine, observando Damian com atenção renovada. O fone de ouvido, o rosto sério, e o modo como ele mantinha o olhar fixo no horizonte.

— Ei. — disse, apontando. — O tio também é o piloto?

Beatrice mordeu o lábio para não rir antes da hora.

— É sim. — respondeu. — Por quê?

Sofia inclinou a cabeça, pensativa, avaliando Damian como se estivesse diante de uma nova categoria de personagem.

— Então ele é tipo… — fez uma pausa dramática — um príncipe-piloto?

Elena sentiu o rosto esquentar e os olhos de Damian encontraram os de Elena pelo espelho no interior da cabine, por um segundo rápido para ser casual, e lento para ser acidental.

O canto da boca dele se ergueu quase imperceptivelmente.

— Piloto. — corrigiu, a voz grave soando firme pelo fone. — Só isso.

— Não. — Sofia discordou, cruzando os braços com autoridade. — Piloto é quem dirige avião. Você dirige helicóptero.

— Tecnicamente… — Damian começou.

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