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Leilão da Inocência: A Virgem Vendida Para o Bilionário romance Capítulo 107

“Algumas casas só se tornam lares, quando alguém decide ficar.”

Elena sempre acreditou que lares eram feitos de paredes. Mas naquela noite, antes mesmo de cruzar o corredor, ela começaria a entender que alguns lugares só se tornam casa quando alguém escolhe cuidar mesmo sem saber exatamente como.

Elena se afastou antes que o impulso a traísse, antes que ela se inclinasse para encostar a boca na dele como o corpo pedia, e seguiu apressada pelo corredor, guiada pelo som das risadas e pela alegria desgovernada de Sofia.

O grito estridente veio antes mesmo de Elena chegar.

— AAAAAAAAH!

Era um grito de descoberta, de encanto absoluto, de vitória.

Elena virou a curva do corredor e parou na porta do quarto. E por um segundo… ela não respirou. O quarto de Sofia era um universo.

As paredes estavam pintadas como um vale encantado, com colinas suaves e árvores iluminadas por pequenos pontos dourados que pareciam vagalumes presos na tinta. Havia um céu azul-claro em degradê que terminava num pôr do sol cor-de-rosa, e ao centro, como se aquele mundo tivesse sido criado para guardar sonhos, uma cama grande com armação de madeira delicada, cortinas translúcidas e lençóis de cetim com bordados de estrelas.

Era uma cama de princesa, não no sentido clichê, mas no sentido real. Um lugar feito para que uma criança acreditasse, de novo, que o mundo podia ser bom.

Do lado esquerdo, uma estante enorme estava cheia de brinquedos e bonecas, organizadas com cuidado. Bonecas de vários tamanhos, bichos de pelúcia, livros coloridos, uma caixa de música pequena e uma coleção de carrinhos minúsculos, porque alguém, claramente, tinha se lembrado de que Sofia era uma criança completa, não uma caricatura.

Sofia estava no meio do quarto, girando com os braços abertos, como se quisesse abraçar tudo ao mesmo tempo.

— É MEU? — perguntou, ofegante, olhando para Beatrice como se ela pudesse negar.

— É seu. — Beatrice confirmou, rindo, os olhos brilhando. — Todo seu.

Elena deu um passo para dentro e a emoção a atingiu como um soco gentil no peito. Sentiu os olhos arderem, sentiu o corpo tremer com aquela mistura de gratidão e incredulidade.

— Quem… — Elena tentou falar, mas a voz falhou.

Sofia não esperou explicação. Correu até a estante e começou a puxar coisas, mostrando como se fosse guía turística de um reino recém-descoberto.

— Lena! Olha isso! Tem boneca com vestido! Tem boneca com cabelo azul! Tem… tem… AAAAAH!

Ela parou ficando imóvel por um segundo.

E então, com a reverência de quem encontrou algo sagrado, puxou um bicho de pelúcia específico: uma ursinha caramelo com um laço lilás perfeito no pescoço.

Sofia arregalou os olhos, e abriu a boca em choque ao ver o que aquela ursinha representava.

— NÃO!

Beatrice inclinou a cabeça.

— O que foi?

Sofia segurou a ursinha com as duas mãos como se estivesse segurando um bebê.

— É ELA. — disse, em tom grave, dramático, como se estivesse anunciando uma verdade perigosa.

Elena franziu a testa.

— Ela quem, meu amor?

Sofia ergueu a ursinha caramelo como se fosse uma prova.

— A NAMORADA DO MEL! — gritou, como se aquilo resolvesse a vida inteira.

Elena levou a mão à boca e riu, com lágrimas nos olhos.

Capítulo 107 — Onde o Cuidado Ganha um Nome 1

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